ESPECIALISTA DESTACA DIFICULDADE DE PLANEJAMENTO COM SEGUIDAS ALTERAÇÕES NO PLANO SAFRA

//ESPECIALISTA DESTACA DIFICULDADE DE PLANEJAMENTO COM SEGUIDAS ALTERAÇÕES NO PLANO SAFRA
Consultor em agronegócio, especializado em análises, tendências e estatísticas dos mercados agrícolas, Carlos Cogo escreveu artigo, publicado no caderno Campo e Lavoura do jornal Zero Hora do fim de semana, no qual destaca que enquanto os agricultores já se preparam para a safra de verão 2017/2018, os Ministérios da Agricultura e da Fazenda ainda se confrontam em relação aos recursos e juros do crédito rural. Ele ressaltas que a Fazenda quer manter os mesmos juros da safra passada, enquanto a Agricultura defende redução das taxas, se apoiando na queda da inflação e da Selic. “Fundamentais, a cada nova safra, para assegurar os recursos para custeio, comercialização e investimentos, os Planos se tornaram uma dor de cabeça para agricultores, agroindústrias, distribuidores de insumos e demais atores do agronegócio. Mudanças a cada 12 meses vão na contramão do planejamento das fabricantes de equipamentos e implementos agrícolas e dos investimentos por parte dos agricultores. Investimentos em bens de capital e manutenção da viabilidade econômica e financeira das empresas produtoras de máquinas e implementos agrícolas, incluídos aí os fabricantes de tratores, colheitadeiras, silos, pulverizadores, pivôs de irrigação, dentre outros, dependem de regras claras e de longo prazo, válidas por períodos mais longos, de pelo menos cinco anos. O mesmo vale para os agricultores, que precisam planejar a compra de insumos, avaliar a melhor alternativa de cultivo, calcular custos, preparar o solo, semear … muitas vezes tendo que tomar essas decisões antes de conhecer as regras do novo Plano Safra”, diz trecho do artigo.

Câmara Temática da Lei Plurianual Agrícola

Carlos Cogo destaca que há alguns anos está se tentando avançar na direção de acabar com os Planos de Safra válidos para 12 meses. “A Lei Plurianual será criada para consolidar a legislação que rege importantes mecanismos de política da Pasta, como o seguro rural, o Programa de Garantia de Preços Mínimos (PGPM), o Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro) e a lei agrícola. Os atuais Preços Mínimos de culturas como milho, trigo e arroz, não cobrem, nem ao menos, os custos variáveis de produção”, destaca trecho do artigo. Cogo lamenta que o Brasil, mesmo sendo o segundo maior exportador de alimentos do mundo e com a maior reserva agricultável do planeta, carece de uma política agrícola de longo prazo.

O agronegócio de São Paulo

Editorial do jornal O Estado de S.Paulo destaca que a atividade primária, isto é, aquela diretamente ligada à produção vegetal e animal, foi a principal responsável pelo ótimo desempenho do agronegócio no Estado de São Paulo no ano passado. “Com crescimento estimado em 19,7%, o chamado segmento primário – que inclui o trabalho ‘dentro da porteira da fazenda’, como dizem os especialistas – estimulou todos os demais segmentos do agronegócio, que, no resultado acumulado, cresceu 7,4% em 2016. O estudo é de responsabilidade da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da Universidade de São Paulo”, ressalta a publicação. Conforme o jornal O Estado de S.Paulo, a pesquisa mostra que dois itens dos quais o Estado de São Paulo é líder da produção nacional – açúcar e laranja, que registraram, respectivamente, aumentos de mais 45% e de mais de 35% no valor da produção –, foram os que mais impulsionaram o agronegócio paulista. “Os números do PIB do Agronegócio – Estado de São Paulo elaborado pela duas instituições deixam evidente a influência da produção agrícola e pecuária, isto é, do segmento primário, sobre outros segmentos. Embora responda por apenas 11% do valor da produção do agronegócio paulista, o segmento primário, por seu notável desempenho, impulsionou os demais”, destaca o texto.

Blairo Maggi se reúne no Kuwait para tratar de exportação de carnes

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) divulgou que o ministro Blairo Maggi esteve reunido, no último domingo (14), no Kwuait, com a diretoria da Autoridade Pública da Agricultura e Recursos de Pesca do país para tratar de exportações brasileiras. “Estivemos com autoridades do Ministério da Sanidade Animal e Vegetal, quando expliquei o caso da Operação Carne Fraca e me garantiram reabrir o mercado para carnes bovinas e de frangos”, disse o ministro, que tratou também de bois vivos, ovos férteis, pintinhos de um dia, milho e soja. “O ministro ouviu das autoridades locais que “o governo do Kuwait sabe da qualidade dos produtos brasileiros” e que aguardam apenas a emissão de certificado brasileiro para retomar os negócios. Os certificados aguardados são os emitidos pelos próprios fiscais na planta frigorífica, a serem reconhecidos pela embaixada e pela câmara Árabe, para garantia total e evitar crítica de consumidores”, diz a publicação no site do Mapa.

NA IMPRENSA

Mapa – Blairo Maggi se reúne no Kuwait para tratar de exportação de carnes

Embrapa – I HortPANC vai discutir novos e possíveis cenários para a produção de hortaliças não convencionais

Valor Econômico – Alvos da PF, donos da JBS cogitam fazer acordo de delação premiada 

Valor Econômico – Nutriplant registrou prejuízo líquido de R$ 133 mil no 1º tri 

Valor Econômico – Kepler Weber encerrou 1º tri com prejuízo 

Valor Econômico – Austrália tenta atrair investidores estrangeiros 

Zero Hora – Carlos Cogo: Planos Safra – Apoio ou dor de cabeça?

O Estado de S.Paulo – Editorial – O agronegócio de São Paulo

Extra – Projeção para inflação em 2017 vai abaixo de 4% e Top-5 reduz estimativa da Selic a 8,25%

Agora MS – Comissão irá acompanhar elaboração do Plano Municipal de Saneamento de Dourados

Já é Notícia – Órgãos retomam operação integrada em combate a crimes ambientais

Vio Mundo – Neder denuncia da tribuna ataque da Band à feira do MST: “Reais razões devem ser investigadas”

Folha Max – Leitão: respeite o trabalho rural!

Inova Defesa – Novas legislações sobre registro e procedimento de agrotóxicos são apresentado no ENFISA 2017

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