MICHEL TEMER ESTARIA PLANEJANDO REFORMA MINISTERIAL PARA AS PRÓXIMAS SEMANAS

//MICHEL TEMER ESTARIA PLANEJANDO REFORMA MINISTERIAL PARA AS PRÓXIMAS SEMANAS
Reportagem do jornal O Estado de S.Paulo, no domingo (12), destaca que o presidente Michel Temer deve tirar do papel a reforma ministerial. A informação é confirmada por fontes no Palácio do Planalto e por parlamentares do chamado Centrão, que pressionam por mais espaço no governo após a votação que arquivou a segunda denúncia contra o presidente na Câmara. Conforme o Estadão apurou, Temer já teria comunicado a interlocutores no Congresso sobre a intenção de redistribuir cargos em 15 dias. Com as mudanças, o PSDB deve perder espaço, enquanto PMDB e PP podem ganhar novas cadeiras. A ideia inicial do presidente é reduzir o tamanho do PSDB pela metade, ou seja, dos quatro ministérios que detêm atualmente, os tucanos continuariam com dois. Sob forte pressão do PTB e do PP, Temer deve tirar Bruno Araújo (PSDB-PE) do Ministério das Cidades e Luislinda Valois (PSDB-BA) dos Direitos Humanos.

Possibilidade de Ministério da Saúde voltar ao PMDB

Segundo um integrante da base governista, o objetivo do Palácio do Planalto é tornar a composição do governo proporcionalmente mais justa aos votos obtidos por cada partido em pleitos importantes. De acordo com a reportagem do Estadão, o PSDB é visto como uma legenda que entrega menos do que outros partidos aliados ao governo. Com essa reestruturação dos cargos, Temer estaria preparando terreno para acabar com a insatisfação dos congressistas, visando a garantir unidade para uma possível votação da reforma da Previdência. “Os governistas acham que vale a pena se livrar de parte do PSDB mesmo com o risco de perder votos porque o Planalto poderá ser compensado com a fidelidade de PP e PTB. Assim, a aposta no Centrão é que o PP ficará com o Ministério das Cidades e o PMDB retomará o controle do Ministério da Saúde, hoje com o PP de Ricardo Barros. A cobiça do Centrão em relação ao ministério comandado pelo tucano Bruno Araújo se deve ao poder de investimento da pasta e ao seu potencial político num ano eleitoral”, enfatiza trecho da publicação.

‘Chegar ao diagnóstico pode ser um alívio’, destaca geneticista

A expressão “doenças raras” faz vir à mente a noção de enfermidades que atingem pouquíssima gente. No entanto, a vice-presidente da Sociedade Brasileira de Genética Médica, Dafne Horovitz, alerta que pelo menos 42 milhões de pessoas são afetadas por elas. Na lista de doenças raras estão enfermidades como a esclerose lateral amiotrófia, e a doença de Machado-Joseph. Dafne falou sobre o tema em palestra no Encontro Ibero Americano de Doenças Raras, realizado em outubro no Rio de Janeiro e organizado pelo Instituto Vidas Raras. De acordo com Dafne, a definição de doença rara varia de acordo com o país. Existe uma definição no Brasil de que é toda doença que acomete até 65 indivíduos em cada 100 mil. Em entrevista ao jornal O Globo, Dafne responde sobre o que seria mais desafiador: chegar ao diagnóstico de uma doença assim ou saber o que fazer com o diagnóstico em mãos? “As duas coisas são extremamente desafiadoras. Existe uma estatística mundialmente conhecida que diz que as pessoas com doenças raras levam, em geral, vários anos para alcançar um diagnóstico. Chegar ao diagnóstico, mesmo sem ter o que fazer com ele, é muitas vezes um alívio. O tratamento não necessariamente é remédio. Existe ainda luta por medicação de alto custo ou indisponível. E a luta para encontrar um médico, já que muitas doenças raras são pouquíssimo estudadas”, disse Dafne.

Polêmica em torno da judicialização da Saúde

Dafne Horovitz conta ainda que o indivíduo que tem uma doença rara e que não encontra nenhum especialista precisa, de fato, “seduzir” algum médico para que aprenda um pouco mais sobre ela para que possa ajudá-lo. Muitas vezes, os grandes especialistas em certas doenças raras são os próprios indivíduos que as têm e as famílias. Médico e paciente têm que trabalhar em parceria. “Nunca teremos um especialista em doenças raras. Haverá especialista em uma doença específica. A judicialização acaba virando uma necessidade. Se você tivesse uma doença e soubesse de uma possibilidade de tratamento, não buscaria? É direito de todo mundo. Mas, claro, é uma aberração do sistema brasileiro, porque significa que há uma falta de resposta da esfera que deveria estar resolvendo o problema. Todo mundo perde com a judicialização: as medicações, quando disponíveis, acabam ficando mais caras; às vezes existem pessoas que conseguem ter acesso a elas, mas sem indicação, enquanto outras deveriam usá-las, mas não conseguem acesso. Todos nós perdemos, porque pagamos essa conta. A saída é fortalecer e instituir de verdade essa política pública para doenças raras que já temos. O SUS tem uma política publicada em 2014 para dar atenção integral a elas. Precisamos de mais centros credenciados e remunerados para dar atenção multidisciplinar aos pacientes. As famílias devem cobrar não só a inserção dessa política de maneira correta, mas também a entrada dos medicamentos que ainda não estão no SUS por uma via que se chama protocolo clínico e diretriz terapêutica. Precisamos fortalecer essa política dentro do SUS”, ressalta Dafne ao jornal.

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