INADIMPLÊNCIA PÚBLICA EMPURRA LOGÍSTICA DE SAÚDE PARA SETOR PRIVADO

//INADIMPLÊNCIA PÚBLICA EMPURRA LOGÍSTICA DE SAÚDE PARA SETOR PRIVADO

A coluna Mercado Aberto da Folha de S.Paulo destaca que após problemas de inadimplência com Estados e municípios, empresas que fazem a logística de medicamentos para a rede pública de saúde têm migrado para outros mercados. “Chegamos a manter operações por seis meses sem pagamento, até rescindir o contrato”, afirmou à Folha o presidente da RV Ímola, Roberto Vilela, cuja empresa atua ou já atuou em governos em São Paulo, Minas, Amazonas e Mato Grosso. Atualmente, a companhia tem cerca de R$ 20 milhões em dívidas, segundo ele. No Rio de Janeiro, foram dez meses de inadimplência, afirma Mayuli Fonseca, diretora da Unihealth, que até o ano passado tinha contrato com o Estado. A coluna Mercado Aberto ressalta ainda que o plano do prefeito João Doria (PSDB) de distribuir medicamentos em farmácias privadas poderá sair mais caro que o modelo atual, segundo Roberto Vilela, presidente da RV Ímola. A empresa participa do consórcio que faz a logística de remédios em São Paulo. “Um dos entraves seria a instalação de um sistema separado nas lojas para controlar o estoque de remédios e evitar desabastecimentos”, afirma a publicação. O projeto ainda está em estudo e, por ora, as farmácias das Unidades Básicas de Saúde vão manter sua operação, segundo a prefeitura.

Gasto com saúde e ciência é investimento, diz presidente da Fiocruz

Em entrevista ao jornal O Estado de S.Paulo, a nova presidente da Fundação Oswaldo Cruz, Nísia Trindade Lima, faz um alerta dizendo que gastos com saúde, ciência e tecnologia não são gastos, mas investimentos. Primeira mulher a comandar a fundação em 116 anos de história, a gestora está nesta semana em Genebra para encontros na Organização Mundial da Saúde (OMS). Em meio ao debate sobre cortes orçamentários no governo de Michel Temer, Nísia defendeu a manutenção do Sistema Único de Saúde e de políticas que possam permitir ao Brasil desenvolver ciência, principalmente no campo médico. “Ela ainda admitiu que a febre amarela não justifica uma corrida pela vacinação. Mas aponta que, de forma progressiva, a vacina contra a doença terá de entrar na carteira de vacinação e deverá ser incluída na política nacional de imunização. Para ela, porém, a inovação tem de ocorrer paralelamente ao tratamento de esgoto e a uma política de saneamento nacional”, destaca a abertura da publicação.

Análise do registro de medicamento para combate à leucemia

O Ministério da Saúde determinou que o Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde avalie a eficácia e segurança do medicamento Leoginase, comprado da China, para ser usado no tratamento de leucemia infantil. Publicação da Agência Senado destacou a explicação do senador Romário (PSB-RJ) sobre o medicamento, que não tem o registro da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e, por isso, ainda não há confirmação da segurança do produto, de acordo com as regras brasileiras. “A leucemia é uma doença agressiva e, por isso, não pode haver dúvida quanto ao medicamento. Essa é apenas mais uma das várias dificuldades que as pessoas com câncer têm no Brasil e, especificamente, no Rio de Janeiro”, afirmou o senador.

Especialistas criticam MP e mostram preocupação com preços de remédios

A Medida Provisória (MPV) 754/2016, que permitiu a alteração dos preços dos remédios em qualquer época do ano provoca discordâncias entre autoridades, empresas da indústria farmacêutica e também entre parlamentares. Publicação da Agência Senado relata que entre as preocupações estão à alta dos preços e perda de equilíbrio do mercado, como mostrou nova audiência pública, realizada nesta quarta-feira (19) pela comissão mista que examina a medida. “Até a edição da medida provisória, em dezembro de 2016, os preços dos remédios só podiam ser reajustados uma vez por ano. A decisão sobre aumentar ou reduzir o valor e definir o percentual de reajuste ainda cabe ao Conselho de Ministros da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos. Só que pelo novo marco legal, o preço agora pode ser definido a qualquer tempo”, destaca a publicação.

SAÚDE NA IMPRENSA

Senado Federal – Projeto de serviço civil obrigatório para médicos gera controvérsia na CE

Senado Federal – CAS aprova destinação de metade de royalties de minérios a saúde e educação

Senado Federal – Especialistas criticam medida provisória e mostram preocupação com preços de remédios

Senado Federal – Comissão mista aprova bônus especial aos peritos do INSS

Senado Federal – Romário anuncia início de análise do registro de medicamento para combate à leucemia

Anvisa – Brasil tem 59 mil farmácias que vendem controlados

Folha de S.Paulo – Mercado Aberto – Inadimplência pública empurra logística de saúde para setor privado

Folha de S.Paulo – Cláudia Collucci – Crise no Hospital SP expõe situação de maus-tratos de doentes e profissionais

O Estado de S.Paulo – Gasto com saúde e ciência é investimento, diz presidente da Fiocruz

O Estado de S.Paulo – Hospital São Paulo ameaça fechar serviços

O Estado de S.Paulo – Hospital São Paulo corre risco de perder R$ 41 mi/ano

O Globo – Cientistas descobrem duas drogas capazes de frear avanço da demência

Correio Braziliense – Teste em ratos mostra que cordão umbilical pode ser útil contra o Alzheimer

Jornal de Brasília – Doria quer verba de desestatização para despesas

Ministério do Paraná – Feriados aumentam a demanda por sangue no Estado

Jopioneiro – Médicos usarão corações impressos no preparatório de cirurgias pediátricas

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