SEMINÁRIO DO IBAMA APRESENTA NOVOS PROCEDIMENTOS PARA AVALIAÇÃO DE RISCO DE DEFENSIVOS AGRÍCOLAS

//SEMINÁRIO DO IBAMA APRESENTA NOVOS PROCEDIMENTOS PARA AVALIAÇÃO DE RISCO DE DEFENSIVOS AGRÍCOLAS
O Ibama publicou em seu portal a realização, na última quarta-feira (26), do seminário “Interpretação da Instrução Normativa (IN)” n° 02/2017, com o objetivo de apresentar conceitos relacionados à avaliação de risco dos defensivos agrícolas para abelhas e divulgar novos procedimentos de avaliação dessas substâncias. Durante a abertura, a diretora de Qualidade Ambiental do Instituto, Jacimara Machado, lançou o Manual de Avaliação de Risco de Agrotóxicos para Abelhas, que detalha a aplicação da norma. “Em 1989, fizemos da avaliação com enfoque ambiental um pré-requisito para o registro de agrotóxicos. Em 1990, passamos a classificar essas substâncias quanto ao grau de periculosidade ambiental. O Decreto n° 4.074/2002 regulamentou a produção e o uso dos agrotóxicos e agora temos a IN 02, que oferece mais proteção aos polinizadores”, disse o presidente substituto do Ibama, Luciano Evaristo. Para o diretor do Departamento de Conservação e Manejo de Espécies do Ministério do Meio Ambiente, Ugo Vercillo, avaliar os impactos dos defensivos agrícolas na conservação dos polinizadores é fundamental para a manutenção da biodiversidade e para a garantia da alimentação humana. O Ibama também prepara a estruturação da avaliação de risco dos agrotóxicos para organismos aquáticos. A coordenadora de Controle Ambiental de Substâncias e Produtos Perigosos do Ibama, Rafaela Rebelo, coordena um Grupo de Trabalho (GT) cujo objetivo é contribuir nas discussões do tema.

Polinizadores em declínio

O portal do Ibama destaca ainda que nos últimos anos, a população de abelhas vem diminuindo em diversas partes do mundo. O declínio das populações de polinizadores, observado principalmente no Hemisfério Norte, motivou discussões internacionais, inclusive no âmbito regulatório, e impulsionou trabalhos sobre tema no Ibama. “O Ibama vem realizando estudos e publicando normas para elevar os padrões regulatórios e garantir proteção ao meio ambiente e sustentabilidade à produção de alimentos. Os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) foram adotados em 2015, durante a Cúpula da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre o Desenvolvimento Sustentável. Das 17 ações que fazem parte do documento, a publicação da Instrução IN Ibama n° 02/2017 está inserida no ODS n° 15”, ressalta a publicação.

Estudos vão apontar caminhos para reduzir o uso de defensivos agrícolas no campo

De acordo com o Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), o Diário Oficial de Minas Gerais publicou na quinta-feira (27) o decreto nº 47.233, assinado pelo governador Fernando Pimentel, que autoriza a criação do Grupo Intersetorial de Redução de Uso de Agrotóxicos e Apoio à Agroecologia e Produção Orgânica. De caráter permanente, o grupo vai coordenar estudos e propor ações que visam reduzir, de forma gradual e contínua, a disponibilidade, o acesso e o uso de agrotóxicos no campo. Em paralelo, o grupo também vai trabalhar para incentivar a produção de alimentos orgânicos e a alimentação saudável no dia a dia dos mineiros. A ideia é de que estudos voltados à disponibilização de tecnologias de baixo perigo toxicológico e ecotoxicológico apontem para alternativas aos agrotóxicos. Com isso, o Estado quer promover a saúde humana, tanto da população consumidora quanto das populações expostas aos agrotóxicos – em especial trabalhadores rurais assalariados e temporários –, incluindo ações de assistência e vigilância em saúde, bem como modelos sustentáveis de produção. O site Mais um Online afirma que para incentivar a agroecologia e a produção orgânica, o decreto prevê ainda a intensificação da qualificação de agentes de Assistência Técnica e Extensão Rural. Atualmente, o IMA já desenvolve ações para identificação e fiscalização do uso de agrotóxicos. Agora, a partir do decreto, o grupo de trabalho vai ser constituído e o primeiro plano de ação será apresentado.

