PARA POLÍCIA FEDERAL, LABORATÓRIO TERIA CONSEGUIDO MAIS DE R$ 1 BILHÃO INDUZINDO JUSTIÇA A ERRO

//PARA POLÍCIA FEDERAL, LABORATÓRIO TERIA CONSEGUIDO MAIS DE R$ 1 BILHÃO INDUZINDO JUSTIÇA A ERRO
O juiz da 10.ª Vara Federal de Brasília Ricardo Augusto Soares Leite decretou a quebra de sigilo e busca e apreensão na empresa farmacêutica Alexion e na Associação dos Familiares de Portadores de Doenças Graves (AFAG), na segunda-feira (8). Reportagem do jornal O Estado de S.Paulo noticiou que, de acordo com a decisão, a Polícia Federal dá conta de que mais de R$ 1 bilhão teriam sido obtidos nos últimos seis anos “em benefício do laboratório” em esquema de obtenção de liminares para a aquisição de medicamentos de alto custo. De acordo com o juiz Federal, a PF expôs a “existência de esquema criminoso envolvendo o ajuizamento de ações, com o propósito de obtenção de medicamento de alto custo, em beneficio de laboratório específico, carreando vários indícios destes fatos”. A PF destaca que médicos, empresa farmacêutica e a entidade teriam feito parte de esquema para induzir a Justiça em erro e obter decisões favoráveis à obtenção dos medicamentos. “Também o fato de se ajuizar demandas no DF e a desistência após o deferimento de perícias causa estranheza, além do relatório da Advocacia-Geral da União ter apontado que o medicamento não se destina à cura de doenças e nem tem a função de evitar desfecho letal”, afirma o magistrado, conforme o Estadão.

Laboratório Alexion e AFAG apresentam contrapontos

A presidente da Associação dos Familiares e Amigos de Portadores de Doenças Graves (AFAG), Maria Cecília Jorge Branco Martiniano de Oliveira, afirmou que a entidade dá assistência a mais de três mil pessoas com doenças graves há mais de 13 anos. “E, caso um paciente venha pedir nossa ajuda, para solicitar medicamentos à justiça, nós oferecemos amparo”. O Estadão ressalta que Maria Cecília ainda esclareceu não ser responsável pelos laudos médicos a respeito da situação dos pacientes que os procuram. Segundo ela, “esta é uma função dos médicos das pessoas que as procuram, que não têm ligação com a Associação”. Em nota, a Alexion informou “que presta apoio às associações de pacientes no Brasil sob a forma de doações para campanhas educacionais, sempre de acordo com as leis e os regulamentos locais e com o código da indústria farmacêutica”. “A companhia está ciente de que os pacientes no Brasil têm acesso ao Soliris por meio do sistema judicial visto que é uma das poucas maneiras – e muitas vezes a única – de os cidadãos com uma doença devastadora possam vir a ter acesso às terapias disponíveis e aos serviços de saúde. Os pacientes estão exercendo seu direito constitucional e realizam os procedimentos legais com seus próprios nomes por meio de uma organização de defesa de pacientes. Também é de nosso entendimento de que todos esses pacientes têm um diagnóstico confirmado por seu médico de HPN (Hemoglubinúria Paroxística Noturna) ou de SHUa (Síndrome Hemolítico-urêmica atípica)”, diz trecho da nota encaminhada à reportagem.

Corujão da Cirurgia será realizado em 4 fases e não terá hospitais privados

Conforme reportagem do jornal Folha de S.Paulo, a primeira das quatro fases do programa Corujão da Cirurgia, plano da gestão João Doria (PSDB) para diminuir a fila de espera por intervenções médicas, deve atender 26 mil pessoas até o final deste ano. Na lista estarão pacientes que necessitam de procedimentos cirúrgicos gerais, com necessidade de internação. “As outras três etapas previstas, que envolvem cirurgias com diferentes complexidades, ainda estão sendo desenhadas, segundo a Secretaria Municipal da Saúde, que comanda a iniciativa. Na primeira fase, o paciente deverá se internar durante o dia e ser operado à noite ou de madrugada. Devem acontecer até oito cirurgias diariamente, segundo a pasta. O Corujão vai funcionar nos hospitais Vila Maria (zona norte), Doutor Arthur Ribeiro de Saboya (zona sul), Universitário (zona oeste), M’Boi Mirim (zona sul) e Santo Antônio (região sudeste). De acordo com o secretário Wilson Pollara (Saúde), as parcerias não serão possíveis devido à “imprevisibilidade” do que pode ocorrer com os pacientes durante os procedimentos médicos, como a necessidade eventual de uma UTI, por exemplo. O secretaria não fez previsão para a conclusão de todo o processo nem divulgou um valor a ser aplicado. É provável que parte das cirurgias fique para 2018″, destaca trecho da reportagem.

