DEPUTADOS BUSCAM ACORDO SOBRE PROIBIÇÃO DE DEFENSIVO AGRÍCOLA BANIDO EM OUTROS PAÍSES

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Deputados estão negociando um acordo em torno da proibição no Brasil de defensivo agrícola já banidos em países desenvolvidos. É o que informa o portal da Câmara dos Deputados. O diálogo entre ambientalistas e representantes do agronegócio em torno do tema foi retomado, na terça-feira (19), durante audiência pública da Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, da Câmara, que debateu os efeitos nocivos dos agrotóxicos sobre a saúde humana e o meio ambiente. Na discussão, o deputado Paulo Teixeira (PT-SP) defendeu a aprovação de projeto de lei (PL 4412/12) de sua autoria que proíbe o uso de cerca de 20 ingredientes ativos normalmente presentes em agrotóxicos. Alguns até já foram banidos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), enquanto outros têm restrição de uso e ainda estão sob avaliação. Para Teixeira, a ciência deve ser o balizador da proibição. “Não é certo que nós usemos aqui substâncias que outros povos entendam como veneno. É essa a proposta de acordo que queremos buscar aqui. Proibir aqueles produtos que são já considerados nocivos no exterior, que têm comunidades científicas tão avançadas”, afirmou.

Burocracia no registro

Integrante da bancada do agronegócio, o deputado Valdir Colatto (PMDB-SC) concordou com a necessidade de atualização dos componentes dos agrotóxicos e culpou a Anvisa e o Ministério do Meio Ambiente pela burocracia no registro de produtos mais modernos. O problema, segundo ele, “é a falta de agilidade” de se trazer para o País novos produtos menos tóxicos e menos problemáticos. O portal da Câmara destaca ainda que na audiência pública, os palestrantes foram unânimes ao apontar os efeitos nocivos dos agrotóxicos. Entre os palestrantes, também havia representantes da Central Única dos Trabalhadores e do Movimento dos Sem-Terra. Eles defenderam o modelo agroecológico de produção e mostraram exemplos bem-sucedidos de agricultura orgânica de larga escala. Também criticaram as propostas que regulam os “defensivos fitossanitários” (PL 6299/02 e apensados), apelidadas pelos ambientalistas de “projeto do veneno”. Por outro lado, defenderam a imediata instalação de comissão especial para analisar o projeto de lei de iniciativa popular que cria a Política Nacional de Redução de Agrotóxicos (PL 6670/16).

Presidente interino da Câmara faz ação pró-queijo artesanal

Indignado com a ação da Vigilância Sanitária que impediu na sexta-feira (15) a chef Roberta Sudbrack de comercializar cerca de 160 kg de linguiças e queijos artesanais em seu estande no Rock in Rio, o presidente interino da Câmara, o mineiro Fábio Ramalho (PMDB), organizou um protesto na Casa. Conforme a Folha de S.Paulo, os alimentos vetados no festival eram provenientes de pequenos produtores e não tinham o selo do Serviço de Inspeção Federal (SIF). Ramalho mobilizou produtores artesanais de Minas Gerais para trazer amostras do produto para uma degustação na Câmara. Produtores de alimentos artesanais e especialistas afirmam serem necessários até dois anos para se conseguir o SIF (Selo de Inspeção Federal), que permite que empresas vendam produtos de origem animal por todo o Brasil. Na serra da Canastra, em Minas Gerais, produtores de queijo ameaçam deixar de vender para outros Estados. “João Carlos Leite, presidente da Aprocan (associação de produtores da Serra da Canastra) e dono da Roça da Cidade, reclama da obrigatoriedade de seus produtos seguirem parâmetros que ele considera inadequados”, destaca a notícia.

