GOVERNO VAI EXIGIR PRODUTIVIDADE DE MÉDICOS DO SERVIÇO PÚBLICO

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O Ministério da Saúde vai usar a biometria para controlar a jornada de trabalho dos médicos que atuam na rede pública. A ideia é implantar o sistema em todas as unidades básicas de saúde de forma a acompanhar horas trabalhadas e, simultaneamente, criar um controle de produtividade, com metas de atendimento que terão de ser cumpridas. “Vamos parar de fingir que a gente paga médicos, e o médico parar de fingir que trabalha. Isso não está ajudando a saúde do Brasil”, disse o ministro na quinta-feira (13). As afirmações de Barros provocaram uma reação imediata de entidades médicas. Conforme noticiou o jornal O Estado de S.Paulo, o Conselho Federal de Medicina (CFM) classificou as declarações como pejorativas, inadequadas e reflexo da incapacidade de autoridades em responder às necessidades da população. A Federação Médica Brasileira, por sua vez, atribuiu as críticas ao “desespero de tentar salvar um governo afundado em denúncias de corrupção”. A federação lembrou que o ministro, há duas semanas, no Acre, teria dito que médicos estavam mais preocupados em ganhar mais, sem trabalhar o suficiente. Mais tarde em entrevista ao Estadão, o presidente do CFM, Carlos Vital, observou que as afirmações de Barros são infundadas. “Há uma série de obstáculos estabelecidos no SUS: contratos precários, condições de trabalho inadequadas, problemas que não podem ser escondidos com posições retóricas”, avaliou.

Medicamentos passam por avaliação no SUS

O jornal O Estado de S.Paulo destaca ainda que o controle da atuação de médicos em análise no Ministério da Saúde não se resume à jornada de trabalho. O ministro Ricardo Barros afirmou estar em estudo pela pasta medida para tentar inibir a prescrição de medicamentos que não estejam na lista de distribuição do Sistema Único de Saúde (SUS). A proposta, analisada conjuntamente com conselhos de secretários estaduais e municipais de saúde, estuda ainda a previsão de que todas as receitas indiquem os medicamentos pelo nome genérico e não o de marca. As medidas teriam como objetivo reduzir o número de processos na Justiça reivindicando tratamento com medicamentos que não estão na lista do SUS. O presidente do Conselho Federal de Medicina, Carlos Vital, disse que as justificativas já são realizadas. “Isso não acontece apenas com médicos. Outras classes profissionais, quando tomam decisões, também trazem as alegações para isso”, disse o presidente.

Diretor-presidente do Tecpar ressalta a importância da ciência e tecnologia na Câmara dos Deputados

Na última quarta-feira (12), o diretor-presidente do Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) e presidente da Associação Brasileira das Instituições de Pesquisa Tecnológica e Inovação (Abipti), Júlio C. Felix, esteve no Plenário da Câmara dos Deputados, durante a comissão geral para debater a situação do setor no Brasil. É o que informa o portal da Tecpar. Apesar dos contingenciamentos para a área de CT&I, que neste ano representaram um corte de 44% no orçamento do ministério ligado a Ciência e Tecnologia, Felix garante que há outras alternativas para o governo investir no setor. “O ministério tem usado o poder de compra para desenvolver medicamentos inovadores para a saúde pública brasileira, e tem apoiado a transferência de tecnologia para que a gente crie realmente no país a possibilidade de reduzir o custo para a saúde pública”, informou o diretor-presidente do Tecpar. Segundo Felix, somente por meio das Parcerias de Desenvolvimento Produtivo (PDP) no Complexo Industrial da Saúde, aprovadas em 2013, o ministério economizou em torno de 60% na compra de remédios com anticorpos monoclonais – entre os mais caros para a pasta e usados para tratar doenças graves como osteoporose, leucemia e alguns tipos de câncer. “Ou seja, esse é o uso benéfico da compra do Estado”, ressaltou ele, segundo a publicação.

