PRESIDENCIÁVEIS RESPONDEM QUAL O PRINCIPAL PROBLEMA NA SAÚDE HOJE

//PRESIDENCIÁVEIS RESPONDEM QUAL O PRINCIPAL PROBLEMA NA SAÚDE HOJE

Pesquisa Datafolha realizada na última semana mostrou que, para os eleitores brasileiros, a saúde é o principal problema do país. De acordo com o jornal Folha de S. Paulo, para 40% deles, a área deve ser prioridade para o próximo presidente. A Folha perguntou aos principais candidatos ao Palácio do Planalto o que consideram o principal problema da saúde no Brasil e o que pretendem fazer para corrigi-lo caso sejam eleitos. Procurados pela reportagem, Ciro Gomes (PDT), Jair Bolsonaro (PSL) e Marina Silva (Rede) não responderam. Abaixo, em ordem alfabética, as respostas enviadas:

 

Álvaro Dias (PODE)

 

“A saúde brasileira precisa enfrentar, além da crise financeira, a falta de organização do sistema. Precisamos implantar um sistema de gestão moderno e informatizado que não existe hoje e que trará eficiência a todas as etapas do tratamento, desde a marcação de consultas ao retorno do paciente. Criar polos de saúde, para atender os municípios, equipados com máquinas de raio-X, laboratórios, farmácias populares e profissionais. Estabelecer o prontuário eletrônico, que facilitará o controle, e a revisão da tabela de procedimentos, que vai incentivar a rotatividade. A meta de atendimento é fila zero nas unidades de atenção primária. Também é preciso fazer alterações necessárias na Lei do Teto dos Gastos (EC 95), para não prejudicar os investimentos no setor, e reformular o modelo de distribuição tributária, dando mais agilidade na transferência e autonomia aos municípios”, a saúde brasileira precisa enfrentar, além da crise financeira, a falta de organização do sistema. “Precisamos implantar um sistema de gestão moderno e informatizado que não existe hoje e que trará eficiência a todas as etapas do tratamento”.

 

Fernando Haddad (PT)

 

“Um dos principais problemas enfrentados pela saúde pública está no subfinanciamento do setor. A edição da Lei do Teto dos Gastos (EC 95), que congela o orçamento da saúde por 20 anos, agravou esse quadro. Além disso, o Brasil passa pelo desafio do envelhecimento da população. Adicionalmente, temos o desafio de atender à demanda legítima da população por consultas e exames especializados. Prevemos a revogação da EC 95 para aumentar os recursos financeiros para o setor. Para enfrentar a demora para marcar consultas e procedimentos com especialistas, a criação das clínicas de especialidades médicas. Combinar intervenções estruturais de financiamento com medidas imediatas, garantindo prontuário e fila eletrônicos e transporte sanitário, será a forma que buscaremos superar esse gargalo. Ampliar os investimentos na atenção básica, para que ela se torne resolutiva e se consolide como o eixo estruturante da saúde brasileira”.

 

Geraldo Alckmin (PSDB)

 

“Os principais problemas são: financiamento, gestão, desperdício e judicialização. Para resolver a questão do financiamento é preciso obter o equilíbrio das contas públicas e a consequente melhoria no repasse federal. A melhora da gestão pode ser alcançada por meio do Cartão Cidadão, recurso que concentrará todos os dados dos pacientes, inclusive o prontuário eletrônico, diagnósticos e tratamento. É preciso promover a regionalização do sistema e o trabalho em redes, como na Rede Hebe Camargo de Combate ao Câncer e a Rede de Reabilitação Lucy Montoro. O desperdício ocorre por corrupção e solicitação de exames desnecessários, uso de material indevido e o retrabalho. A solução é implementar mecanismos de fiscalização de qualidade, acreditação dos serviços de saúde, treinamento e mudança de cultura. A judicialização terá de ser enfrentada por iniciativa que permita oferecer aos juízes a melhor informação para que eles tomem a melhor decisão”.

