MINISTÉRIO DA SAÚDE ESTUDA RESTRINGIR ORÇAMENTO DO PROGRAMA FARMÁCIA POPULAR

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O Ministério da Saúde estuda retirar a insulina do Aqui Tem Farmácia Popular caso o preço pago pelo produto não seja reduzido. A medida faz parte de uma estratégia da pasta para restringir o orçamento do programa que beneficia mensalmente uma média de 9,8 milhões de pessoas. Pela proposta, a que o Estadão teve acesso, a distribuição do produto passará a ser feita somente nos postos de atenção básica caso não haja uma redução nos valores pagos pelo Ministério da Saúde às farmácias. Estimativas de mercado indicam que 30% do acesso à insulina no Brasil é feito por meio das farmácias credenciadas ao programa. Estão incluídos no Aqui Tem Farmácia Popular 42 produtos. Do total, 26 medicamentos (para o tratamento de hipertensão, diabetes e asma) são adquiridos pelo Ministério da Saúde e distribuídos aos pacientes de forma gratuita. Para os demais produtos, os descontos chegam a 90%. Atualmente, o investimento no programa é de R$ 2,6 bilhões. Caso nenhuma mudança seja feita, o governo estima que, para 2018, o Farmácia Popular exigiria R$ 3 bilhões. A proposta do Ministro Ricardo Barros é reduzir a base de cálculo dos remédios, o que, a princípio, traria uma economia de R$ 750 milhões. A proposta, no entanto, provocou uma forte reação do setor produtivo, que ameaça sair do programa.

Queda de braço

Estadão enfatiza ainda que a queda de braço entre a pasta e o setor da saúde ainda irá se arrastar. Questionado sobre a ameaça de debandada do programa, Barros afirmou que a negociação ainda está em curso e que aguarda resposta dos setores envolvidos. O presidente executivo da Associação Brasileira de Redes e Farmácias e Drogarias (Abrafarma), Sérgio Mena Barreto, sugere que outras mudanças sejam feitas no programa para garantir os preços atuais. Entre elas, a proposta para redução de ICMS. Como o imposto faz parte da arrecadação dos Estados, tal medida somente poderia ser possível caso houvesse anuência de secretários de fazenda. O formato mais antigo da iniciativa, as unidades próprias de farmácia, foi extinto pelo governo em junho deste ano, sob a justificativa de que ele era dispendioso e pouco eficaz. A verba que era usada no programa passou a ser rateada entre os municípios. A maior parte das pessoas atendidas pelo Aqui Tem Farmácia Popular acessa medicamentos de forma gratuita. “De acordo com a última informação do ministério, entre os medicamentos mais distribuídos estão o para controle de hipertensão e para diabetes. A prescrição médica pode ser emitida tanto por um profissional da rede pública quanto por médico que atende em hospitais ou clínicas privadas”, afirma o texto.

Vírus primos da dengue podem estar na ativa

Os recentes surtos de dengue, zika e febre amarela podem mascarar o surgimento de outras arboviroses (transmitidas por artrópodes, como mosquitos e outros insetos). A emergência dos vírus de Saint Louis e do rocio no Brasil, causadores de encefalite e meningoencefalite (infeção no cérebro e nas meninges), estão na mira dos pesquisadores. A Folha de S.Paulo ressalta que ambos são flavivírus, como o vírus da dengue. Segundo o pesquisador Luiz Tadeu Figueiredo, professor da USP de Ribeirão Preto, a epidemia pode já estar acontecendo e os casos sendo confundidos com dengue, pela semelhança dos sintomas. O risco maior é que os diagnósticos não são precisos. O alerta foi dado durante 28º Congresso Brasileiro de Virologia, realizado em Belo Horizonte, que reuniu 500 pesquisadores da América Latina. Figueiredo mostrou o resultado de um estudo que identificou uma epidemia do vírus de Saint Louis em São José do Rio Preto, distante 440 km da capital paulista. “Com o resultado inicial da pesquisa realizada em São José do Rio Preto, Figueiredo afirma já ser possível perceber que a incidência é maior em pessoas idosas. Na opinião de Figueiredo, os pesquisadores e os órgãos de saúde devem ficar alertas, pois o combate a cada vetor pode exigir medidas específicas. Com esse alerta, diz Figueiredo, o processo de desenvolvimento de uma vacina pode ser acelerado”, destaca parte da reportagem.

