CÂMBIO DESTRAVA MERCADO DE GRÃOS

//CÂMBIO DESTRAVA MERCADO DE GRÃOS

A crise política derivada da delação dos irmãos Batista provocou uma reviravolta na comercialização de grãos no país. De acordo com o jornal Valor Econômico, até meados da última semana, a grande preocupação dos produtores era onde guardar o milho da segunda safra – a safrinha -, uma vez que as vendas da colheita recorde de soja aconteciam em ritmo lento. Mas a queda do real em relação ao dólar após a divulgação das delações deu novo ânimo à comercialização da oleaginosa. Esse terremoto político acontece no momento em que a colheita da safrinha de milho começa a evoluir com maior velocidade em Mato Grosso, Estado que lidera a produção nacional do cereal. Como o dólar mais forte acelerou o escoamento de soja – cuja produção também é liderada pelos mato-grossenses -, a tendência de colapso no sistema de armazenagem de grãos, que ficava cada dia mais nítida, perdeu força. Analistas como Victor Ikeda, do Rabobank, diz ao Valor Econômico que os produtores estavam mesmo à espera de algum “evento” que pudesse elevar os preços dos grãos e, assim, destravar as vendas.

J&F oferece R$ 4 bi em leniência e aguarda para vender ativos

A holding J&F, da família Batista, está focada no fechamento do acordo de leniência com o Ministério Público Federal e avalia que essa é uma pré-condição para que possa deslanchar um processo de venda de ativos, de acordo com uma fonte familiarizada com o assunto. Conforme publicou o Valor Econômico nesta quinta-feira (25), o empresário Wesley Batista foi a Brasília negociar pessoalmente o acordo com os procuradores na quarta-feira (24). Até então, as conversas vinham sendo conduzidas por advogados do grupo. No fim da tarde, a J&F ofereceu pagar R$ 4 bilhões de multa, proposta que foi rejeitada pelo MPF-DF, que vem exigindo R$ 11,169 bilhões em valor presente, a serem desembolsados em dez anos. Ainda não se sabe sobre quais empresas recairá o pagamento, mas nas conversas os representantes da J&F expressaram preocupação de que a multa não recaia sobre acionistas minoritários e fique a cargo dos controladores – ou seja, na holding J&F. Embora tenham desistido de tentar levar a Alpargatas ao Novo Mercado – decisão anunciada na terça-feira (23) -, os Batista ainda não iniciaram o processo de venda da fabricante das Havaianas, segundo apurou o Valor, e o mandato da operação ainda não foi dado a nenhuma instituição.

Crise na concorrente favorece a BRF

O inferno astral da BRF pode ter chegado ao fim de maneira inesperada. Após reportar prejuízos inéditos nos últimos trimestres e perder R$ 24,7 bilhões em valor de mercado desde 2015, a companhia voltou ao radar dos investidores por causa da crise que abalou a JBS, a maior rival. Desde a divulgação da delação premiada dos irmãos Batista, a BRF ganhou já R$ 2,5 bilhões em valor de mercado e suas ações registraram na segunda-feira a maior alta – 6,06% – desde julho de 2016. A expectativa de fontes próximas à BRF ouvidas pelo Valor Econômico é de que, além da atrair investidores, a empresa também possa ser favorecida no varejo. A situação pode representar uma oportunidade para que a dona das marcas Sadia e Perdigão recupere parte do espaço perdido recentemente para a Seara, marca da JBS. No varejo, a BRF poderá reforçar sua atuação, especialmente no pequeno varejo.

Temendo boicote, varejo busca produtos alternativos à JBS

As principais redes de varejo do país já iniciaram uma espécie de alerta na indústria de alimentos em razão da crise da JBS e buscam, entre os concorrentes da empresa, produtos alternativos para repor as gôndolas. A avaliação é que a crise do grupo — deflagrada depois que a delação de Joesley Batista envolveu o presidente Michel Temer — pode ter impacto na percepção dos consumidores. O jornal O Globo destaca que de acordo com executivos dos principais supermercados, os concorrentes da companhia já foram avisados para aumentar a produção. O medo é que o boicote às marcas do frigorífico — como Friboi, Seara e Vigor, entre outras — aumente e se reflita nas vendas dos varejistas. Nas conversas, as redes já contataram, na área de carne in natura, os frigoríficos Minerva e Marfrig, ambos com atuação nacional. Para a Região Norte, o alerta foi dado ao Frigon. Na Região Centro-Oeste, a conversa envolveu o Frigol. No segmento de carnes processadas, BRF, dona de Sadia e Perdigão; Aurora e cooperativas do Paraná e Santa Catarina já foram avisadas para aumentar a produção. Procurada pelo Globo, a JBS informou “que as operações em suas 300 fábricas em cinco continentes continuam no seu ritmo normal”.

 

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Valor Econômico – Câmbio destrava mercado de grãos 

Valor Econômico – Crise na concorrente favorece a BRF 

Valor Econômico – Turbulências paralisam vendas de boi 

Valor Econômico – J&F oferece R$ 4 bi em leniência e aguarda para vender ativos 

O Globo – Temendo boicote, varejo busca produtos alternativos à JBS

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