 

Guilherme Boulos (PSOL)

 

“O principal problema hoje é a desigualdade. O Brasil é desigual no adoecimento, no acesso aos serviços e na disparidade entre os sistemas público e privado. Dependendo da classe, da raça e do gênero, as pessoas adoecem de formas profundamente diferentes. Para enfrentarmos esse cenário, precisamos combater as distorções nesses sistemas. Hoje, na prática, o SUS sustenta por meio de subsídios grande parte do setor privado. Em vez de planos “populares”, de cobertura restrita e baixa qualidade, o caminho é a ampliação do direito à saúde pública e gratuita, priorizando grupos e regiões mais carentes e de forma articulada com outras políticas públicas”.

 

Henrique Meirelles (MDB)

 

“O principal problema é o excesso de demanda do SUS. Vamos solucionar isso aumentando a eficiência do SUS com digitalização e informatização. Pretendo criar um cartão da saúde que todo brasileiro vai ganhar no próximo ano ou quando nascer e no qual ficará gravada toda a sua vida clínica, o que vai facilitar seu atendimento em qualquer hospital conveniado. Além disso, é possível melhorar a gestão, recorrendo a organizações sociais ou empresas privadas do setor, de tal forma a aumentar a eficiência e diminuir os custos do sistema. Não estamos propondo privatizar o SUS, mas sim ampliar a participação privada na gestão. O SUS é público, e não estatal. É preciso reduzir as regulações para a oferta de seguros privados de saúde. O objetivo é permitir que esse sistema ofereça diferentes tipos de seguros, adaptados a diferentes tipos de consumidores, com diferentes necessidades. No Brasil, devido ao excesso de regulação, ou você tem um seguro que cobre praticamente tudo, ou vai para o SUS. A ideia é que muitas pessoas vão preferir adquirir tais seguros em vez de usar o SUS. Assim, vai-se reduzir a demanda no SUS, aumentando o bem-estar dos grupos mais pobres e mais vulneráveis que somente têm acesso ao SUS”.

 

João Amoêdo (Novo)

 

“O SUS vai continuar gratuito e universal, mas precisamos resolver o problema da dificuldade de acesso. O sistema tem filas e longas esperas para quase tudo. Temos que agir em duas frentes para corrigir essa questão: pelo lado da oferta de serviços, precisamos de gestão mais eficiente. Modelos como PPP (parcerias público-privadas), OSS (organizações sociais de saúde) e parcerias com entidades privadas têm sido grandes avanços neste sentido”.

 

Mais médicos, mais atenção e menos fila, cobram pacientes para a saúde

 

“Mais médicos”, “mais atenção”, “mais equipamentos”, “menos fila”. Em meio à espera por atendimento, frases como essas se repetem entre usuários da rede pública quando questionados pela reportagem sobre o que esperam para a saúde. É o que informa o jornal Folha de S. Paulo. Maior sistema de saúde gratuito do mundo, atendendo a quase 75% da população do país, o SUS sofre de um crônico subfinanciamento, que pode piorar nos próximos anos. Dados de uma pesquisa Datafolha, feita a pedido do Conselho Federal de Medicina (CFM) em maio e com amostra representativa da população, mostraram que mais de metade dos entrevistados (55%) avaliaram a saúde no país como ruim ou péssima. Outros 34% avaliaram como regular e 10% como boa, avaliação que vale tanto para serviços públicos quanto privados. “Entre os entrevistados, 39% disseram esperar naquele momento por algum atendimento no SUS, como consultas, exames e cirurgias. O longo tempo de espera foi apontado como fator que mais contribuiu para os problemas. Já entre os serviços apontados como de maior de dificuldade de acesso, estão consulta com médicos especialistas, tido como “muito difícil” e “difícil” por 74%, realização de cirurgias (68%), internação em leitos de UTI (64%) e realização de exames de imagem (63%)”, destaca a reportagem da Folha.