Debatedores cobram esclarecimentos sobre mudanças no Programa Farmácia Popular

Debatedores ouvidos, na quinta-feira (13), na Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados cobraram mais esclarecimentos do governo federal sobre mudanças no Programa Farmácia Popular. O Ministério da Saúde justifica que os gastos com a compra de medicamentos representavam apenas 20% do orçamento de R$ 100 milhões das unidades próprias. O restante, ou R$ 80 milhões, eram gastos na manutenção de infraestrutura das farmácias. Com a decisão, essa verba será encaminhada para estados e municípios para a compra de remédios. A deputada Carmen Zanotto (PPS-SC) apoiou a iniciativa, mas cobrou uma comunicação mais clara de que o que está sendo encerrado é o programa referente às unidades próprias, com a continuidade do Farmácia Popular em parceria com a rede privada. O representante da Confederação Nacional de Municípios, Denílson Magalhães, pediu que o Ministério da Saúde aumente essa parceria a rede privada, antes de fechar as lojas próprias do Farmácia Popular. Para o Presidente do Conselho Nacional de Saúde, Ronald dos Santos, a decisão de fechar as farmácias populares pode dificultar o acesso da população aos medicamentos. Já o representante das indústrias farmacêuticas, Bruno de Abreu, alertou para a necessidade de manter as lojas próprias de farmácias populares em municípios onde ainda não existe rede privada.

SAÚDE NA IMPRENSA

Ministério da Saúde – Saúde libera R$ 1,7 bilhão para ampliar atendimento em todo o país

Ministério da Saúde – Ministro Ricardo Barros defende aumento de salário dos médicos no SUS

ANS – 6ª reunião do Comitê de Regulação da Estrutura dos Produtos

ANS – ANS formaliza parceria com o Procon Rio Grande do Sul

Anvisa – Anvisa sedia encontro de agências reguladoras federais

Anvisa – Autoridades da área de cosméticos reúnem-se no Brasil

Fiocruz – Publicada lei que garante prioridade especial a idosos com mais de 80 anos

Tecpar – Diretor-presidente do Tecpar ressalta a importância da ciência e tecnologia na Câmara dos Deputados

Senado Federal – Audiência aponta baixo retorno econômico como causa da escassez de penicilina

Câmara dos Deputados – Debatedores cobram esclarecimentos do governo sobre mudanças no Programa Farmácia Popular

Câmara dos Deputados – Texto aprovado da LDO blinda Mais Médicos e mais cinco despesas do contingenciamento

Câmara dos Deputados – Câmara e INSS assinam acordo para aumentar controles sobre benefícios previdenciários

Folha de S.Paulo – Remédio à base maconha custará até R$ 2.800 e deve chegar neste ano

Folha de S.Paulo – Médico tem que parar de fingir que trabalha, diz ministro da Saúde

Folha de S.Paulo – Opnião Yussif Ali Mere JR – Um resgate pelo bem da saúde

O Estado de S.Paulo – Governo vai exigir produtividade de médicos do serviço público

O Estado de S.Paulo – Sangue de cearense salva bebê colombiana

O Estado de S.Paulo – Pacientes se queixam: ‘não fiquei nem cinco minutos no consultório’

Valor Econômico – Oswaldo Cruz pratica preço fixo em novo hospital

G1 – ‘Protocolo de guerra’ é acionado 1,2 mil vezes em unidades de saúde do Rio em 6 meses; profissionais relatam traumas

G1 – Em teste com roedores, vacinas experimentais contra zika conseguiram proteger fetos

G1 – Cientistas transformam DNA de bactérias em ‘HD natural’ para armazenar informações

O Globo – Primeira terapia genética contra câncer está a um passo da aprovação

O Globo – Melhorar alimentação pode reduzir em até 17% risco de morte prematura, diz estudo

O Globo – Audiência que definirá futuro de bebê em estado terminal desperta protesto

Correio Braziliense – HRW adverte que persiste contexto que favoreceu Zika no Brasil

Tribuna do Sertão – Alagoas será polo para Política Nacional de Saúde Integral da População Negra

Zero Hora – Mapeamento genético de idosos de SP encontra 207 mil mutações nunca vistas

Zero Hora – Saúde vai exigir produtividade de médicos do serviço público

Zero Hora – Human Rights Watch cobra do Brasil obras de infraestrutura para combater o zika

Zero Hora – Sobe para 26 o número de mortes por gripe no RS

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