ANS RECUSA INCORPORAR 6 PROCEDIMENTOS PARA USUÁRIOS DE PLANOS DE SAÚDE

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A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) recusou incorporar seis exames e técnicas cirúrgicas no rol de procedimentos mínimos, uma lista de serviços obrigatórios que planos de saúde devem oferecer para seus usuários. É o que informa o Estadão. A sugestão era garantir o acesso a novas técnicas de laparoscopia e novas possibilidades para o uso do PET CT, exame indicado para pacientes que têm ou tiveram câncer, mas a sugestão foi negada. A justificativa dos diretores para a recusa é de que não havia estudo que mostrasse que o investimento teria o retorno esperado, chamado de custo-efetividade. Também foi argumentado que alguns dos exames não tinham cobertura em todo o País, o que acarretaria um aumento de ações na Justiça. Durante reunião, realizada na última segunda-feira (23), a equipe técnica da ANS não escondeu a indignação ao notar o desfecho da reunião e a recusa das recomendações. Em nota, a ANS afirma que não houve rejeição do parecer da área técnica. “A proposta apresentada não continha as informações e a fundamentação necessárias para a tomada de decisão dos diretores, inclusive com vistas a proteger a saúde dos beneficiários”, justificou a agência.

Agência apresenta cálculo com acréscimo de despesas

A assessoria técnica da ANS apresentou estudos que mostravam o impacto orçamentário da inclusão das novas técnicas. O Estadão destaca ainda que de acordo com a equipe, os dados indicavam que a incorporação deveria ser feita e não trariam impacto significativo para operadoras. O cálculo indicava que a adoção das técnicas traria um acréscimo de despesas de 0,84%. A equipe alertou que dados eram superestimados. Não havia sido incluída na conta a economia com dias de internação ou com a dispensa da realização de novos exames. A equipe argumentou ainda que estudos de custo-efetividade, cobrados por parte dos diretores, não estão disponíveis para todos os procedimentos e, além disso, não são usados em todas as agências reguladoras. A justificativa foi desconsiderada. Atualmente, o exame PET CT tem nove indicações na saúde suplementar. A sugestão era ampliar essa lista, oferecendo também para acompanhamento de pacientes com câncer de tireoide e para epilepsia refratária. Parte dos diretores da agência criticou o fato de o exame não estar disponível em todo o País. “A ANS afirmou que, no novo rol, 18 itens serão incorporados. A nova lista passará a valer a partir do próximo ano. Durante a reunião, foi acertada ainda a formação de um grupo de trabalho para avaliar a inclusão de novas terapias”, ressalta a reportagem.

Setor de saúde pode ter mais consolidação se CVS comprar a Aetna

A proposta da CVS Health Corp, rede de farmácias nos Estados Unidos, para comprar a empresa de seguro-saúde Aetna deslancharia uma onda de negócios semelhantes no setor de cuidados com a saúde, dizem analistas. De acordo com o Valor Econômico, o “The Wall Street Journal” informou que a CVS fez uma oferta para comprar a Aetna por US$ 66 bilhões. A proposta fez analistas e investidores especularem sobre que companhias do setor de saúde poderiam negociar fusões. Analistas dizem que outras empresas poderiam seguir o modelo da operação CVS-Aetna. Comprando a Aetna, a CVS avançaria no segmento de serviços de cuidados com a saúde, aumentaria o seu braço de administração de benefícios ligado a farmácias e teria uma nova forma de incentivar os consumidores a fazerem compras em suas lojas. Analistas do banco de investimentos Leerink apontam a seguradora Anthem como outra empresa que poderia fechar negócio se a operação CVS-Aetna for fechada. A Express Scripts, que tem administrado o braço de benefícios para farmácias da Anthem, tem buscado diversificar seus negócios e foi surpreendida pelo anúncio da Anthem de que lançaria sua operação própria de farmácias. “Leerink disse ainda que a Anthem poderia lançar um acordo com o UnitedHealth Group dono da OptumRx [e dono da Amil, no Brasil], ressalta o texto.

