CERCADO POR POLÊMICAS, ETÍOPE É O PRIMEIRO AFRICANO A ASSUMIR A OMS

//CERCADO POR POLÊMICAS, ETÍOPE É O PRIMEIRO AFRICANO A ASSUMIR A OMS

Pela primeira vez, a Organização Mundial da Saúde (OMS) será dirigida por um africano. Conforme destaca reportagem publicada pelo jornal O Estado de S.Paulo, na terça-feira (23), o etíope Tedros Adhanom Ghebreyesus foi eleito para a direção da agência mundial da saúde. O Brasil e os países emergentes, em peso, votaram a seu favor. “Ministro etíope, ele concorria contra o inglês David Nabarro e a paquistanesa Sania Nishtar. Mas o africano estava sendo duramente criticado por ativistas de direitos humanos e ONGs. Seu país é um dos regimes autoritários do continente africano e Adhanom foi seu chanceler de 2012 a 2016. Antes, foi ministro da Saúde”, relata a publicação. Ao Estadão, o ministro da Saúde, Ricardo Barros, explicou que a opção do Brasil pelo africano foi baseada em sua visão para a OMS. A reportagem apurou que o governo espera que o etíope abra vagas na direção da entidade para brasileiros. Também teria interessado ao Brasil sua intenção de descentralizar o poder da agência, permitindo que iniciativas regionais, como a OPAS, assuma parte do trabalho. Outro ponto que interessa ao Brasil é o de manter a influência na África e, para isso, precisa também mostrar solidariedade com candidatos para postos internacionais, afirma a reportagem. Na segunda-feira (22), os países lusófonos assinaram uma carta conjunta solicitando que o português seja incluído como língua de trabalho na OMS.

Denúncias por entidades

O Estadão ressalta também que o africano foi alvo de ataques durante a campanha. Entidades como a Human Rights Watch o recriminam por fazer parte do núcleo duro do regime autoritário da Etiópia, acusado de violações de direitos humanos e repressão pela própria ONU. Um grupo de 20 entidades escreveu para a OMS pedindo que seu nome não fosse considerado. Sua campanha ainda contou com acusações de que ele tentou abafar três epidemias de cólera, enquanto foi ministro da Saúde. “Documentos obtidos pelo Estadão ainda revelam que o Fundo Global para Aids, Tuberculose e Malária constatou irregularidade nos recursos que enviou para seu ministério e ordenou que US$ 7 milhões fossem devolvidos. Um hospital que seria construído com o dinheiro da entidade internacional ainda registrou um salto nos custos de 54%”, diz a reportagem. Na contagem final de votos, o etíope Tedros Adhanom Ghebreyesus ficou com 133 dos 185 apoios possíveis. “Sua vitória ainda foi interpretada como um sinal de reprovação à atual gestão da entidade. Nabarro, que ficou em segundo lugar, era um ‘homem do sistema’, apoiado pelos funcionários da entidade e com décadas de conhecimento sobre como a instituição funcionava”, enfatiza a reportagem assinada por Jamil Chade, correspondente do Estadão.

Ministério da Saúde garante exportação de vacina da febre amarela

O site do Ministério da Saúde informa que durante a Assembleia Mundial da Saúde, em Genebra, o ministro da Saúde, Ricardo Barros, assegurou a exportação de vacinas contra a febre amarela a partir do mês de julho deste ano. Serão disponibilizadas 1 milhão de doses da vacina por mês para a exportação, totalizando 5 milhões até o final deste ano. O ministro informou ainda que, após a 19ª Campanha Nacional de Vacinação Contra a Influenza, que acaba no dia 26 de maio, o Ministério da Saúde retomará a intensificação da vacinação de febre amarela nos estados em que não havia anteriormente recomendação de vacinação. “O laboratório público Bio-Manguinhos/Fiocruz conta, atualmente, com uma produção de cerca de 6 milhões de doses mensais da vacina de febre amarela. A previsão é que, até o final deste ano, uma nova fábrica entrará em funcionamento e contribuirá com a produção de mais 4 milhões de doses por mês. Em 2018, no total, o Brasil terá capacidade de produção de 10 milhões de doses mensais”, diz a nota.

Suspensão de processos prejudica pacientes, destaca advogada

O Portal Novidade aborda determinação do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que este mês determinou a suspensão da tramitação dos processos que pedem o fornecimento de medicamentos não incorporados ao Sistema Único de Saúde (SUS). Especialista em Direito à Saúde, a advogada Claudia Nakano ressalta que a decisão do STJ prejudica diretamente os pacientes, principalmente os de menor renda, que veem nos processos judiciais a única forma de continuar seus tratamentos. “São remédios de alto custo que já eram de difícil acesso mesmo com o fornecimento do SUS. Agora, com a suspensão dos processos, esses pacientes, que tanto necessitam, ficarão sem seus remédios. É lamentável”, disse ela à reportagem. A advogada também abordou a comprovação documental da urgência, destacando que os juízes serão obrigados a cumprir a regra. “No entanto, o Código de Processo Civil prevê que os magistrados deliberem sobre questões urgentes. Cabe ao paciente e seu advogado comprovarem documentalmente a urgência da intervenção judicial, especificamente quanto à eficácia, à efetividade, à acurácia e à segurança do medicamento pedido”, enfatiza a reportagem.

SAÚDE NA IMPRENSA

Ministério da Saúde – Ministério da Saúde garante exportação de vacina da febre amarela

Ministério da Saúde – Etíope Tedros Adhanon é eleito novo diretor-geral da OMS

Ministério da Saúde – Ministro da Saúde lança nova estratégia no combate ao HIV/aids

ANS – Laboratório de Inovações e Reconhecimento de Boas Práticas sobre Segurança do Paciente tem resultado da 1ª fase

Fiocruz – Genoma de caramujo causador da esquistossomose é sequenciado

Anvisa – Água sanitária Ideal Limp não tem registro

Câmara dos Deputados – Médicos e empresários defendem certificação para óculos e lentes

Folha de S.Paulo – Operação na cracolândia foi selvageria sem paralelo, diz promotor da saúde

Folha de S.Paulo – Prefeitura de SP vai reduzir verba de postos de saúde e hospitais

O Estado de S.Paulo – Cercado por polêmicas, etíope é o primeiro africano a assumir a OMS

Correio Braziliense – Consumo de chocolate ajuda no combate a doenças cardíacas, como a arritmia

Correio Braziliense – Especialistas defendem uma avaliação mais global dos alimentos

O Globo – ‘Radar de esperma’ abre novas perspectivas para estudar a infertilidade masculina

G1 – Etíope é eleito novo diretor da Organização Mundial da Saúde?

Monitor Digital – Indústria de seguros da China é solvente, diz órgão regulador

Portal Novidade – Suspensão de processos prejudica pacientes que precisam de medicamentos de alto custo que estejam fora da lista do SUS

Sala de Notícias – Pacientes com asma grave podem participar de pesquisa para tratamento em Blumenau

Sul 21 – Única unidade da Farmácia Popular em Porto Alegre está prestes a fechar

Folha Acadêmica – Jantar ou lanchar tarde aumenta os riscos de desenvolver câncer de mama, afirma estudo

Plox – Integrative oferece exame que diagnostica várias doenças em apenas dois minutos

Agência da Notícia – Mato Grosso precisa ampliar número de doadores de medula óssea

MaxPress – Rugas verticais na testa são influenciadas pela posição de dormir; veja como tratar

Marcio Antoniassi – Cientistas estudam fungos da Antártica em busca de medicamento contra dengue

Portal Correio – Suspensos lotes de medicamentos para tratar micoses e esquizofrenia

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