FRANÇA VAI PROIBIR TOTALMENTE USO DO GLIFOSATO

//FRANÇA VAI PROIBIR TOTALMENTE USO DO GLIFOSATO
O porta-voz do governo francês, Christophe Castaner, anunciou na segunda-feira (25) que o Executivo proibirá, até o fim do mandato atual, em 2022, todos os usos do glifosato, inclusive agrícola. “O primeiro-ministro [Edouard Philippe] decidiu que este produto será proibido na França – assim como todos os que se pareçam com ele e que ameaçam a saúde dos franceses”, declarou Castaner a um canal de televisão. Essa proibição também englobará o uso agrícola desse poderoso pesticida, confirmou o porta-voz, garantindo que vai-se procurar “encontrar produtos de substituição”. De acordo com o site da revista Isto É, o governo francês pediu aos Ministérios da Agricultura e da Transição Ecológica um plano para deixar de usar esse pesticida na agricultura “antes do fim do ano”. A França também se opõe à proposta da Comissão Europeia de autorizar o glifosato na União Europeia durante dez anos. Paris considera que esse intervalo é muito longo, “dada a incerteza que subsiste sobre esse produto”, de acordo com um comunicado. “O ministro francês da Agricultura, Stéphane Travert, propõe um período de entre cinco e sete anos”, diz a notícia.

Para especialistas, não existe uso seguro para defensivos agrícolas

Em audiência pública da Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados, especialistas afirmaram que não existe uso seguro para defensivos agrícolas e criticaram projeto que facilita o registro desses produtos. Os participantes do debate sugeriram um maior controle sobre o uso e aquisição de pesticidas e mais treinamento para os profissionais da saúde para melhorar o diagnóstico de doenças relacionadas ao uso desses produtos e as estatísticas sobre acidentes. Conforme o portal da Câmara, se não forem usados como manda o fabricante, os agrotóxicos podem causar sérios riscos à saúde do consumidor e principalmente do trabalhador do campo. Dependendo do tipo de exposição, podem até matar. O problema é que muitos especialistas afirmam que não existe uso seguro para agrotóxicos, principalmente pelos pequenos agricultores. O pesquisador Pedro Henrique Abreu, que faz doutorado em Saúde Coletiva na Universidade Estadual de Campinas, a Unicamp, afirmou que não é possível para o pequeno produtor seguir as condições de uso descritas nas orientações dos fabricantes. O debate na Comissão de Seguridade Social foi feito a pedido do deputado Padre João (PT-MG). Segundo ele, pesquisas recentes têm relacionado o uso de agrotóxicos a suicídios de trabalhadores do campo. “A Anvisa está analisando a possibilidade de banir outros produtos”, de acordo com Graziela Costa Araújo, representante da Anvisa no debate.

Rio Grande do Sul pode antecipar declaração de área livre da febre aftosa

O Rio Grande do Sul poderá antecipar para 2019 sua declaração de área livre de febre aftosa sem vacinação. O Correio do Povo destaca que a decisão de acelerar o processo foi tomada na terça-feira (26), em reunião do vice-governador José Paulo Cairoli com representantes de entidades, indústrias e produtores de proteína animal. Segundo o secretário da Agricultura, Ernani Polo, o Estado encaminhará nos próximos dias ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) a solicitação de uma auditoria nos serviços de controle da doença, a exemplo do que já foi pedido pelo Paraná, com processo marcado para janeiro de 2018. Polo afirmou que com a auditoria é possível antecipar em dois anos a retirada da vacina, que estava prevista no plano do Mapa para 2021. “A decisão tomada hoje é um divisor de águas e demonstra o amadurecimento do sistema de defesa agropecuária do Rio Grande do Sul e seu esforço para atingir as metas do ministério”, destacou o secretário, lembrando que a retirada da vacina repercutirá positivamente na bovinocultura de corte e leiteira, na suinocultura e na avicultura. “Vamos entrar em outro patamar de sanidade animal”, prevê. “O Rio Grande do Sul é um dos estados livres de aftosa com vacinação”, ressalta o texto.

