BRASIL REALIZA POUCOS TESTES CLÍNICOS DE MEDICAMENTOS EM HUMANOS

//BRASIL REALIZA POUCOS TESTES CLÍNICOS DE MEDICAMENTOS EM HUMANOS
Reportagem do jornal Folha de S.Paulo apresenta o caso do aposentado Zeferino Mário de Jesus, de 82 anos, que lutava contra o câncer na próstata há mais de 10 anos quando, em 2015, descobriu um novo tumor no pulmão, com metástase nos ossos e no cérebro. A equipe que o atendia na Beneficência Portuguesa de São Paulo indicou uma nova droga, que já era liberada no país. Mas, por não ser a primeira opção de tratamento, o plano de saúde recusou-se a cobrir os custos. A família assumiu todo o gasto. “Após um ano o medicamento parou de fazer efeito, os médicos então sugeriram que ele participasse de um grupo de testes de uma droga, a Tagrisso, fizemos a tentativa, tudo é monitorado e controlado, qualquer remédio ingerido é anotado e meu pai é submetido a exames de acompanhamento frequentes”, conta Marcelo, filho de Zeferino. “Participar de grupos de testagem é bom para os pacientes, para a ciência e para o país. O paciente ganha acesso a tratamentos de ponta, a pesquisa avança e a instituição que realiza o estudo é remunerada para isso”, diz Murilo Buso, 48, oncologista do Centro de Câncer de Brasília.

Projeto de lei quer estimular pesquisas no país

Conforme a reportagem da Folha de S.Paulo, o diretor-presidente da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), Jarbas Barbosa, 59, diz que, “seguramente, participamos menos do que deveríamos”, mas afirma que o regulamento de 2015 da agência estipula prazos menores, de até 90 dias, para a aprovação de estudos clínicos. A publicação destaca que novos medicamentos raramente são desenvolvidos no Brasil. “Sair do laboratório para os grupos de testes em humanos requer dinheiro e estrutura física e operacional. Há ainda o tempo de aprovação dos grupos por parte da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e dos comitês de ética”, diz a reportagem. A Folha ainda cita o exemplo do oncologista Fábio Franke, do Hospital de Caridade de Ijuí, no Rio Grande do Sul, que coordena atualmente 125 testes. A instituição, que tem 90% de sua verba vinda do SUS, recebe pelos estudos. Franke participou da elaboração do projeto para regulamentar as pesquisas clínicas no país (PLS 200/2015), que já tramitou no Senado e está em discussão na Câmara dos Deputados. “A simples discussão já é um avanço, mostra uma mudança de mentalidade sobre as pesquisas”, afirmou Paulo Hoff, diretor do Icesp (Instituto do Câncer do Estado de São Paulo Octavio Frias de Oliveira).

Pacientes de câncer têm direito a benefícios como isenção de tributos

A legislação brasileira assegura direitos aos pacientes que têm câncer, tais como a reconstrução mamária, a isenção de tributos, a gratuidade de tarifas de transporte público e o saque do FGTS e do PIS/Pasep. No fórum “A Jornada do Paciente com Câncer”, promovido pela Folha de S.Paulo, com patrocínio da Bristol-Myers Squibb, foi destacado que alguns desses direitos, como a isenção do imposto de renda e do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados), estão previstos em normas federais e valem em todo o país. “Outros, como a isenção do IPVA (Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores) e a gratuidade de tarifas de transporte público, dependem de leis locais e só são aplicáveis em alguns Estados ou cidades. No geral, para que os direitos sejam reconhecidos, basta que o paciente se dirija aos órgãos públicos e apresente laudos médicos que comprovem a doença. O tempo necessário para obtenção do benefício varia caso a caso”, diz o texto.

Um em cada dez jovens brasileiros sofre de hipertensão arterial

De acordo com o jornal Correio Braziliense, dados do Ministério da Saúde mostram que cerca de 10% da população brasileira entre 25 a 34 anos tem o diagnóstico de hipertensão arterial. Na faixa etária dos 35 aos 44 anos, esse índice sobe para 19%. “O aumento da incidência de hipertensão entre jovens está muito relacionada à obesidade e ao sedentarismo, que estão crescendo no Brasil. Como a doença costuma ser assintomática, principalmente entre os jovens, muitos demoram a descobrir”, diz Roberto Kalil Filho, diretor do Centro de Cardiologia do Hospital Sírio-Libanês. Com um dos focos na população jovem, o hospital lançou um serviço especializado e uma campanha por ocasião do Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão Arterial, celebrado na quarta-feira (26).

SAÚDE NA IMPRENSA
Câmara dos Deputados – Debatedores destacam importância de plano de longo prazo para a saúde

Câmara dos Deputados – Encontro em Palmas discute atribuições de agentes de saúde

Anvisa – Serviços de vacinação estão em consulta pública

Folha de S.Paulo – Hospital de câncer no centro de SP desativa andar por falta de verba

Folha de S.Paulo – Imunoterapia avança contra câncer de pulmão e melanoma

Folha de S.Paulo – Brasil realiza poucos testes clínicos de medicamentos em humanos

Folha de S.Paulo – Paciente do SUS demora dois anos para confirmar suspeita de câncer

Folha de S.Paulo – Pacientes de câncer têm direito a benefícios como isenção de tributos

Correio Braziliense – Um em cada dez jovens brasileiros sofre de hipertensão arterial

O Globo – Cientistas desenvolvem útero artificial para ajudar bebês prematuros

G1 – Nº de leitos pediátricos de internação cai 77% em hospitais de Americana e cidade fica sem UTI infantil

G1 – Exame de sangue detecta ressurgimento de câncer com 1 ano de antecedência

GR News – Entidades pedem tratamento para câncer de mama metastático no SUS

Pautas Incorporativa – Terapia com ventosas é nova opção de tratamento estético

Blog Angelo Rigon – “Não entende nada de saúde”

Portal Correio – Fiocruz solta mosquitos de laboratório em Niterói para combate à dengue

O Nortão – Bebês em aleitamento materno não estão recebendo vitamina D suficiente

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