IMUNOTERAPIA PODE FAZER ORGANISMO ATACAR A SI MESMO

//IMUNOTERAPIA PODE FAZER ORGANISMO ATACAR A SI MESMO
Reportagem da Folha de S.Paulo destaca que, nos últimos anos, a imunoterapia vem sendo a grande aposta e esperança entre os tratamentos contra o câncer. Contudo, além do alto custo – podendo chegar a valores próximos a R$ 90 mil –, há também graves efeitos adversos possíveis. A imunoterapia, de forma geral, busca super-estimular o sistema imunológico do paciente para que ele detecte e combata o câncer. Pessoas submetidas a essa terapia podem apresentar reações auto-imunes – em que o organismo ataca a ele mesmo – em tecidos e órgãos. Entre os problemas mais comuns estão: manifestações cutâneas, como dermatites, erupções e, dependendo do caso, vitiligo; e alterações gastrointestinais, como diarreia e colite – inflamação no intestino. “A imunoterapia, em geral, é muito mais segura que a quimioterapia, mas há alguns efeitos colaterais que podem ser mais perigosos”, afirma o médico oncologista Gilberto Lopes. Conforme noticiou o jornalista Phillippe Watanabe, da Folha de S.Paulo, segundo especialistas, se o tratamento utilizar um único agente imunoterápico, efeitos adversos graves, que podem levar à interrupção do tratamento, são encontrados em menos de um quarto dos pacientes. Os riscos e os efeitos colaterais, porém, aumentam com a combinação de medicamentos e terapias, ou seja, com o uso de mais de um agente imunoterápico ou com a combinação dele com quimioterapia ou radioterapia. Rodrigo Munhoz, oncologista do Hospital Sírio-Libanês, diz que os efeitos colaterais autoimunes ocorrem, pois o tecido cancerígeno possui proteínas e substâncias presentes em órgãos saudáveis. “Desse modo, por estar super-ativado, o sistema imune acaba atacando áreas além do câncer”, ressalta o oncologista Munhoz.

Nova droga para a forma mais comum de malária no Brasil é aprovada em testes

O primeiro novo medicamento em 40 anos para a forma mais comum de malária no Brasil foi aprovado em testes. Ele promete evitar as recaídas que respondem por aproximadamente metade dos cerca de 150 mil casos da doença registrados a cada ano no país, 99,5% deles na Amazônia. A nova droga é o destaque de uma conferência científica inteiramente dedicada à malária causada pelo Plasmodium vivax, esta semana, em Manaus. Esse parasita causa 85% dos casos de malária no Brasil, explica Marcus Lacerda, presidente da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical (SBMT). De acordo com o jornal O Globo, a entidade é a organizadora da VI Conferência Internacional sobre Pesquisa do Plasmodium vivax, e tem o apoio, dentre outros, da Fundação Bill e Melinda Gates. Não existe vacina para a prevenção da malária do viajante. As drogas são um meio paliativo, de curto prazo, para visitantes de regiões onde a malária é endêmica. Mas elas não são uma opção preventiva para residentes, pois não podem ser tomadas indefinidamente. “Chamada tafenoquina, a nova droga nada mais é do que uma forma sintética de um antigo remédio, a primaquina, que trata a forma latente da malária vivax quando a doença chega ao fígado. A primaquina já está em uso há quatro décadas e precisa ser tomada por 14 dias. Como os sintomas da doença desaparecem antes disso, muitos pacientes interrompem o tratamento porque a primaquina pode provocar anemia e mal-estar. Com isso, essas pessoas ficam sujeitas a recaídas”, destaca a reportagem.

