‘CULPA’ POR CUSTO CRESCENTE NA SAÚDE OPÕE PLANOS, HOSPITAIS E INDÚSTRIA

//‘CULPA’ POR CUSTO CRESCENTE NA SAÚDE OPÕE PLANOS, HOSPITAIS E INDÚSTRIA
A coluna de Cláudia Collucci da Folha de S.Paulo enfatiza que na, segunda-feira (02), duas associações, de hospitais privados (Anahp) e da indústria farmacêutica (Interfarma), lançaram um relatório com o propósito de esmiuçar os custos da cadeia da saúde e colaborar para um “debate mais transparente”. Em nota, a Abramge (associação dos planos de saúde) disse estranhar a realização e divulgação do estudo sem que as entidades que representam as operadoras fossem convidadas para debater. Quase a totalidade (94%) das receitas dos hospitais da Anahp vêm dos planos de saúde. No relatório, as entidades dizem que fraudes e desperdícios devem ser combatidos, mas que não há evidências de que estejam aumentando ou que sejam responsáveis pele elevação dos custos da saúde. Os hospitais dizem que quase metade de suas despesas está relacionada a pessoal, cujo custo depende de reajustes salariais e da oferta de mão de obra bastante especializada e cara. A indústria de medicamentos alega que os reajustes dos preços dos remédios têm ficado abaixo dos aumentos autorizados para os planos de saúde. De 2009 a 2016, o faturamento dos planos de saúde cresceu 146%, contra 100% do mercado farmacêutico (exceto público). No mesmo período, a participação dos medicamentos no faturamento dos planos caiu 19%. Em resumo, o relatório aponta que os preços dos planos de saúde são os que mais elevam os custos totais da saúde. De acordo com o documento, eles pouco investem em promoção da saúde e prevenção de doenças, o que incentiva a população a buscar mais consultas e fazer mais exames.

Atual modelo de renumeração estimula aumento de custos

Folha destaca ainda que outro fator de aumento de custo estaria relacionado à mudança do perfil epidemiológico (envelhecimento da população e maior ocorrência de doenças crônicas não transmissíveis), que propicia aumentos de frequência de uso do plano e de complexidade nos procedimentos realizados. O relatório criticou também um índice divulgado pelo IESS, o VCMH (Variação de Custos Médico-Hospitalares) por não retratar fidedignamente a evolução dos custos de saúde no país. Em nota, o IESS defende a metodologia aplicada ao VCMH e diz que ela é reconhecida internacionalmente e usada na construção de índices de variação de custo em saúde nos Estados Unidos. Em alguns pontos, todos os elos da cadeia da saúde concordam: o atual modelo de remuneração (fee-for-service) estimula o aumento de custos e é preciso que haja mudança para uma forma de remuneração que privilegie qualidade, eficiência e os melhores desfechos clínicos para os pacientes. Cláudia Collucci ressalta ainda que a questão é que nesse jogo de empurra-empurra ninguém quer abrir mão do seu quinhão. A situação remete à fábula dos dois burros que tentam alcançar dois montes de feno. Amarrados com uma corda muito curta, cada um puxa para o seu lado e nenhum consegue alcançar o capim. “Até que eles percebem que, juntos, poderiam comer os dois montes de feno. Pelo o que parece, os “players” da saúde se recusam a aprender essa lição”, afirma a coluna.

Com ou sem Farmácia Popular

O possível corte da insulina no Farmácia Popular deverá ter um impacto limitado nas farmacêuticas, segundo executivos do setor. “Nossos produtos serão comprados com ou sem o programa, que oferece uma das insulinas que produzimos. Os pacientes serão os mais afetados”, afirma Julio Gay-Ger, presidente da Lilly no Brasil. A tendência de um aumento da demanda por insulina nos próximos anos também deverá garantir as vendas, diz o diretor-presidente da Biomm, Heraldo Marchezini. De acordo com a coluna Mercado Aberto da Folha de S.Paulo, em negociações recentes, o governo pediu uma redução de 70% no valor pago pelo produto e avalia retirá-lo da lista de itens disponibilizados. Em 2016, a União gastou R$ 206 milhões com insulina por meio do Farmácia Popular, segundo a Interfarma, associação da indústria. A farmacêutica Lilly planeja ampliar seus lançamentos no Brasil nos próximos anos e deverá investir em uma maior distribuição dos seus novos produtos entre médicos, segundo o CEO global, David Ricks. O maior ritmo de lançamentos não está ligado a uma melhora da economia e sim ao prazo de aprovação da Anvisa, que vai de 18 a 24 meses para a liberação no mercado privado. O desenvolvimento de novos produtos está direcionado às áreas de oncologia, diabetes e imunologia. A empresa encerrará no próximo ano um ciclo de investimentos no Brasil de cerca de R$ 48 milhões, iniciado em 2016. A maior parte do montante já foi alocada na expansão de sua fábrica em São Paulo. “Os demais recursos deverão ser aplicados na distribuição junto a médicos”, ressalta a coluna.