Uma de cada cinco mortes no mundo é associada à má alimentação

Uma de cada cinco mortes no mundo está associada à má alimentação, e o câncer mata mais agora do que há 10 anos, revela um estudo divulgado na última sexta-feira (15), que comemora, por outro lado, a maior expectativa de vida já registrada. É o que informa o jornal Correio Braziliense. Nos últimos quase 50 anos, a expectativa de vida de ambos os sexos aumentou 14 anos, de 58,4 para 72,5. Para as mulheres, chega a 75,3 anos, e para os homens, a 69,8, segundo este panorama mundial da saúde de 2016, publicado na revista médica The Lancet. Na América Latina e no Caribe, a expectativa de vida para as mulheres é de 78,9 anos, e a dos homens de 72,8. O estudo destaca o caso do Peru que, com uma longevidade feminina de 81,6 anos e masculina de 77,8, “registrou um aumento acima do se esperaria tendo em conta seu nível de desenvolvimento”. A má alimentação, particularmente a que é pobre em alimentos saudáveis como cereais, frutas, verduras, frutos secos e peixes, ou a que contém sal em excesso, está relacionada com cerca de 10 milhões de óbitos, 18,8% do total. “Entre todas as formas de desnutrição, os maus hábitos alimentares representam o maior fator de risco de mortalidade”, segundo o estudo ressalta o texto.

SAÚDE NA IMPRENSA

Ministério da Saúde – Ministro da Saúde participa do Dia D da Multivacinação em Londrina (PR) e anuncia recursos para municípios do estado

Ministério da Saúde – Londrina, Arapongas e Medianeira (PR) recebem recursos para ampliar assistência

Ministério da Saúde – Ministro da Saúde apresenta dados e ações para segurança no trânsito

Ministério da Saúde – Ministério da Saúde busca ampliar oferta do Farmácia Popular

Anvisa – Disponível plataforma de interesse de registro

Anvisa – Aberta 2ª consulta sobre estabelecimentos de saúde

Inca – Dia Mundial do Doador de Medula Óssea presta homenagem a heróis anônimos

Senado Federal – CAS fará audiência pública sobre reajustes de planos de saúde

Senado Federal – Crédito rural, profissão de agente de saúde e PEC da polícia penal são os destaques da semana

Câmara dos Deputados – Comissão debate dificuldades e desafios das pessoas com deficiência visual

Câmara dos Deputados – Comissão proíbe cobrança adicional de autoescola a pessoa com deficiência auditiva

Câmara dos Deputados – Parecer sobre licença-maternidade em partos prematuros pode ser votado na quarta-feira

Câmara dos Deputados – Câmara rejeita definição de condições para o acesso como pessoa com necessidades especiais em concurso público

Senado Federal – Audiência na CDH debaterá sugestão de lei para agilizar consultas e exames no SUS

Câmara dos Deputados – Defesa do Consumidor aprova devolução de dinheiro em serviços cancelados por causa de epidemias

Correio Braziliense – Uma de cada cinco mortes no mundo é associada à má alimentação

Correio Braziliense – Brasil é um dos países com maior cobertura de vacinação, mostra relatório

Correio Braziliense – Terapia hormonal não aumenta mortalidade, diz estudo

O Estado de S.Paulo – Ministério da Saúde estuda tirar insulina do Farmácia Popular se preço não for reduzido

Folha de S.Paulo – Pais arrecadam R$ 3,6 milhões para tratar criança com doença rara

Folha de S.Paulo – Vírus primos da dengue podem estar na ativa

Valor Econômico – Farmacêuticas devem tentar um acordo

Valor Econômico – Vício em opioides vira caso judicial nos EUA

Massa News – CAP entra em campo e presta apoio a pacientes com doenças raras

AZ Comunicações – CNM promove seminário sobre Judicialização da Saúde

Diário de Maringá – Morte de jornalista que largou quimio levanta debate sobre terapia alternativa

Blog de Assis – Em novo ataque ao SUS, governo Temer aprova rebaixamento da Política Nacional de Atenção Básica (PNAB)

Portal do Holanda – Consumo de carne vermelha e maior risco de diabetes

Programa Cidadania – Aumento da expectativa de vida faz crescer o número de diagnósticos do Alzheimer

Cofemac – Ministério da Saúde estuda retirar insulina do Farmácia Popular

A Voz – Pele da tilápia será vendida em farmácias contra queimaduras ainda este ano

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