PRESSÃO SOBRE PREÇO DE MEDICAMENTOS EXTINGUIRÁ FARMÁCIA POPULAR, DIZ SETOR

//PRESSÃO SOBRE PREÇO DE MEDICAMENTOS EXTINGUIRÁ FARMÁCIA POPULAR, DIZ SETOR
A proposta inicial do governo para diminuir os preços de medicamentos do Farmácia Popular representa uma redução média de 38% do que é pago hoje aos varejistas. De acordo com a coluna Mercado Aberto da Folha de S.Paulo, para um representante do setor, que esteve em uma reunião no começo deste mês entre o Ministério da Saúde e farmácias, se a queda de preços for implementada, o programa chegará ao fim. “Os valores que os lojistas recebem pelos produtos já são baixos e estão no limite. Se caírem mais, darão prejuízo, e as empresas não vão vendê-los”, afirma. O corte também afeta a indústria, pois o Ministério da Saúde ressarce as lojas com um valor fixo por remédio, e elas buscam fornecedores que vendem abaixo disso. “Foi o início da discussão, as negociações continuam”, considera Renato Teixeira Lima, diretor da área farmacêutica do ministério. A proposta é baseada em valores de mercado. “Ao preço médio de venda da indústria, somamos 30% de margem do varejo e 5% de taxa de logística, que é o usual”, diz. Essa lógica de remuneração pressupõe uma cadeia de vendas antiquada, diz Nelson Mussolini, presidente do Sindusfarma. “A proposta inicial do governo não é homogênea: há produtos cujos preços cairiam 60%, outros, 12%”, afirma a coluna.

Farmacêuticas desenvolvem novas terapias contra a hemofilia

Reportagem da Folha de S.Paulo ressalta que entre as novas soluções para tratar a hemofilia, está em desenvolvimento o emicizumab, remédio da Roche feito a partir de anticorpos monoclonais que funcionam como substitutos diretos para o fator 8, dando andamento à chamada cascata da coagulação. A injeção do fármaco promete ser feita de modo subcutâneo e durar uma semana inteira. O resultado do estudo de fase três do medicamento foi apresentado em um congresso internacional da área em Berlim em julho. Como é um produto artificial, produzido por engenharia genética, é menor o risco de rejeição por parte do corpo humano. Pode representar uma solução para os pacientes que desenvolvem inibidores, explica o coordenador da pesquisa, Johannes Oldenburg, da Universidade de Bonn (Alemanha). Entre os 109 pacientes adultos que desenvolveram inibidores ao tratamento regular de hemofilia, observou-se uma redução de 87% no número de sangramentos. Guilherme Genovez, que coordenou a área de sangue e hemoderivados do Ministério da Saúde de 2007 a 2013, diz acreditar que a aplicação de fator 8, como conhecemos hoje, vai ser ultrapassada em “cinco ou dez anos”. “Genovez também argumenta que a terapia gênica, cuja pesquisa ainda é incipiente, é o que permite vislumbrar a cura do defeito genético que causa a hemofilia”, destaca a notícia.

Cientistas criam novos anticorpos capazes de atacar até 99% dos tipos de HIV

Cientistas criaram um anticorpo que ataca 99% das cepas de HIV e pode prevenir a infecção em primatas. Ele foi desenvolvido para atacar três partes críticas do vírus – tornando mais difícil para ele resistir aos seus efeitos. O trabalho é resultado de uma parceria entre o Instituto Nacional de Saúde (NIH) dos Estados Unidos e a empresa farmacêutica Sanofi. É o que informa a Folha de S.Paulo. A Sociedade Internacional de Aids classificou a pesquisa como um “avanço emocionante”. Os testes com humanos para tentar prevenir ou tratar a infecção começarão em 2018. Após anos de infecção, um pequeno número de pacientes desenvolve armas poderosas chamadas “anticorpos de ampla neutralização”, que atacam algo fundamental para o HIV e podem matar grandes extensões de cepas do vírus. Diante disso, pesquisadores têm tentado usar anticorpos de ampla neutralização como forma de tratar o HIV ou prevenir a infecção antes de tudo. O estudo, publicado na revista científica “Science”, combina três anticorpos desse tipo em um “triplo anticorpo específico” ainda mais poderoso. “Eles são mais potentes e têm uma amplitude maior do que qualquer anticorpo natural que tenha sido descoberto”, disse à BBC Gary Nabel, diretor científico da Sanofi e um dos autores do estudo. Os anticorpos mais fortes que se desenvolvem naturalmente atingem 90% das cepas de HIV. “Estamos conseguindo cobertura de 99% e com concentrações muito baixas do anticorpo”, afirmou Nabel. “Esse estudo traz um avanço emocionante”, diz a professora Linda-Gail Bekker, presidente da Sociedade Internacional de Aids. “Esses anticorpos superdesenvolvidos parecem ir além do natural e podem ter mais aplicações do que imaginamos até agora”, acrescenta Bekker.

HIV e sífilis preocupam apesar dos tratamentos

O tratamento da sífilis e do HIV é oferecido gratuitamente pelas autoridades da saúde em centros de atendimento de DST (doenças sexualmente transmissíveis). A presença da reinfecção por sífilis, entretanto, vem sendo assinalada de forma preocupante, assim como com a presença concomitante do HIV nesses pacientes. Conforme o médico e colunista da Folha de S.Paulo Julio Abramczyk, em pesquisa publicada na “Revista de Saúde Pública”, da Faculdade de Saúde Pública da USP, Valéria Correa de Almeida e os colaboradores Maria Rita Donalisio e Ricardo Cordeiro analisam a ocorrência e a reinfecção da sífilis em adolescentes e adultos de ambos os sexos. No período entre 2004 e 2012, a sífilis representou 32,5% do total de 3.106 casos de doenças sexualmente transmissíveis tratados em um centro de referência. Praticamente 69,3% das pessoas diagnosticadas com sífilis não apresentavam sintomas ou queixas (sífilis latente). O portador dessa forma de infecção que não for tratado ainda jovem ou adulto, terá a doença evoluindo por alguns anos até a fase de neurolues ou neurossífilis, caracterizada por alterações neurológicas que podem ser confundidas com problemas circulatórios cerebrais ou em idosos com a doença de Alzheimer. “Os autores assinalam que o HIV agora é considerado uma doença crônica e estável, o que pode ter levado a uma redução nos cuidados com as DST. Por isso, acrescentam, as campanhas de prevenção da transmissão do HIV deveriam incorporar de forma agressiva a prevenção das outras infecções transmitidas sexualmente”, diz à Folha.

SAÚDE NA IMPRENSA
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Folha de S.Paulo – Farmacêuticas desenvolvem novas terapias contra a hemofilia

Folha de S.Paulo – Julio Abramczyk – HIV e sífilis preocupam apesar dos tratamentos

Folha de S.Paulo – Cientistas criam novos anticorpos capazes de atacar até 99% dos tipos de HIV

Folha de S.Paulo – Mercado Aberto – Pressão sobre preço de medicamentos extinguirá Farmácia Popular, diz setor

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