Outubro Rosa tem programação especial na Câmara

O Congresso Nacional estará iluminado de rosa neste mês, como parte do Outubro Rosa – um movimento mundial de conscientização sobre a importância de detecção precoce de câncer de mama. A iluminação marca o início do mês que traz vários eventos alusivos ao combate da doença. A campanha Outubro Rosa é uma iniciativa da Secretaria da Mulher e do Departamento Médico (Demed) da Câmara dos Deputados, além de contar com a participação do Senado. Conforme o portal da Câmara, segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca), quando descoberto no início, há 95% de probabilidade de recuperação total do câncer de mama. É o tipo mais comum entre as mulheres no mundo e no Brasil, depois do de pele não melanoma, respondendo por cerca de 28% do total de casos de tumores. O câncer de mama também acomete homens, porém é raro, representando apenas 1% do total de casos. Nesta terça-feira (3), a solenidade de abertura da programação especial contará com a apresentação da Escola de Balé Etude Seasons no Salão Negro, às 19h30, de uma adaptação do terceiro ato do balé “A Bela Adormecida”, de Tchaikovsky. A direção é de Maria Poggi, mentora da Royal Academy of Dance. “Até o final do mês, estão previstas diversas atividades voltadas para a campanha, como oficinas de saúde, ações do Demed e audiências públicas”, diz a publicação.

SAÚDE NA IMPRENSA
Ministério da Saúde – Saúde libera mais R$ 26 milhões para ampliar a assistência em Curitiba

Ministério da Saúde – Ministério da Saúde anuncia reforço de brasileiros no Mais Médicos

Ministério da Saúde – Rio Grande do Sul registra 144 doadores efetivos no primeiro semestre de 2017

Ministério da Saúde – Paraná registra 203 doadores efetivos no primeiro semestre de 2017

ANS – ANS vai regulamentar compartilhamento de riscos na saúde suplementar

ANS – Simpósio sobre economia, regulação e saúde suplementar

Anvisa – Lote de álcool gel da Additi Cosméticos é suspenso

Anvisa – Confira cosméticos e saneantes proibidos na segunda-feira

Anvisa – Produto asséptico é suspenso por alteração de cor

Anvisa – Anvisa vai rever metodologia para inspeções internacionais

Anvisa – Álcool e enxaguatório bucal têm lotes retidos

Anvisa – Restituídas taxas de fiscalização de CBPF

Anvisa – Vigilânciaidentifica máscara redutora falsificada

Conitec – MEDIA DOCTOR é tema do CONITEC em Evidência

Fiocruz – Ensp abre inscrições para o Curso de Atualização sobre Cuidados Paliativos

Fiocruz – Fiocruz apoia o projeto inovador implementado por Naomar de Almeida Filho na UFSB

Inca – OMS diz que não se envolverá com fundação de combate ao tabagismo financiada pela Philip Morris

Inca – Países das Américas se comprometem a criar espaços livres de cigarro até 2022

Câmara dos Deputados – Comissão sobre inovação em medicamentos tem audiência nesta tarde

Câmara dos Deputados – Outubro Rosa tem programação especial na Câmara

Senado Federal – Novas normas podem prejudicar usuários de planos de saúde, dizem especialistas

Câmara dos Deputados – Comissões debatem segurança e medicina do trabalho

Senado Federal – Nota sobre o estado de saúde do senador Romero Jucá

Câmara dos Deputados – Implementação de lei que dá 60 dias para início de tratamento contra câncer é tema seminário

Folha de S.Paulo – Psicólogo cria ‘kit de reparo’ para descontentamento no casamento

Folha de S.Paulo – Cláudia Collucci – ‘Culpa’ por custo crescente na saúde opõe planos, hospitais e indústria

Folha de S.Paulo – Mercado Aberto – Reunião da ANP sobre conteúdo local ocorrerá sob ameaça de judicialização

Folha de S.Paulo – Opinião: Leandro Fonseca – Pelo debate sobre financiamento da assistência à saúde

G1 – Pacientes reclamam de atrasos em exames de radioterapia em Bauru

O Globo – Entenda a pesquisa que ganhou o Nobel de Medicina de 2017

O Globo – Estudo explica como o sono ajuda o cérebro a se reorganizar

O Estado de S.Paulo – Hospitais e farmacêuticas culpam falta de prevenção por alta de custos

Valor Econômico – Judicialização e o direito à saúde

Diário de Notícias – Novas normas podem prejudicar usuários de planos de saúde, dizem especialistas

Blog Marcio Antoniassi – Luta pela vida, reforço da desigualdade ou gasto desenfreado? A difícil equação da judicialização da saúde

Panorama Farmacêutico – Medicamentos são vendidos até 90% mais baratos em farmácias credenciadas

Segs – Maternidade Pro Matre Paulista investe em seu serviço de Medicina Fetal

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