 

Saúde tem propostas genéricas dos principais candidatos à Presidência

 

Embora seja a principal prioridade dos brasileiros segundo pesquisa Datafolha, a saúde não ocupa lugar central nos planos de governo dos candidatos à Presidência. Conforme o jornal Folha de S. Paulo, a avaliação é de especialistas ligados à Associação Brasileira de Saúde Coletiva que elaboraram documento após análise dos planos dos presidenciáveis para a saúde registrados no Tribunal Superior Eleitoral. Em um sinal de consenso, sete candidatos propõem ampliação dos serviços da atenção básica — mas em diferentes níveis ou formatos ou integração com as redes de especialistas. Também não mencionam custo e em qual patamar ocorrerá essa expansão. “A ampliação tem custo. Há incompatibilidade entre as sugestões de expansão [da rede] e a não previsão de mais financiamento”, diz Mario Scheffer, professor de saúde preventiva da USP e um dos autores da análise. “Nenhum propõe o que fazer com o gargalo das cirurgias eletivas e a penúria dos hospitais públicos, especialmente os federais. Em compensação, a solução mágica do prontuário eletrônico aparece em quase todos”, afirma Ligia Bahia, professora de saúde coletiva da UFRJ (Universidade Federal do RJ), também autora da análise. Promessa que aparece há anos nas propostas dos candidatos, o prontuário eletrônico universal, além de caro, é de difícil implantação por causa da fragmentação da rede assistencial no Brasil. “É muito precária a comunicação entre as unidades básicas, a rede de especialistas e os hospitais”, ressalta Scheffer. Acesse o estudo A Saúde nos Programas dos Candidatos à Presidência da República do Brasil em 2018: Uma Análise sobre a Relevância das Proposições para a Melhoria da Rede de Serviços e da Saúde da População, diretamente no site da Abrasco.

 

SAÚDE NA IMPRENSA
Ministério da Saúde – PET-Saúde prorroga inscrições para projetos 

 

Ministério da Saúde – Ministro da Saúde cumpre agenda com o presidente Michel Temer, em Guaratinguetá

 

INCA – INCA não autoriza registro de imagens em suas instalações para preservar pacientes

 

Fiocruz – Pesquisador da Fiocruz Bahia recebe Prêmio Roberto Santos de Mérito Científico

 

Fiocruz – Fiocruz realiza atividade pelo Dia Nacional de Luta das Pessoas com Deficiência

 

Anvisa – Webinar discute vigilância e controle de infecções

 

Anvisa – Cosméticos para crianças estão isentos de registro

 

Câmara dos Deputados – Proposta obriga divulgação na internet de lista de pacientes para cirurgia eletiva

 

Câmara dos Deputados – Proposta prevê incentivos fiscais para empresas que contratarem autistas

 

Câmara dos Deputados – Congresso iluminado de azul alerta para doença rara que ataca o sistema nervoso

 

Senado Federal – SUS poderá oferecer centros de assistência integral à pessoa autista

 

Senado Federal – Alimentos poderão ter alerta sobre alto teor de sódio

 

O Estado de S. Paulo – Campanha contra pólio e sarampo é prorrogada até 29 de setembro na capital

 

O Estado de S. Paulo – Doença confundida com Alzheimer e Parkinson pode ser curada com cirurgia

 

O Estado de S. Paulo – A descoberta de uma fraude em pesquisa sobre autismo

 

O Estado de S. Paulo – Leitor reclama de cancelamento de auxílio-doença para a mãe

 

O Estado de S. Paulo – Produtores de conteúdo falam sobre saúde mental no YouTube e ajudam no combate ao suicídio

 

O Estado de S. Paulo – Em Pernambuco, campanha ignora vítimas da zika

 

O Estado de S. Paulo – Hospital indenizará paciente que ficou 6h com dor

 

O Estado de S. Paulo – “Emprego apoiado garante respeito aos direitos e à cidadania da pessoa com deficiência”

 

Folha de S. Paulo – São Paulo se consolida como capital da saúde e atrai pacientes latinos e africanos

