LOGÍSTICA NÃO SEGUE AVANÇO DO AGRONEGÓCIO

//LOGÍSTICA NÃO SEGUE AVANÇO DO AGRONEGÓCIO
O agronegócio brasileiro “cresceu a passos largos nos últimos 50 anos”, se destacando como o segundo maior exportador do mundo, porém, a infraestrutura logística não acompanhou essa expansão, afirmou o consultor para logística e infraestrutura da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Luiz Antonio Fayet. Segundo ele, a logística está sufocando a produção rural, não apenas para o agricultor, mas para toda a cadeia produtiva. Fayet estava entre especialistas, empresários e autoridades que participaram do fórum Logística e Infraestrutura no Agronegócio, realizado na terça-feira (7), em São Paulo. De acordo com o Estadão, para o presidente executivo da Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (ABCR), César Borges, essa defasagem se dá porque o Brasil investiu pouco em infraestrutura nos últimos anos. “Nossa infraestrutura logística foi construída antes da explosão do agronegócio”, explica o presidente da CNA, João Martins da Silva. Todos concordaram que grande parte da produtividade do agronegócio brasileiro, resultado de pesquisas e investimentos do produtor, se perde no trajeto da fazenda até o porto – mais de 1.500 km em trechos terrestres. Segundo Fayet, da CNA, um terço da produtividade do campo é gasto com logística. Os desafios do agronegócio, em especial no momento em que a economia começa a se recuperar de uma recessão, exigem soluções duradouras e, nesse cenário, as concessões surgem como prioridade. “Há muito tempo não se dá ao setor a importância que ele merece”, disse Borges, presidente executivo ABCR ao Estadão.

Abiove prevê produção levemente maior de soja pelo Brasil em 2018

A previsão de produção de soja pelo Brasil em 2018 foi elevada levemente para 108,8 milhões de toneladas na terça-feira (7) pela Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), que no mês passado ainda apostava em 108,5 milhões de toneladas. O site do G1 destaca que o reajuste segue os realizados recentemente por outros agentes do setor, como a consultoria AgRural e o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), apesar do atraso no plantio da nova safra. O aumento é, em grande parte, reflexo da maior área plantada. O volume esperado pela Abiove, porém, é inferior às 113,8 milhões de toneladas previstas para a produção deste ano, marcado por condições climáticas extremamente favoráveis. As estimativas de exportação e de processamento de soja da entidade para o próximo ano foram mantidas em 65 milhões e 43 milhões de toneladas, respectivamente. Já os estoques finais foram cortados para 5,6 milhões de toneladas, de 7,3 milhões de toneladas previstos anteriormente. No caso dos derivados, a Abiove manteve suas projeções de produção de 32,7 milhões de toneladas de farelo de soja e de 8,5 milhões de toneladas de óleo de soja.

Renegociação de dívidas de produtores rurais é aprovada em comissão mista

Foi aprovado na terça-feira (7) na comissão mista, o relatório da deputada Tereza Cristina (PSB-MS) favorável à Medida Provisória 793/2017, que facilita a renegociação e quitação de dívidas de produtores rurais junto à Previdência. É o que informa o Senado Federal. A MP será analisada pelos Plenários da Câmara dos Deputados e do Senado na forma de um projeto de lei de conversão (PLV). O presidente da comissão mista foi o senador Dário Berger (PMDB-SC). A MP 793/2017 instituiu o Programa de Regularização Tributária Rural (PRR) junto à Secretaria da Receita Federal e à MP Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN). O programa, que ficou conhecido como Refis Rural, tem o objetivo de facilitar a quitação de dívidas dos produtores rurais com a Previdência. A previsão é que a renúncia fiscal do governo chegue a R$ 5,5 bilhões, somados os próximos três anos. A oposição afirma que esse montante pode chegar a R$ 18 bilhões. A MP permite a renegociação dos débitos dos produtores rurais com o Fundo de Assistência do Trabalhador Rural (Funrural) e reduz a alíquota desta contribuição social a partir de 1º de janeiro de 2018. Desde a decisão do Supremo, a Frente Parlamentar da Agricultura e o setor rural vinham negociando com o governo uma saída para o passivo existente. “O PRR permite a renegociação dos débitos dos produtores rurais e dos adquirentes da sua produção (como frigoríficos, laticínios e cooperativas) junto à Receita Federal e à PGFN até 30 de agosto de 2017. Os interessados devem protocolar a adesão até 20 de dezembro. O ato implica na confissão da dívida e na desistência de qualquer recurso administrativo ou judicial contra a cobrança do Funrural”, afirma a publicação.

Produtores de leite querem limitar importações para conter queda de preços

A insatisfação com o preço pago aos produtores nacionais de leite in natura motivou a realização de audiência pública na Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA), na terça-feira (7). Conforme o portal do Senado Federal, o problema seria causado pelo grande volume de importações de leite em pó de parceiros do país no Mercosul, sobretudo do Uruguai. Com isso, os produtores ficam vulneráveis diante da indústria que processa leite in natura no país, que se vale da situação para reduzir os preços. Em algumas regiões, a informação é de que o valor estaria abaixo de R$ 0,80 por litro, ficando distante de cobrir os custos da atividade. Para o presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Leite (Abraleite), Geraldo Borges, a solução é estabelecer cota de importação de leite em pó de origem uruguaia. Pelo acordo, ficou acertado um limite de 50 mil toneladas anuais de importação de leite em pó daquele país. Borges destacou que a Argentina, que aceitou limitar suas importações, agora reclama por tratamento isonômico entre todos os parceiros do bloco regional. Observou que os argentinos prometem voltar atrás se a medida não se estender ao Uruguai. Se isso acontecer, frisou Borges, os produtores brasileiros vão ficar em situação ainda mais difícil. “O representante do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Luis Eduardo Pacífici Rangel, que responde na pasta pela Secretária de Defesa Agropecuária, justificou o curto embargo nas importações do leite uruguaio em outubro. Disse que a medida era mesmo para ser “transitória” e serviu para investigar suposta “triangulação” de importações do produto de outros países, via indústrias uruguaias. Disse que houve apoio do governo uruguaio e que auditoria foi feita nos três maiores fabricantes, sem a constatação de qualquer indício de procedência dos fatos”, frisa o texto.

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G1 – Abiove prevê produção levemente maior de soja pelo Brasil em 2018

O Estado de S.Paulo – Logística não segue avanço do agronegócio

O Estado de S.Paulo – Não há orientação para dificultar acesso a informações, diz Doria

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