MINISTÉRIO ATRASA ENVIO DE REMÉDIO A PACIENTES COM CÂNCER E TRANSPLANTADOS

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Atrasos do Ministério da Saúde estão deixando sem medicamentos pacientes transplantados e com câncer, afirma o governo de São Paulo. Entre os produtos afetados estão o tacrolimo 1 mg e o everolimo 1 mg, usados por cerca de 17 mil pessoas que fizeram transplantes e precisam tomá-los para evitar a rejeição do novo órgão. A Folha de S.Paulo destaca que segundo a Secretaria de Saúde, sem o remédio, em casos mais graves pode haver a necessidade de novo procedimento e existe até risco de morte. No período de julho a setembro, seriam necessários 8,6 milhões de comprimidos dos dois produtos, mas só foram enviados a São Paulo 6,5 milhões, diz a pasta. “A situação é gravíssima”, afirma Victor Hugo Travassos, coordenador de assistência farmacêutica da pasta da gestão Geraldo Alckmin (PSDB). “Temos tido muitas dificuldades na comunicação com o ministério. Cobramos, mas as respostas são muito vagas e incertas.” Em ofício enviado ao ministro Ricardo Barros (Saúde) no último dia 29, o secretário David Uip afirma que o risco de desabastecimento de imunossupressores em São Paulo é “iminente” e que a interrupção do tratamento desses pacientes pode trazer “danos irreparáveis”. Travassos afirma que a compra não pode ser feita pela secretaria estadual porque, por ser atribuição do ministério, a aquisição pode ser considerada irregular por órgãos de controle como o tribunal de contas. Além dos imunossupressores, também estão em falta em São Paulo remédios oncológicos (dactinomicina 500mcg e mesilato de imatinibe 400mg), usados para sessões de quimioterapia, e remédios para artrite reumatoide.

Medicamentos em atraso seguem em processo de regularização

De acordo com a Folha, segundo a secretaria paulista, a última entrega dos oncológicos foi em 7 de julho, mas a quantidade de medicamento enviada foi menor que a necessária. “A pasta estadual da Saúde vem racionalizando o uso do quantitativo recebido para garantir o tratamento aos pacientes; porém, os estoques atingiram situação crítica e podem comprometer a assistência”, afirma o órgão em nota. “A pasta estadual tem cobrado constantemente o governo federal que, na última semana, sinalizou perspectiva para outubro, em especificar datas ou quantidades previstas.” Por meio de nota, o Ministério da Saúde afirmou que o fornecimento de alguns medicamentos sofreu atraso “devido À importação ou a outros fatores com os fornecedores”. A pasta afirma que o envio está em processo de regularização. “No caso do tacrolimo, o ministério diz que a próxima leva será enviada na semana que vem, e uma nova compra está em andamento, assim como ocorrerá com o everolimo. Em relação ao mesilato de imatinibe, certolizumabe e golimumabe, o ministério diz que aguarda a assinatura de contratos para completar as remessas. Sobre a dactinomicina, declara que a aquisição foi finalizada em julho, e que a chegada do produto é esperada para este mês, quando será iniciada a distribuição para os Estados. A pasta do governo Michel Temer (PMDB) afirmou ainda que “segundo a regulamentação do SUS, a compra de medicamentos oncológicos é obrigatoriedade dos hospitais que atendem na rede pública”, mas, desde 2015, o ministério faz a compra para garantir a assistência aos pacientes”, enfatiza a reportagem.

Brasil registra 30 suicídios por dia; problema afeta mais idosos e índios

Todos os dias, em média, 30 pessoas tiram a própria vida no Brasil. Entre 2011 e 2015, houve 55.649 casos do tipo no país – média de 11 mil por ano, segundo dados divulgados pelo Ministério da Saúde. O problema tem avançado. Conforme a Folha de S.Paulo, a pasta diz ter como meta reduzir a mortalidade por suicídio em 10% até 2020, promete expandir os Caps (Centro de Atenção Psicossocial) a regiões de maior risco e vai elaborar campanhas de prevenção com profissionais de saúde. Neste mês, o ministério em parceria com o CVV (Centro de Valorização à Vida, entidade que trabalha com prevenção ao suicídio), irá expandir a prevenção. Os povos indígenas são os mais vulneráveis: se entre brancos a taxa de mortes por suicídio é de 5,9 a cada 100 mil habitantes, entre indígenas chega a 15,2, de 2011 a 2015. Quanto aos idosos, a pesquisadora atribui a alta incidência de suicídios ao abandono a que os mais velhos são relegados. “Entre 2011 e 2016, foram 48.204 tentativas de suicídio no país, sendo 58% delas por envenenamento ou intoxicação, 6,5% por objeto cortante e 6% por enforcamento. São as mulheres quem mais tentam tirar a própria vida: 69% dos casos. Em 31% dos casos, elas tentaram o ato mais de uma vez -entre os homens, a reincidência é de 26%”, ressalta a notícia.

