REPORTAGEM AFIRMA QUE DEFENSIVOS USADOS EM LAVOURAS DE SOJA AMEAÇAM ABELHAS NO RS

//REPORTAGEM AFIRMA QUE DEFENSIVOS USADOS EM LAVOURAS DE SOJA AMEAÇAM ABELHAS NO RS
Reportagem do Valor Econômico afirma que os apicultores do Rio Grande do Sul estão preocupados com a expansão da soja no Estado. Segundo a publicação, mais lavouras significam também mais pulverização de produtos químicos sobre as plantas, o que pode ser uma ameaça para as colmeias. Na safra 2016/17, quando a colheita gaúcha de soja alcançou estimadas 18,7 milhões de toneladas, 15,5% mais que no ciclo anterior, os casos de mortandade de abelhas subiram para o patamar de milhares. O Valor enfatiza que análises de laboratório identificaram como causa mortis, em todos os casos, a presença de inseticidas usados na fase de floração da soja. Segundo a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e o NSF Bioensaios, o único laboratório privado habilitado para essas análises no Estado, as abelhas analisadas apresentavam doses elevadas de fipronil, inseticida para controle de percevejos e por vezes misturado a dissecantes que combatem formigas. Houve ainda registros de neonicoticóides, inseticida derivado da nicotina, cujo impacto nocivo às abelhas é questionado na UE. Com quase 30 mil apicultores e meliponicultores gaúchos, o setor teme mais do que o prejuízo com a morte de suas colmeias: o pior temor é de que os defensivos acabem eventualmente contaminando a produção de mel, o que levaria a um embargo por parte dos países importadores do mel brasileiro.

Especialistas pedem cautela nas conclusões sobre mortandade de colmeias

Valor ressalta ainda que para os especialistas, há uma correlação direta entre o aumento no uso de agroquímicos na lavoura e a morte de abelhas. O clima favorável nesta safra animou o produtor de soja. Mas isso, em geral, requer mais pulverizações para evitar a lagarta e outros insetos que comem a folha assim que ela brota do chão. Ao mesmo tempo, a amostragem de abelhas mortas dobrou de 10 para 20 neste ciclo. Há dois anos, eram duas, no máximo três. Especialistas pedem cautela nas conclusões, uma vez que outros fatores influenciam a morte de colmeias. “Os sinais lembram bastante o efeito de agrotóxicos, mas há também a fome que mata as abelhas”, diz Betina Blochtein, da PUC do Rio Grande do Sul. A conversão da área natural para monoculturas retira as opções de local para que as abelhas construam suas colmeias e reduz a oferta e a qualidade do alimento, afirma ela. O número de pedidos de análise de abelhas mortas também está associado ao conhecimento maior do apicultor, diz Aroni Sattler, professor de apicultura do curso da UFRGS, após palestras de esclarecimento da Câmara Setorial. De qualquer forma, o receio ainda é grande. A falta de números exatos sobre mortandade de abelhas deriva ainda da alta informalidade no setor, o que dificulta denúncias de contaminação, e do medo de represálias dos agricultores. “Muitas abelhas estão morrendo e não há notificação”, diz Sattler ao Valor.

Ruralistas vão pressionar Temer por perdão de R$ 17 bi em dívida com Funrural

Produtores e lideranças rurais vão pressionar o presidente Michel Temer (PMDB) para que desista de recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra a resolução do Senado que perdoou R$ 17 bilhões em dívidas com o Fundo de Assistência ao Trabalhador Rural (Funrural). O Estado de S.Paulo destaca que o assunto está na pauta do Encontro Nacional dos Produtores Rurais e do Agronegócio, que deve reunir centenas de produtores e ruralistas em Araçatuba, interior de São Paulo. “A intenção é mostrar ao governo que o setor rural está organizado para enfrentar o que vem pela frente”, disse o presidente do Sindicato Rural da Alta Noroeste (Siran), Marco Antonio Viol, que organiza o encontro em conjunto com a Sociedade Rural Brasileira (SRB), o Movimento Voz do Campo, do Rio Grande do Sul, e a União Democrática Ruralista (UDR), além de federações do setor. De acordo com Viol, além de cobrar uma solução de longo prazo para o Funrural, os produtores irão discutir outros temas polêmicos, como a cartelização nos setores de carne e suco, invasões de propriedades rurais por índios e sem-terra e questões tributárias, como o Imposto Territorial Rural (ITR). “Os produtores alegam que mudanças nas regras da legislação ambiental aprovadas criam insegurança para as atividades econômicas do agronegócio”, diz parte da notícia.

Mercado de sêmen cresce 7,6% no primeiro semestre, diz associação

A Associação Brasileira de Inseminação Artificial (ASBIA) informou que o mercado de sêmen cresceu 7,6% no primeiro semestre deste ano, na comparação com período análogo de 2016. De acordo com o Valor Econômico, a pecuária de leite foi o segmento que mais cresceu no período, com 24,8%. “Este setor demonstra claramente uma recuperação, mas este crescimento ainda não é suficiente. Estamos nos mesmos níveis de utilização da tecnologia de 2013/14. Estamos longe de retomar o patamar ideal”, comentou em nota o diretor da entidade Márcio Nery. Os principais Estados compradores de sêmen leiteiro foram Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Paraná. Também como era previsto pelo mercado, a pecuária de corte — impactada pela série de acontecimentos como Operação Carne Fraca, negociações em torno do Funrural, crise política envolvendo a JBS, e consequentes quedas no preço da arroba — sofreu queda de 3,4%. Os Estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul respondem por mais de 33% deste mercado. A associação também divulgou que as vendas externas cresceram 60,4% no primeiro semestre e somaram 162 mil doses de sêmen. “Estamos evoluindo em termos de segurança das centrais e de protocolos sanitários”, avaliou Nery.                        ​

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