GOVERNO ESTUDA USAR APENAS PREÇO PARA DECIDIR CORTES NO SUS, DIZ INDÚSTRIA

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De acordo com a coluna Mercado Aberto, da Folha de S.Paulo, o Ministério da Saúde estuda reduzir as compras de medicamentos baseado em um critério de preço, segundo a indústria farmacêutica. A iniciativa busca cortar gastos e já foi compartilhada com empresas do setor para o caso de artrite reumatoide. Em reuniões com a indústria, o titular da pasta, Ricardo Barros (PP-PR), disse que deixaria de comprar 6 dos 8 fármacos biológicos listados no protocolo de tratamento publicado pelo Ministério. A Interfarma (que representa as farmacêuticas) enviou um ofício ao ministro na última quarta-feira (12) contra a ideia. “O governo perderia qualquer economia quando, após três meses de tratamento, 30% a 40% das pessoas virem que ele não funcionou”, diz Gaetano Crupi, presidente da BMS no Brasil, que fabrica um dos oito fármacos listados. Os remédios são oferecidos pelo SUS, e quatro deles estão em PDP (processos de transferência de tecnologia). Segundo a coluna, em nota, o Ministério da Saúde afirma que “discute com os fornecedores um formato de compra que preserve os interesses das PDPs em curso, sem que isso represente um aumento de custo ao SUS.”

Farmacêutica Shire vai apresentar proposta por parceria para produzir hemoderivado

A farmacêutica Shire vai apresentar até a próxima sexta-feira (21) ao governo uma proposta para manter a Parceria de Desenvolvimento Produtivo do Fator VIII recombinante, hemoderivado essencial para pacientes hemofílicos. Conforme reportou o jornal O Estado de S.Paulo na segunda-feira (17), na última semana o Ministério da Saúde suspendeu o acordo firmado com a empresa e a estatal de sangue Hemobrás, sob a justificativa de desrespeito ao contrato. A pasta concedeu o prazo de 10 dias para que uma proposta de redefinição do acordo fosse apresentada. “Na mesa de negociação, a Shire vai sugerir uma redução de 10% do valor do preço do hemoderivado, a extensão do prazo para o pagamento do produto, o aporte de recursos para a conclusão da fábrica da Hemobrás, além de perdão de parte da dívida da estatal acumulada com a empresa. A estratégia foi anunciada ao Estadão pelo presidente da Shire no Brasil, Ricardo Ogawa. A transação é feita em três etapas. A Shire vende o produto à Hemobrás que, por sua vez, repassa para o Ministério da Saúde. Na transação, o Ministério paga à Hemobrás e a estatal, à Shire”, enfatiza a reportagem.

Novo remédio para diabetes deve aumentar adesão ao tratamento, dizem médicos

Um novo tratamento para o diabetes tipo 2 foi aprovado na última segunda-feira (17) pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). É o que informa o jornal O Globo. A fórmula do Soliqua une duas substâncias já usadas por diabéticos no Brasil, a insulina glargina — que é deficiente em organismos com diabetes tipo 2 — e o hormônio lixisenatida — que evita o ganho de peso. E a novidade é justamente a combinação delas em um só produto, o que promete tornar mais prática a vida de muitos que têm a doença. Segundo a Anvisa, o produto é fornecido em uma caneta aplicadora e é capaz de melhorar o controle glicêmico — o nível de açúcar no sangue — nos casos em que medicamentos orais já não conseguem fazer isso. Para a endocrinologista e coordenadora do centro médico do Pró-Cardíaco, Dhiãnah Santini, a aprovação é um passo importante. “A combinação dos dois medicamentos em uma mesma caneta aplicadora é muito inteligente. São medicamentos usados por boa parte dos pacientes, então isso é algo que já queríamos há muito tempo”, afirma ela.

Médicos que ‘fingem que trabalham’ têm anuência do poder público

Conforme informou a repórter e colunista Cláudia Collucci, da Folha de S.Paulo, nesta terça-feira (18), a declaração do ministro da Saúde, Ricardo Barros, de que o médico no SUS deve “parar de fingir que trabalha” provocou a ira da classe médica. Entidades como CFM (Conselho Federal de Medicina), o Cremesp (conselho médico paulista) e associações médicas lançaram inúmeras notas de repúdio. Nas redes sociais, também houve muitas manifestações dos profissionais. Uma delas, de Daniel Sabino, do Distrito Federal, chamou a atenção da colunista por retratar a realidade nua e crua dos médicos que estão na ponta do atendimento do SUS, os de família e de comunidade. Ele diz: “Senhor ministro da saúde, é verdade. Nós, médicos de família e comunidade, fingimos que trabalhamos quando: Nossas equipes não têm espaço físico adequado para acolher os usuários e realizar escuta qualificada de suas demandas”. “Em 30 de julho de 2015, reportagem da Folha de S.Paulo mostrou que havia investigações sobre médicos fantasmas do SUS em ao menos nove Estados e no Distrito Federal. Esses absurdos só acontecem porque há anuência e cobertura das chefias. Como os salários no SUS são muito baixos e os gestores públicos alegam não poder aumentá-los porque não têm de onde tirar, é comum contratarem médicos já com a condição de que eles não precisarão cumprir toda a carga horária”, ressalta a publicação.​

SAÚDE NA IMPRENSA
Ministério da Saúde – Ministério da Saúde garante R$ 42,5 milhões para ampliar atendimento no Paraná

Ministério da Saúde – Ministério da Saúde lança concurso para mudar visual de preservativos masculinos

Anvisa – Aprovado medicamento inédito para hipofosfatasia – HPP

Anvisa – Diabetes mellitus tipo 2 ganha novo tratamento

Anvisa – Reunião com setor regulado está com inscrições abertas

Anvisa – Suspenso saneante de dialisadores e hemodiálise

Anvisa – Anvisa participa de seminário sobre vigilância em saúde

Câmara dos Deputados – Comissão externa sobre emergência de hospitais no RJ reúne-se com conselhos da área de saúde

Câmara dos Deputados – SUS poderá agendar consulta para renovar laudo médico de pessoa com deficiência

Época – “Os juízes confiam demais nos médicos”

Folha de S.Paulo – Suzana Herculano Houzel –  Como o cérebro encontra um ritmo que não existe

Folha de S.Paulo – Cláudia Collucci – Médicos que ‘fingem que trabalham’ têm anuência do poder público

Folha de S.Paulo – Hotel do Sono em SP quer ensinar como dormir melhor

Folha de S.Paulo – Mercado Aberto – Governo estuda usar apenas preço para decidir cortes no SUS, diz indústria

O Globo – Zika afeta olhos de crianças sem microcefalia

O Globo – Anvisa aprova novo tratamento para combater diabetes tipo 2

O Globo – Novo remédio para diabetes deve aumentar adesão ao tratamento, dizem médicos

Correio Braziliense – Uruguai começará a vender maconha em farmácias na quarta-feira

Correio Braziliense – Imunoterapia promissora ajuda adultos com leucemia

O Estado de S.Paulo – Farmacêutica Shire vai apresentar proposta por parceria para produzir hemoderivado

G1 – Médica encontra 27 lentes de contato perdidas em olho de paciente

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