Fiscais agropecuários ameaçam entrar em greve

Reunidos em Brasília, centenas de fiscais do Ministério da Agricultura decidirão se instauram mais uma greve geral. O Valor Econômico ressalta que eles protestam contra o que chamam de ameaça da Pasta de “terceirizar” a categoria, na esteira do anúncio da contratação de médicos veterinários e agrônomos do setor privado, sem concurso público, para parte da área de defesa agropecuária no país. Em comunicado divulgado na terça-feira (26), o Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais Federais Agropecuários (Anffa Sindical) também defendeu a saída “imediata” do ministro Blairo Maggi e do secretário de Defesa Agropecuária do Ministério, Luís Eduardo Rangel. “E também cobrou da Pasta a realização de concurso para todas as profissões que compõem a carreira em número suficiente para repor o quadro, que sofre com falta de pessoal. Os fiscais receberam mal o resultado de uma consultoria contratada pelo ministério que apontou a necessidade de fortalecimento e transformação da SDA em uma secretaria com autonomia orçamentária, administrativa e financeira. A nova secretaria ainda abrigaria uma agência responsável por contratar profissionais privados para auxiliar a fiscalização de fábricas de alimentos, frigoríficos e a rede de defesa do ministério”, frisa a reportagem.

NA IMPRENSA

Mapa – Publicado edital do concurso para contratação de 300 veterinários

Mapa – Reconhecimento do país como livre da aftosa com vacinação ajudará exportação de suínos

Mapa – Ministro participa da abertura da Expoalimentaria no Peru e de reuniões na Bolívia

Mapa – Principais frigoríficos de produtos para carne processada voltam a exportar para os EUA

Mapa – Mudanças no sistema de inspeção serão discutidas com setor e servidores

MMA – Palestra aborda gestão de riscos

MMA – Combate ao desmatamento tem novas áreas

MMA – Afogados da Ingazeira (PE) adere à A3P

MMA – Estudo apoiará tratamento de esgotos no país

Embrapa – Pesquisa desenvolve vacina contra doença pulmonar suína

Embrapa – Pesquisadores adaptam fossa séptica biodigestora para áreas inundáveis

Embrapa – Novo microrganismo produz enzima de interesse industrial com mais sustentabilidade

Embrapa – FAO sistematiza experiência brasileira na produção do algodão colorido orgânico

Embrapa – Workshop Latino Americano sobre Biobeds: integração entre países para reduzir o impacto ambiental no descarte de resíduos de agrotóxicos

Câmara dos Deputados – Para especialistas, não existe uso seguro para agrotóxicos

Câmara dos Deputados – Iniciada Ordem do Dia para votar MP que flexibiliza pagamento de outorga de aeroportos

Senado Federal – Senadores e produtores pedem mais acesso a tecnologias no campo

Correio do Povo – Rio Grande do Sul pode antecipar declaração de área livre da febre aftosa

Isto É – França vai proibir totalmente uso do glifosato

Folha de S.Paulo – Por 2018, Meirelles busca blindagem econômica contra crise política

Folha de S.Paulo – Proposta da Câmara reduz receita do Refis a metade, prevê Fazenda

Folha de S.Paulo – Vaivém das Commodities – Agropecuária vai passar por onda de rejuvenescimento, diz ex-ministro

O Estado de S.Paulo – Broadcoast – Volume de emissões de CRAs deve chegar em R$ 10 bilhões em 2017

Valor Econômico – Abengoa Bioenergia Brasil pede recuperação judicial

Valor Econômico – Para Aprosoja, não há justificativa técnica para associação a abelhas

Valor Econômico – Avança processo de contratação de mais fiscais agropecuários

Valor Econômico – Comitiva do Catar se reúne com empresas brasileiras

Valor Econômico – Fiscais agropecuários ameaçam entrar em greve

Valor Econômico – Abengoa Bioenergia entra com pedido de recuperação judicial

Valor Econômico – Incertezas sobre a safra 2018/19

Valor Econômico – Blairo já vê fim de embargo dos EUA à carne in natura

Valor Econômico – JBS reforça seus padrões sanitários

Valor Econômico – Consumo de café deve crescer 3,5% este ano, estima Abic

Valor Econômico – Plantio de soja continua atrasado

Zero Hora – Fenatrigo começa nesta quarta-feira

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