Novas diretrizes da atenção básica no SUS entram em vigor; estrutura de equipes e gestão de recursos irão mudar

O governo federal aprovou regras que flexibilizam a organização da atenção básica, a porta de entrada para o Sistema Único de Saúde. Publicadas no Diário Oficial nesta sexta-feira (22), as medidas incluem mudanças na administração dos recursos na esfera municipal e na maneira como as equipes de agentes de saúde irão atuar. O site do G1 diz que as mudanças no Plano Nacional de Atenção Básica (PNAB) estabelecem que os municípios tenham autonomia para o direcionamento dos recursos federais que recebem. Isso significa que parte da verba destinadas a programas como o Estratégia Saúde da Família (ESF) e do Programa de Agentes Comunitários de Saúde (PACS) possam ser destinadas a outras iniciativas. Já em relação à mudança na forma de trabalho dos agentes, as novas diretrizes preveem, entre outras medidas, que aqueles encarregados de combater endemias – que cuidam dos cuidados com a disseminação do Aedes aegypti, por exemplo – vão poder também cuidar de doenças crônicas e assumir atribuições das equipes de atenção básica, como a medição da glicemia. “O Ministério da Saúde informa que as mudanças no atendimento vão tornar mais resolutiva a visita domiciliar e permitir que munícipios que não atendiam os critérios para as verbas agora passem a recebê-las”, afirma o texto.

SAÚDE NA IMPRENSA

Ministério da Saúde – Taxa de suicídio é maior em idosos com mais de 70 anos

Ministério da Saúde – Rondonópolis (MT) terá R$ 3,9 milhões para nova UPA

Ministério da Saúde – Campanha de Multivacinação acaba nesta sexta-feira (22)

Ministério da Saúde – Curitiba terá R$ 979,3 mil para atender pessoas com deficiência auditiva

Ministério da Saúde – Temporariamente será atendido pelo ‘Fale Conosco’

Anvisa – Cooperação internacional é resposta para regulamentar inovações

Anvisa – Especialistas explicam desafio de novos registros

Anvisa – CP debaterá rastreabilidade de produtos para a saúde

Anvisa – Mesa redonda discute rastreabilidade de medicamentos

Fiocruz – Dengue pode representar um risco à vida do feto, alerta pesquisa

Hemobrás – Hemobrás tem novo endereço no Recife

Senado Federal – Aposentadoria especial para servidores com deficiência é defendida em audiência

Senado Federal – Romário cobra regulamentação do Estatuto da Pessoa com Deficiência

Senado Federal – Paulo Paim lembra o Dia Nacional de Luta das Pessoas com Deficiência

Senado Federal – Hélio José propõe incluir informação sobre deficiência no RG

Correio Braziliense – Meia hora de exercícios por dia é suficiente para evitar infarto e derrame

Folha de S.Paulo – Ministério atrasa envio de remédio a pacientes com câncer e transplantados

Folha de S.Paulo – Brasil registra 30 suicídios por dia; problema afeta mais idosos e índios

Folha de S.Paulo – Zika vírus: como reagimos depois da emergência?

G1 – Não é só perda de memória: família e médico explicam o que é, como se manifesta e qual o impacto do Alzheimer

G1 – Estudo reforça relação entre zika e anomalias em olhos de bebês

G1 – Novas diretrizes da atenção básica no SUS entram em vigor; estrutura de equipes e gestão de recursos irão mudar

O Estado de S.Paulo – A luta de quem sofre com uma dor ‘invisível’

O Globo – Anticorpo criado em laboratório combate 99% das cepas de HIV

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