SAÚDE E FABRICANTES DISCUTEM PREÇO DE REMÉDIO PARA ATROFIA MUSCULAR

//SAÚDE E FABRICANTES DISCUTEM PREÇO DE REMÉDIO PARA ATROFIA MUSCULAR
O Ministério da Saúde e detentores do registro do medicamento Spinraza, indicado para pacientes com Atrofia Muscular Espinal (AME), se reuniram na última semana em Brasília para iniciar a discussão sobre o preço do medicamento, alvo de uma série de ações na Justiça. De acordo com o jornal O Estado de S.Paulo, a droga, aprovada há duas semanas na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) depois de ser classificada como prioridade, concentra agora forte pressão para ser incorporada na lista do Sistema Único de Saúde (SUS). O ministro Ricardo Barros, no entanto, afirmou ao Estadão que as conversas neste momento são preliminares e que a oferta do remédio para pacientes de forma regular dependerá da negociação de preço. “Incorporar significa ter capacidade para atender todos os pacientes”, disse. Ele observou que o tratamento custa atualmente R$ 3 milhões anuais. “Entendemos a agonia dos pacientes. Mas estamos em busca de um preço razoável”, completou, sem dizer, no entanto, qual o valor planejado. “A AME é uma doença rara que ataca de forma progressiva o sistema nervoso. Em casos mais avançados, o paciente não consegue se mover ou respirar. A estimativa é de que a doença afete um entre cada 10 mil nascidos vivos”, frisa a reportagem.

Spinraza é classificado como remédio que “muda a história da doença”

O Estadão destaca ainda que o medicamento Spinraza concedido no Brasil foi na forma de solução injetável. De acordo com o ministro Ricardo Barros, a dose do tratamento é vendida no exterior a preços que variam entre U$ 125 mil e US$100 mil. Para poder ser comercializado no País, o produto precisa ter seu preço fixado. Essa tarefa é desempenhada pela Câmara de Regulação de Mercado de Medicamentos (CMED). Barros, no entanto, observa que o preço geralmente fixado pela CMED é fruto de uma média de valores pagos no mercado internacional. A intenção do Ministério é que o preço para os pacientes seja menor do que essa média. Barros, no entanto, não adiantou qual seria esse valor. Atualmente, o remédio tem registro nos Estados Unidos, Europa, Japão e Canadá. Há na Justiça brasileira ações de pacientes que buscam a garantia da entrega do medicamento, de forma gratuita. “Há duas semanas, quando foi anunciado o registro do remédio no País, o diretor-presidente da Anvisa, Jarbas Barbosa, classificou o Spinraza como um remédio que “muda a história da doença” por melhorar de forma significativa a qualidade de vida dos pacientes”, completa o texto.

Paciente de hospital em Fortaleza é o 1º do País a receber vacina para tratar câncer

Um paciente do Hospital São Camilo Cura d’Ars, em Fortaleza (CE), é o primeiro no País a usar uma vacina voltada para o tratamento de câncer. Lançada inicialmente nos Estados Unidos, a Blinatumomab, conhecida como Blincyto, foi apresentada ao mercado em dezembro de 2016. A partir disso, foram feitos testes em pacientes com leucemia linfocítica aguda, doença do paciente que está internado do hospital e que é rara, com menos de 150 mil casos por ano no Brasil. Conforme reportagem do Estado de S.Paulo, a droga foi aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e precificada há somente dez dias. Ela foi aplicada legalmente no Brasil pela primeira vez no hospital cearense. Segundo o responsável pelo tratamento do paciente no hospital São Camilo e pós-doutor em hematologia, Ronald Feitosa Pinheiro, a vacina é indicada justamente para o caso do paciente em questão. Pinheiro explica que a doença afeta normalmente os “extremos”, ou seja, crianças e idosos. “As crianças são curadas em 80% dos casos. Nos idosos, é praticamente incurável. Nosso paciente, além de portador da doença, é ainda reincidente da mesma, sem opções de tratamentos”. O Estadão ressalta que o tratamento foi iniciado na última sexta-feira (01), e o paciente já demonstra sinais de melhora. Segundo Pinheiros, “as ‘células ruins’ caíram de 60 mil para 4 mil”.

O atraso digital na gestão da saúde

O atraso digital é responsável por uma série de obstáculos que comprometem a qualidade assistencial e a eficiência administrativa do setor de saúde. Em artigo da Folha de S.Paulo, Orestes Pullin, médico, MBA em gestão de planos de saúde e presidente da Unimed do Brasil destaca que a implantação do sistema de prontuários eletrônicos, destinados a gerenciar informações de históricos médicos de pacientes, começou em 2011 no Sistema Único de Saúde (SUS) e segue lentamente no Brasil, embora o modelo já esteja amplamente difundido em outros países. No National Health Service (NHS), o sistema público de saúde da Inglaterra que inspirou a criação do nosso SUS, teve início em 2002. De acordo com o IESS (Instituto de Estudos de Saúde Suplementar), 42% dos estabelecimentos públicos brasileiros concentram os registros dos pacientes armazenados em papel. Nas instituições privadas, esse índice é de 23%. Ainda assim, 64% dos brasileiros se interessam pelo armazenamento digital de dados clínicos. E segundo uma pesquisa Datafolha encomendada em 2016 pela Confederação Nacional das Cooperativas Médicas – Unimed do Brasil, dentre as pessoas que apoiam o uso de prontuários médicos, 58% concederiam acesso total às suas informações pelos médicos com os quais passarem por consultas. “O histórico de saúde extraído do prontuário eletrônico de uma população específica é um material valioso que pode embasar estratégias de gestão, demonstrando que a implantação total do mesmo é fundamental para a sustentabilidade dos setores de saúde pública e privada. Precisamos acompanhar o ritmo de um mundo cada vez mais conectado, que fica além das portas dos hospitais e clínicas”, conclui Pullin.

SAÚDE NA IMPRENSA
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