Cientistas anunciam novo antibiótico eficaz contra bactérias resistentes

O novo antibiótico, produzido por um micróbio encontrado no solo, que foi batizado como “pseudouridimycine” (PUM), conseguiu destruir uma ampla gama de bactérias, muitas delas resistentes, durante os testes de laboratório. Também foi capaz de curar alguns ratos infectados com escarlatina. A descoberta foi publicada na revista americana Cell, informa o jornal Correio Braziliense. O pseudouridimycine neutraliza a polimerase, uma enzima essencial para todas as funções de cada organismo. Seu mecanismo, no entanto, é diferente ao da rifampicina, uma categoria de antibiótico que atua na mesma enzima. Também são 10 vezes menos suscetível de desencadear resistência como os antibióticos atualmente no mercado. O “pseudouridimycine” (PUM) matou 20 espécies de bactérias de laboratório e foi particularmente eficaz contra os estreptococos e estafilococos, que muitas vezes são resistentes a múltiplos antibióticos. Os testes clínicos com o novo antibiótico podem começar em três anos e chegar ao mercado dentro de uma década, afirmaram os cientistas da Universidade Rutgers-New Brunswick e da empresa italiana de biotecnologia Naicons. A descoberta demonstra mais uma vez que as bactérias encontradas no solo são a melhor fonte de novos antibióticos, destaca a pesquisa.

Logística reversa para medicamentos é aprovada em comissão da Câmara

O portal da Câmara dos Deputados destaca, nesta sexta-feira (16), a aprovação pela Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio e Serviços da proposta que obriga os fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes de medicamentos a adotarem a logística reversa para os resíduos de remédios, os produtos em desuso e os impróprios para o consumo, todos provenientes dos consumidores. “Os custos da logística reversa serão assumidos pelas empresas da cadeia produtiva de medicamentos. Caberá ao governo definir, em regulamento próprio, a classificação de risco e a destinação ambientalmente correta dos medicamentos e embalagens”, diz trecho da publicação. O projeto de lei original (PL 2121/11) foi apresentado pelo deputado Walney Rocha (PEN-RJ). Ao texto foram apensadas outras 13 propostas legislativas (PLs 2148/11, PL 2494/11, 5705/13, 6160/13, 7064/14, 5152/16, 1109/15, 8278/14, 893/15, 2674/15, 7251/17, 6776/16 e 7464/17). Todas foram analisadas pelo relator na comissão, deputado Lucas Vergilio (SD-GO), que apresentou um substitutivo, aprovado no último dia 7. O PL 2121/11 e apensados ainda serão analisados nas comissões de Seguridade Social e Família; de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

SAÚDE NA IMPRENSA
Ministério da Saúde – Brasil e Paraguai reafirmam cooperação em diversas áreas da Saúde

Anvisa – Lotes de vacina para rotavírus são suspensos

Anvisa – Suspensas propagandas sobre propriedade terapêutica de alimentos

Tecpar – Tecpar e Unilivre lançam programa de incubação para tecnologias verdes

ANS – ANS convida sociedade a debater sobre Planos Acessíveis

Câmara dos Deputados – Desenvolvimento Econômico aprova logística reversa para a cadeia produtiva de medicamentos

Câmara dos Deputados – Comissão promove audiência em alusão ao Dia Mundial do Orgulho Autista

Câmara dos Deputados – Comissões da Câmara debatem violência obstétrica com o ministro da Saúde

Câmara dos Deputados – Comissão debate uso de medicamentos e tecnologias para tratamento de doenças raras no SUS

Câmara dos Deputados – Finanças rejeita dispensa de exigências para entidade aplicar recursos públicos no SUS

Câmara dos Deputados – Ministério vai avaliar a inclusão no SUS de técnicas que corrijam a síndrome de Irlen

Valor Econômico – Air Liquide aposta na área de saúde no Brasil

Folha de S.Paulo – Sites reduzem estresse em pacientes com câncer e controlam sintomas

Folha de S.Paulo – Imunoterapia pode fazer organismo atacar a si mesmo

Folha de S.Paulo – Mortes: Médico e mergulhador, comandou a saúde em São Paulo

O Estado de S.Paulo – Nova técnica de redução de estômago por endoscopia é testada no Brasil

O Estado de S.Paulo – Inovação em saúde é tema de Summit do ‘Estado’

Correio Braziliense – Cientistas anunciam novo antibiótico eficaz contra bactérias resistentes

O Globo – Pesquisadores apresentam dados científicos sobre fé e saúde em evento

O Globo – Nova droga para a forma mais comum de malária no Brasil é aprovada em testes

O Globo – Estresse no início da vida eleva risco de depressão na maturidade

O Globo – ‘Uma medicina mais humanizada passa pela dimensão espiritual’, aponta acupunturista

O Globo – Brócolis pode ajudar no controle do diabetes tipo 2

O Globo – Óleo de coco é tão prejudicial à saúde quanto a manteiga

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