FARTURA DE GRÃOS, COM OFERTA BEM DISTRIBUÍDA, CONTÉM ‘AGROINFLAÇÃO’

//FARTURA DE GRÃOS, COM OFERTA BEM DISTRIBUÍDA, CONTÉM ‘AGROINFLAÇÃO’
Uma das grandes responsáveis pela manutenção dos índices inflacionários do país em baixos patamares neste ano, a produção recorde de grãos do ciclo 2016/17 tende a evitar pressões significativas de alta dos alimentos sobre o custo de vida mesmo durante o atual período de entressafra. De acordo com o Valor Econômico, se a oferta de feijão está menor do que se imaginava, o que oferece sustentação à leguminosa, a de arroz, complementada por importações desde vizinhos do Mercosul, deve ser mais do que suficiente para manter os preços combinados da dupla que mais frequenta o prato do brasileiro em níveis comportados nos próximos meses. E, com a ajuda de volumosas colheitas de soja e milho – o cereal está cerca de 30% mais barato que no mesmo período de 2016 -, milho e farelo de soja representam 70% dos custos da avicultura, por exemplo. “Há questões estruturais relativas à produção de soja e milho e que, atualmente, restringem os picos de entressafra, que eram normais nesta época há alguns anos. O tamanho das colheitas é o primeiro deles. No ciclo 2000/01, a safra de soja foi de 38,4 milhões de toneladas e a de milho atingiu 42,3 milhões. Em 2016/17, sem os problemas climáticos que geraram quebra em 2016 – e puxaram para cima a inflação dos alimentos -, foram 114,1 milhões de toneladas de soja e 97,7 milhões de milho.

Será dada a largada oficial para o cultivo da soja no RS

Principal produto agrícola do Estado, a soja começa a ser plantada nesta semana no Rio Grande do Sul. Pelo zoneamento agrícola de risco climático do Ministério da Agricultura, as primeiras sementes serão lançadas a partir de domingo. Mas já há regiões em que produtores deram a largada ao cultivo do grão. O Zero Hora ressalta que depois de cinco safras cheias, o novo ciclo se inicia com um cenário de estabilidade de preços. Por enquanto, os agricultores seguem com a preparação do solo. E se a safra americana ditou os preços da soja em setembro e ainda ditará em outubro, as atenções começarão a se voltar para a safra sul-americana, em especial a brasileira. O Departamento de Agricultura do Estados Unidos (USDA) vem apontando colheita de 107 milhões de toneladas para 2018. “O mercado segue demandando, mas não há estresse do ponto de vista do comprador. A expectativa é de que tenhamos a manutenção de preços entre US$ 9,40 e US$ 10 o bushel (medida equivalente a 27,21 quilos) – projeta Índio Brasil dos Santos, sócio da Solo Corretora. A concretização desse cenário, no entanto, depende de duas variáveis: clima e câmbio. Com a retomada do crescimento econômico, a tendência é de valorização do real frente ao dólar. