REPORTAGEM ESPECIAL ENFATIZA COMPLEXIDADE DO DIAGNÓSTICO DA ESCLEROSE MÚLTIPLA

//REPORTAGEM ESPECIAL ENFATIZA COMPLEXIDADE DO DIAGNÓSTICO DA ESCLEROSE MÚLTIPLA
Reportagem especial do jornal Folha de S.Paulo destaca que a esclerose múltipla é uma doença rara e seus mecanismos são pouco conhecidos. O que se sabe é que os linfócitos (células de defesa), que percorrem todo o corpo através do sangue, entram no sistema nervoso central e atacam o próprio organismo. A média global é de 33 casos por 100 mil habitantes. O índice é maior em países do hemisfério norte, como EUA (135 casos) ou Canadá (291). O Ministério da Saúde estima que existam 35 mil pessoas com a patologia no Brasil. O fato de ser pouco conhecida no país (média de 15 casos para cada 100 mil habitantes) contribui para a dificuldade no diagnóstico. Os sintomas surgem mais agressivos em casos de surtos, provocados por forte inflamação no sistema nervoso central. O paciente pode sentir dormência nos membros, tontura, dificuldade de andar e cegueira temporária, entre outros. A diversidade de sintomas confunde até os neurologistas, responsáveis pelo diagnóstico. A identificação da esclerose múltipla é complexa. “Fazer o diagnóstico é como montar um quebra-cabeças”, compara o neurologista da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) Rodrigo Kleinpaul. “A avaliação inclui observação clínica dos sintomas, exame de ressonância magnética, de sangue e, para alguns casos, o exame de líquor (coleta do fluido da coluna vertebral). Quanto mais cedo o diagnóstico, maior o controle dos surtos e menores as sequelas”, acrescenta a reportagem.

Etnia, latitude e fatores ambientais determinam prevalência da doença

A esclerose múltipla predomina nos países frios, ricos e distantes da linha do Equador. Acomete mais a população branca urbana e é duas vezes mais frequente em mulheres. A reportagem especial da Folha de S.Paulo afirma que a latitude interfere porque, quanto mais distante da linha do Equador, menor é a intensidade solar. A baixa exposição ao sol inibe a produção de vitamina D, substância que, em níveis muito baixos, pode desregular o sistema imunológico, aumentando o risco da doença. “Países onde os brancos detêm menor representação populacional apresentam taxas baixas da doença. Negros, índios e mestiços são menos suscetíveis onde há grande miscigenação. Aqueles que mantiveram maior relevância nativa na composição demográfica apresentam taxas pequenas: Bolívia (1,5), Peru (3,8) e Equador (5,05)”, ressalta parte do texto. “Desde os anos 80, a ciência busca no ambiente explicações para a esclerose múltipla. Estatisticamente, excesso de sal e tabagismo aceleram a progressão da doença. Uma pesquisa na Noruega mostrou que imigrantes iranianos e paquistaneses no país carregavam o baixo risco dos seus locais de origem, mas seus filhos nascidos no novo lar tiveram o mesmo nível de exposição das demais crianças norueguesas – o que indica a interferência de algum fator ambiental”, acrescenta a reportagem, que também aborda sintomas, pesquisas e medicamentos (ver links na lista abaixo).

Cientistas testam exame de sangue capaz de ‘prever’ metástase do câncer de mama

Pesquisadores do Houston Methodist Hospital, nos Estados Unidos, estão testando exame de sangue capaz de detectar com antecedência se células do câncer de mama tendem a se disseminar para o cérebro. De acordo com o site do G1, o teste se baseia na detecção de uma espécie de “assinatura genética” de células de tumores metastáticos — o que permite diferenciá-las de outras estruturas do tumor, mais antigas. O exame é particularmente importante, apontam os cientistas, porque cerca de 20% dos cânceres de mama vão sofrer metástase para o cérebro com o passar do tempo. O artigo foi publicado nesta sexta-feira (4) na “Nature Communications” e se baseia em linhas de pesquisa que têm ganhado força no estudo de tumores metastáticos: as que investigam as chamadas “Células Circulantes de Tumor” (CTC, na sigla em inglês). O exame pode identificar “micro metástases” de um tumor de mama que ainda não estão visíveis em exames de imagem como a ressonância magnética. Uma outra aplicação do teste é em pacientes que já tiveram tumores de cérebro detectados em exames de imagem – nesses casos, o exame poderia avaliar o sucesso ou não do tratamento a partir da detecção de células metastáticas no sangue. “Pesquisadores também pretendem que o exame possa ser um substituto para a biópsia, consideradas mais invasivas”, afirma o G1.

ANS quer fim de carência na troca de plano de saúde

Trocar de plano de saúde ficará mais fácil ainda neste ano. É o que promete a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), que colocou em consulta pública, na quinta-feira (3), um texto que altera a norma da portabilidade de convênios médicos. Conforme reportou o jornal O Estado de S.Paulo, uma das principais mudanças será a extinção do período conhecido como “janela” para a troca de plano. Na regulamentação vigente, de 2009, os clientes podem migrar de operadora apenas no período de 120 dias contados a partir do primeiro dia do mês de aniversário do contrato. “Com a nova regra, a troca poderá ser feita em qualquer momento do ano. Outra novidade é a possibilidade de migração de operadora para clientes de planos coletivos empresariais, que correspondem a 66% do mercado de convênios médicos no Brasil, o equivalente a mais de 31 milhões de pessoas. Outra mudança importante é a permissão para a troca de convênio com coberturas diferentes sem cumprimento de carência para todos os procedimentos. O texto da nova regra foi divulgado na quinta-feira (3) no site da ANS para análise pública. A partir do dia 10, a população poderá fazer sugestões de mudança. A consulta ficará aberta até o dia 11 de setembro. Em seguida, a agência vai analisar todas as opiniões e elaborar o texto final da norma, que deverá ser concluído em até dois meses após o fim da consulta”, ressalta parte do texto.

SAÚDE NA IMPRENSA

Ministério da Saúde – Ministério da Saúde lança campanha nacional de amamentação 

Anvisa – Exigência para registro de produtos é tema de webinar

Anvisa – Consultas mais acessíveis por tablet e celular 

Anvisa – Aberto prazo de enquadramento de medicamentos isentos 

ANS – ANS coloca em consulta pública resolução para aprimorar portabilidade de carências

Inca – Curitiba pode proibir o uso de narguilé em locais públicos

Inca – INCA lança posicionamento com indicações para evitar sobrepeso e obesidade, que estão relacionados a treze tipos de câncer 

Correio Braziliense – Estudo: seis células de defesa podem ser indicadoras de reações alérgicas

O Globo – Remédio contra o diabetes pode frear o avanço do Parkinson

O Estado de S.Paulo – ANS quer fim de carência na troca de plano de saúde 

O Estado de S.Paulo – Mitos e verdades sobre aleitamento materno 

G1 – O kit simples feito com camisinha que pode salvar vidas de mulheres após o parto

G1 – Viagens áreas espalharam subtipos do vírus da dengue na Ásia, diz estudo 

G1 – 10 avanços e 1 promessa da técnica Crispr de edição do DNA 

G1 – Cientistas testam exame de sangue capaz de ‘prever’ metástase do câncer de mama

Folha de S.Paulo – Misteriosa, doença confunde médicos e pode levar anos para ser diagnosticada

Folha de S.Paulo – SUS distribui novo medicamento até outubro; Anvisa avalia duas drogas

Folha de S.Paulo – Estudos exploram “rota das células” para desvendar esclerose múltipla 

Folha de S.Paulo – Sintomas somem durante a gravidez por queda do sistema imunológico

JUS – Benefícios da triagem embrionária e a lei brasileira frente aos procedimentos que envolvem vidas humanas

Blog Henrique Barboza – Deputada teme esvaziamento da Hemobrás em Pernambuco 

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