CADE RECOMENDA IMPUGNAÇÃO DE FUSÃO ENTRE MONSANTO E BAYER

//CADE RECOMENDA IMPUGNAÇÃO DE FUSÃO ENTRE MONSANTO E BAYER
A superintendência-geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) recomendou que a compra da norte-americana Monsanto pela alemã Bayer seja impugnada pelo tribunal da autarquia, de acordo com parecer divulgado nesta quarta-feira (4) no Diário Oficial da União. Conforme a Folha de S.Paulo, o órgão avaliou que as alegadas eficiências da operação são insuficientes para compensar prováveis efeitos anticompetitivos, e disse que as preocupações identificadas demandam uma “solução de caráter estrutural”. A compra da Monsanto pela Bayer por US$ 66 bilhões, anunciada em setembro de 2016, cria a maior companhia integrada de pesticidas e sementes do mundo. Em nota, a Bayer disse que o parecer do Cade “não significa reprovação da operação”. “É um passo normal dentro do processo de revisão de casos internacionais mais complexos e que permite ao Cade mais tempo para esclarecer dúvidas e discutir remédios adequados para sanar por completo suas preocupações. As partes estão e continuarão cooperando com o Cade a fim de obter a aprovação da transação o mais breve possível.” O CEO da Monsanto, Hugh Grant, também disse que a preocupação do Cade é um “passo normal” no processo.

União de gigantes

Folha frisa ainda que agências reguladoras do Brasil, Estados Unidos e Europa estão trabalhando juntas para assegurar que a combinação das duas empresas não ameace o equilíbrio do mercado. “No Brasil, grupos que se opõem ao acordo pediram ao Cade para bloquear a transação ou forçar desinvestimentos, incluindo a tecnologia de soja geneticamente modificada Intacta RR2 IPRO da Monsanto e o negócio de herbicidas que contenham o glufosinato de amônio da Bayer. Na última semana, o presidente para América do Sul da Monsanto, Rodrigo Santos, disse, no entanto, que a companhia quer manter a tecnologia Intacta após a fusão com a Bayer”, destaca a reportagem.

Avanço do agronegócio no Brasil depende de tecnologia na gestão

O próximo passo para o avanço do agronegócio no Brasil é a aplicação da tecnologia na gestão das propriedades, afirma João Adrien, diretor da Sociedade Rural Brasileira (SRB). “Hoje usamos tecnologia para produção e o próximo passo é usar essa tecnologia para gestão, para que consigamos planejar em longo prazo”, disse ele durante 6º Fórum Nacional de Agronegócios, realizado em Campinas, no interior de São Paulo. Adrien participou de um debate sobre governança e sucessão no agronegócio durante o evento. Reportagem do Estadão afirma que para o representante, a questão do gerenciamento das propriedades ainda é um obstáculo para o desenvolvimento do setor no Brasil e a tecnologia pode auxiliar na questão. “De fato temos essa revolução acontecendo”, afirmou sobre as inovações no campo. “Hoje, funcionário cumprimenta o patrão pelo drone”, disse. O diretor executivo de produtos e negócios do Sicred, Cidmar Stoffel, acrescentou que as plataformas digitais têm auxiliado à aproximação do jovem ao campo e que isso facilita as sucessões.

Avança o plano para tornar o país livre de aftosa sem vacinação

O Ministério da Agricultura divulgou que está intensificando reuniões com os governos dos Estados do Norte do país para definir as medidas necessárias para o fim da vacinação do rebanho bovino contra a febre aftosa a partir de 2019. O Valor Econômico enfatiza que a Pasta quer que o país seja considerado livre da doença sem vacinação em 2023. As ações integram o Plano Nacional de Erradicação da Febre Aftosa (PNEFA). Segundo o diretor do Departamento de Saúde Animal do Ministério, Guilherme Marques, nos dias 23 e 24 deste mês será realizada, em Porto Velho, a primeira reunião com os Estados de Rondônia e Acre, além de Amazonas e Mato Grosso – que compõem, com Bolívia e Peru, o bloco 1 do PNEFA. “O bloco não engloba necessariamente o Estado inteiro. Pode ser apenas parte dele”, afirma Marques em nota. No bloco 2, a reunião será em Manaus, dias 7 e 8 de novembro. Integram esse grupo os estados de Amazonas, Amapá, Pará e Roraima, além de Mato Grosso, Goiás e Tocantins. Já o bloco 3 se reunirá dias 21 e 22 de novembro, em Natal. Integram o bloco Alagoas, Ceará, Maranhão, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco e Piauí, além de Tocantins, Sergipe e Bahia. As reuniões dos blocos 4 e 5 ficarão para 2018. Na última semana, houve um encontro em Rondônia para definir as atribuições de cada Estado e dos países fronteiriços. “O Ministério da Agricultura tem realizado auditorias para detectar os pontos vulneráveis nas áreas de pessoal, gestão e infraestrutura de cada Estado. O trabalho já foi feito no Acre e está sendo concluído em Rondônia”, diz o Valor.

NA IMPRENSA

Mapa – Mapa aprova Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa

MMA – Edital de apoio à compostagem é prorrogado

MMA – Ministério aprimora técnicas de biorremediação na Antártica

MMA – Fundo Clima divulga novas regras

MMA – Ministério reforça articulação na Amazônia

Anvisa – Agrotóxicos em fitoterápicos: prazo perto do fim

Ibama – Ibama e PF realizam operação de combate a fraudes em sistema de controle florestal em MT

Câmara dos Deputados – Lentidão na regularização fundiária na Amazônia piora conflitos agrários, dizem debatedores

Folha de S.Paulo – Cade recomenda impugnação de fusão entre Monsanto e Bayer

Folha de S.Paulo – Incra restringe recursos para assentamentos rurais

Folha de S.Paulo – Vaivém das Commodities – Mudanças no setor de açúcar trazem emoções ao mercado, afirma banco

G1 – Superintendência do Cade recomenda impugnação de fusão entre Monsanto e Bayer

O Estado de S.Paulo – Internet das coisas pode gerar US$ 200 bilhões para o País em 2025

O Estado de S.Paulo – Sarney Filho diz que governo vai vetar emendas em projeto de licenciamento ambiental

O Estado de S.Paulo – Avanço do agronegócio no Brasil depende de tecnologia na gestão

Valor Econômico – Avança o plano para tornar o país livre de aftosa sem vacinação

Valor Econômico – Exportações de carne de frango registraram pequena alta em setembro

Valor Econômico – Adama conclui fusão com a chinesa Hubei Sanonda

Valor Econômico – Chuvas em Goiás geram perdas para produtores de tomate

Valor Econômico – Estoques elevados e importação evitam alta do arroz no país

Valor Econômico – Usinas do Nordeste apostam em etanol

Valor Econômico – Certificado valoriza pecuária do Pantanal

Valor Econômico – Cerealistas terão nova linha para armazéns

Valor Econômico – Camil recebe multa de R$ 270,12 milhões da Receita Federal

Valor Econômico – Repasse à irmã de político foi para comprar matéria-prima, diz Minerva

Valor Econômico – Lucro líquido da Monsanto é de US$ 2,26 bilhões no ano fiscal 2017

Valor Econômico – CGU identifica fraudes em dois terços dos benefícios de seguro-defeso

Notícias Agrícolas – Argentina aumentou 62,8% as importações de carne suína no primeiro semestre de 2017

Notícias Agrícolas – Soja: Mercado em leve alta. Suporte segue sendo testado, por Miguel Biegai da OTCex Group

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