Novo exame para câncer de próstata promete reduzir biópsias desnecessárias

Um novo exame que chegou nos laboratórios brasileiros é capaz de avaliar com mais precisão o risco de um paciente ter câncer de próstata e pode reduzir em até 30% o número de biópsias desnecessárias. O exame tradicional para diagnosticar esse tipo de tumor detecta a quantidade de PSA no sangue, uma proteína produzida pela glândula próstata. Quando o câncer está presente, a próstata produz uma quantidade aumentada de PSA. Porém, um exame positivo não significa que o paciente necessariamente tem o tumor, já que outras condições ou problemas de saúde podem também aumentar a concentração da proteína do sangue. Por isso, quando o resultado é positivo, o médico deve excluir outras possíveis causas que justifiquem o aumento de PSA antes de indicar uma biópsia ao paciente. O Correio Braziliense enfatiza que o novo teste, chamado de exame de próstata phi ou índice de saúde da próstata (phi) acrescenta outro marcador: p2PSA, uma fração do PSA. O exame novo, assim como o tradicional, usa anticorpos que reagem especificamente a cada marcador. Um exame que avalia o PSA livre e o PSA total tem um índice de acerto de cerca de 60%. Quando o p2PSA é adicionado ao teste, o índice passa a ser 90%. “O exame da próstata phi porém não vai substituir o exame PSA tradicional. Ele servirá como um complemento. Esses são os exames que apresentam melhor custo-benefício para a população. O exame phi está disponível em alguns laboratórios brasileiros e custa cerca de R$ 700”, afirma parte do texto.

SAÚDE NA IMPRENSA
Anvisa – Proibida a venda da Água Facial Mentolada Channet

Anvisa – Participe de consulta sobre medicamentos de referência

Anvisa – Anvisa visita empresa de Instituto de Biofabricação

ANS – Workshop Promoprev reunirá operadoras de planos de saúde em Manaus

Fiocruz – Câmara Técnica de Cooperação Internacional da Fiocruz faz sua nona reunião

Inca – INCA publica artigo sobre o Outubro Rosa e alerta para a prevenção primária do câncer de mama

ALESP – Palestra sobre câncer de mama em Lins

ALESP – Melhorias no atendimento em nefrologia

Câmara dos Deputados – Comissão permite dedução de despesas com medicamentos de IR de idosos

Senado Federal – CAS vota projeto que torna fraude em lista do SUS improbidade administrativa

Correio Braziliense – Novo exame para câncer de próstata promete reduzir biópsias desnecessárias

Correio Braziliense – Crianças propensas a asma podem se beneficiar da companhia de um pet

Correio Braziliense – Especialistas alertam sobre a importância da vacinação contra o HPV

Folha de S.Paulo – Febre amarela viajou por ‘corredor verde’ de MG a SP, diz especialista

Folha de S.Paulo – Vida moderna e pouco tempo ao ar livre são raízes do ‘boom’ de miopia

Folha de S.Paulo – Julio Abramczyk – Resposta rápida pode prevenir surto de febre amarela

Folha de S.Paulo – Italiano é condenado por infectar 32 mulheres e um bebê com HIV

G1 – Alzheimer pode estar associado com problemas no metabolismo, diz pesquisa

G1 – O que é a Síndrome da Resignação, a misteriosa doença que só ocorre na Suécia

G1 – Por que o Brasil escapou ileso da droga que virou epidemia nos EUA e na Europa

O Estado de S.Paulo – Câmara Técnica de Cooperação Internacional da Fiocruz faz sua nona reunião

O Estado de S.Paulo – SP estuda fracionar vacina de febre amarela caso demanda não se reduza

O Estado de S.Paulo – Mais dois macacos têm teste positivo para febre amarela em SP

O Estado de S.Paulo – Mais dez macacos são achados mortos com febre amarela em Jundiaí

O Estado de S.Paulo – Até igreja vira posto de vacina em São Paulo

O Globo – Quase metade das alergias alimentares surge na vida adulta

Valor Econômico – Ex-executivos da Dasa abrem laboratório para baixa renda

Valor Econômico – Novos modelos de gestão pública da saúde

Valor Econômico – Setor de saúde pode ter mais consolidação se CVS comprar a Aetna

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