Brasil golpeia resultados das grandes múltis de defensivos

O elevado nível de estoques de defensivos nas revendas no país prejudicou os resultados globais das grandes múltis do segmento na primeira metade do ano. É o que informa o Valor Econômico, nesta sexta-feira (28). O problema foi provocado basicamente pela forte quebra da safra de grãos no ciclo 2015/16 – em lavouras de culturas como milho, arroz e soja perdidas com as intempéries causadas pelo El Niño, algumas aplicações de agrotóxicos simplesmente se tornaram desnecessárias. Segundo estimativa da consultoria Allier Brasil, 2017 começou com estoques avaliados em US$ 1,4 bilhão. Nos cálculos da LSP Consultoria, 45% do volume de defensivos agrícolas vendidos em 2016 pelas indústrias no mercado doméstico não chegaram ao campo. Mesmo em áreas que foram colhidas, a seca reduziu a necessidade de aplicação de fungicidas e, nesse cenário, os estoques nas redes de distribuição foram se acumulando. Com isso, nem a produção recorde deste ano, em meio a um clima quase perfeito – com umidade normal para o desenvolvimento de fungos e proliferação de pragas – foi suficiente para desová-los. Ao Valor, o presidente interino da Bayer CropScience Brasil, Gerhard Bohne, revelou que houve um planejamento junto aos distribuidores para ampliar as vendas na safra 2016/17, mas que, por “fatores que fugiram ao nosso controle”, a demanda foi menor.

NA IMPRENSA

Mapa – Ajuste na concessão de crédito rural beneficia produtor rural

Mapa – Definidas medidas para contenção e erradicação da mosca da carambola

Mapa – Mapa divulga programação de feiras para o último trimestre do ano

SAC – Inscrições abertas para o curso intermediário de gestores de aeroportos regionais

Ibama – Seminário apresenta novos procedimentos para avaliação de risco de agrotóxicos

MMA – SFB abre consulta pública para concessão no Jamari

MMA – Povos tradicionais discutem manejo do fogo 

Folha de S.Paulo – Líderes indígenas e quilombolas criticam desrespeito e discriminação

Valor Econômico – Receita em proteção de cultivos da Basf subiu 5% no 2º trimestre 

Valor Econômico – Corte de juros garante alta apenas moderada do Ibovespa

Valor Econômico – Clima derruba safra de trigo no PR 

Valor Econômico – Para aumentar abates, Marfrig decide reabrir unidade em Paranaíba

Valor Econômico – MP do ‘amanhã sai’ pode ser publicada só em setembro

Valor Econômico – Brasil golpeia resultados das grandes múltis de defensivos 

Valor Econômico – Commodities Agrícolas 

InovaDefesa – PROGRAMA ECOFORTE TERÁ R$ 25 MILHÕES PARA INVESTIR EM REDES DE AGROECOLOGIA 

Rede Press – Mercado agrícola impulsiona aviação no setor. Aviação agrícola é a segunda maior frota dedicada do Brasil

Mais Um Online – Estudos vão apontar caminhos para reduzir o uso de agrotóxicos no campo

De Fato Online – Boas práticas agrícolas para garantir um alimento seguro

Agrolink – Programa de Aquisição de Alimentos diversifica agricultura familiar e terá adição de R$ 9 milhões

Agrolink – Venda de agroquímicos trava no Brasil

Sul 21 – Nem a maconha escapa do apetite voraz da indústria de agrotóxicos e transgênicos

Agrolink – CITROS/CEPEA: Menores qualidade e demanda reduzem cotações

Agrolink – Preço da batata inglesa tem variação de 185% em João Pessoa

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