Pecuária sustentável é mais lucrativa e presta serviços ambientais

Hoje 70% da área de pastagem no Brasil está em algum estágio de degradação. Em alguns casos, essas áreas já estão até em um processo inicial de desertificação. O Estadão frisa que essa degradação significa baixa produtividade para a propriedade. Às vezes é necessário partir para um processo mais elaborado, como a recuperação da pastagem, que demanda revolvimento do solo, incorporação de adubo e novo plantio de sementes. Um sistema de manejo de pastagem saudável, que permita que o capim se regenere e que a propriedade não perca sua cobertura vegetal, é uma forma mais sustentável de praticar a pecuária. “Uma evolução disso seria a integração pecuária-floresta, ou sistema agroflorestal, que mescla a produção de animais com o plantio de árvores na propriedade, sistema que presta diversos serviços ambientais importantes e aumenta a lucratividade, já que a fazenda passa a ter mais um produto para comercializar, a madeira. Essa integração com a floresta também pode ser conhecida por outros nomes, como manejo holístico da pecuária, pecuária biodinâmica ou agricultura sintrópica, conceito desenvolvido pelo agricultor e pesquisador suíço Ernst Götsch, que vive no Brasil desde os anos 1980”, afirma parte da reportagem.

NA IMPRENSA
Mapa – Lavouras voltam a crescer e lideram valor bruto da produção

Mapa – Maggi participa de lançamento do Agro+ e de inauguração de frigorífico de jacaré em MS

Mapa – Formada comissão científica que dará consultoria em tecnologia da Inspeção

Anvisa – Começam as coletas do PARA

Embrapa – ILPF resulta em maior ganho de peso na pecuária de corte

MMA – País avança nas metas para camada de ozônio

MMA – Ministério apoia Iniciativa Big 2050

MMA – SC sedia congresso sobre educação ambiental

MMA – Força-tarefa combaterá incêndios no TO

MMA – Brasil adere à campanha global Mares Limpos

Câmara dos Deputados – Meio Ambiente debate proposta que susta lista de animais ameaçados de extinção

Câmara dos Deputados – Comissão de Desenvolvimento Econômico vai ouvir ministro da Agricultura sobre EmbrapaTec

Câmara dos Deputados – Fábio Ramalho defende menos burocracia na comercialização de queijos artesanais

Câmara dos Deputados – Meio Ambiente aprova prorrogação para inscrição de imóvel no Cadastro Ambiental Rural

Senado Federal – Ivo Cassol relata caso de sucesso de produção de uva em Rondônia

Câmara dos Deputados – Câmara aprova criação de conselhos federal e regionais de técnico industrial e agrícola

Câmara dos Deputados – Deputados buscam acordo sobre proibição de agrotóxicos já banidos em outros países

Folha de S.Paulo – Vaivém das Commodities – Agronegócio brasileiro sofre com crise na Venezuela

Folha de S.Paulo – Plano é BNDES devolver R$ 50 bi ao Tesouro neste ano, diz Meirelles

Folha de S.Paulo – Presidente interino da Câmara faz ação pró-queijo artesanal

O Estado de S.Paulo – Pecuária sustentável é mais lucrativa e presta serviços ambientais

Valor Econômico – Indústrias de etanol de milho criam associação para representar setor

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Valor Econômico – Argentina restabelece mercado para carne bovina in natura brasileira

Valor Econômico – São Martinho e Fapesp financiarão centro de pesquisa voltado à cana

Valor Econômico – Autonomy reduz participação na BrasilAgro para 9,08%

Valor Econômico – Ministério determina cota de exportação de açúcar aos EUA

Valor Econômico – Chuvas escassas atrasam início do plantio de soja em Mato Grosso

Valor Econômico – Concluído o processo de recuperação do Mataboi

Valor Econômico – Presidente da CNA declara apoio irrestrito a Maggi

Valor Econômico – Commodities Agrícolas

Valor Econômico – CCPR vai ficar com Itambé por R$ 600 milhões

Notícias Agrícolas – USDA anuncia venda de mais 132 mil t de soja para a China nesta 5ª feira

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Notícias Agrícolas – Cientistas decifram genoma de cereal que pode ajudar regiões com terra árida e pouca água

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