Casos de zika, dengue e chicungunha no país caem 89%

O número de casos de dengue, zika e chicungunha caiu 89% em relação ao ano passado. De acordo com o Ministério da Saúde, até o dia 15 de abril foram notificadas 164.302 ocorrências das três doenças; em 2016 houve 1.486.037 registros no mesmo período. Todas as enfermidades são transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti. Conforme reportagem do jornal O Globo, em 2016 houve um número muito alto de casos de doenças transmitidas por mosquitos: foi o segundo ano com maior número de dengue desde o início dos registros, em 1990, perdendo só para 2015. E a incidência de zika e chicungunha também foi recorde — tanto que a maior queda aconteceu no número de casos de zika: nos primeiros meses de 2016 foram notificados 170.535 casos e, neste ano, no mesmo período, foram 7.911 casos, uma queda de 95,3%. No ano passado oito pessoas morreram de zika, e este ano não houve mortes pela doença. “O infectologista Luiz Antonio Alves de Lima, da UFRJ, destaca que o verão deste ano foi menos quente do que no ano passado, dificultando a circulação do Aedes aegypti. Além disso, houve um aumento significativo no número de municípios que, no segundo semestre de 2016, realizaram vistorias de imóveis em busca de larvas de mosquito — o que reduz as chances de registro de epidemias no verão seguinte”, destaca a publicação.

SAÚDE NA IMPRENSA
Fiocruz – Desnutrição pode agravar leishmaniose visceral, revela pesquisa

Anvisa – Brasileiros doaram 83 embriões para pesquisa

Anvisa – Insuficiência cardíaca tem novo tratamento aprovado

Anvisa – Anvisa revê norma sobre óleo de soja altamente refinado

Zero Hora – Curso mostra “vale-tudo” dos propagandistas de medicamentos

Folha de S.Paulo – Corujão da Cirurgia será realizado em 4 fases e não terá hospitais privados

Folha de S.Paulo – Supositório de maconha promete acabar com dor de cólica menstrual

Folha de S.Paulo – Cláudia Collucci – Quanto custará à saúde o aumento de acidentes nas marginais de SP?

O Globo – Número de casos de zika, dengue e chicungunha no país cai 89%

O Globo – Apenas 27% se vacinaram contra gripe, a menos de 20 dias do fim da campanha

O Globo – Cientistas descobrem possível tratamento para o mal de Parkinson

O Estado de S.Paulo – Paciente em Macaé é 12º caso diagnosticado de febre amarela no Rio

O Estado de S.Paulo – Laboratório conseguiu mais de R$ 1 bi induzindo Justiça a erro, diz PF

Correio Braziliense – Entrevista: especialistas comentam a decisão de retirar o glúten da dieta

G1 – Laboratório usa realidade virtual para ajudar crianças a enfrentar medo de vacina

G1 – No DF, vacina da gripe chegou a apenas 22,3% do público alvo até esta segunda

Jornal de Brasília – Só 1 em 4 tomou vacina contra a gripe no País

Rádio Fundação – Empresa nascida na UMinho elogiada pela Comissão Europeia

Paraná Shop – Obesidade é fator de risco para o desenvolvimento de doenças renais

Folha PE – Farmácia Popular será recadastrada

Maringa O Diário – O aplicativo ProDoctor Medicamentos consolida-se como a referência em consulta de bulas e informações sobre medicamentos

Expresso MT – PF investiga aquisição fraudulenta de medicamento de alto custo

Jornal da USP – Volume da judicialização dificulta políticas de saúde pública

Migalhas – A cobertura do tratamento da Amiotrofia Espinhal Progressiva pelos planos de saúde

Diário do Congresso – Deputado participa de fórum em defesa dos portadores de doenças raras

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