 

Folha de S. Paulo – WhatsApp vira opção para incentivar e orientar quem quer emagrecer de forma correta e saudável

 

Folha de S. Paulo – 5º Congresso Todos Juntos Contra o Câncer debate o futuro da oncologia no Brasil

 

Folha de S. Paulo – Multinacional investirá R$ 125 milhões em nova planta no interior de SP

 

Folha de S. Paulo – Farmacêutica ampliará produção no Brasil para importar menos e exportar mais

 

Folha de S. Paulo – Novos idosos chegam à velhice com mais doenças crônicas e limitações em SP

 

Folha de S. Paulo – Saúde tem propostas genéricas dos principais candidatos à Presidência

 

Folha de S. Paulo – Qual o principal problema na saúde hoje? Veja o que os presidenciáveis responderam

 

Folha de S. Paulo – Mais médicos, mais atenção e menos fila, cobram pacientes para a saúde

 

G1 – No último dia da campanha, cidades da região de Piracicaba não atingem meta de vacinação contra pólio e sarampo

 

G1 – OMS alerta sobre a rápida expansão dos casos de cólera no Zimbábue

 

G1 – Sobe para 91 número de mortos por ebola na Rep. Democrática do Congo

 

G1 – Por que as mulheres doam órgãos mais do que os homens

 

G1 – Jovem cientista brasileira ajuda a criar plataforma mundial sobre alimentação

 

G1 – Doulas: uma ajuda para viver o fim da vida

 

G1 – Mulheres com até 25 anos somam 30% das pacientes que colocam DIU pelo Caism, em Campinas

 

G1 – Estudo mostra que tomar aspirina todo dia tem risco para pessoas mais velhas

 

G1 – Os Estados americanos que estão usando a maconha para combater a epidemia de opioides

 

G1 – Em Natal, Alckmin defende parceria com a sociedade civil para montar rede de combate ao câncer

 

O Globo – Encontros O GLOBO Saúde e Bem-estar debate diagnóstico e tratamento da osteoporose

 

O Globo – Miopia se alastra pelo mundo, mas Brasil nem sequer coleta dados

 

Valor Econômico – Companhias põem a saúde em plano maior de eficiência

 

Valor Econômico – Empresas cortam custos de saúde

 

Zero Hora – MPF entra com ação na Justiça contra Ebserh para que aparelho, comprado em 2011, comece a funcionar em cinco dias

 

Zero Hora – Campanha termina, mas postos seguirão aplicando vacinas contra poliomielite e sarampo no RS

 

Zero Hora – Municípios da Serra atingem meta de vacinação contra a polio e sarampo

 

Zero Hora – Campanha contra sarampo e poliomielite não alcança meta de vacinação em Porto Alegre, indicam números parciais

 

Correio Braziliense – Técnica aponta com precisão se paciente corre risco de ter câncer de mama

 

Correio Braziliense – Estudos olham a relação do cérebro com o tempo para entender a memória

 

Correio Braziliense – Doenças cardiovasculares atingem tanto mulheres quanto homens

 

Correio Braziliense – Homens morrem mais de infarto e mulheres mais de AVCs, diz SBC

 

R7 – 1 em 5 homens e 1 em 6 mulheres terão câncer em algum momento da vida, estima relatório

 

Top News – Diagnóstico precoce eleva as chances de cura da doença

 

Panorama Farmacêutico – Foco em inovação atrai mais de 130 países para a In-Cosmetics

 

Panorama Farmacêutico – Drogaria Onofre estreia robô que gerencia prateleira de medicamentos

 

Panorama Farmacêutico – Ministério da Saúde lança livro sobre saúde e política externa

 

Panorama Farmacêutico – ONU conclui plano global para combater tuberculose

 

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O Boletim NK, produzido pela NK Consultores Relações Governamentais, é uma compilação das principais notícias publicadas em meios de comunicação do país sobre temas ligados ao setor.

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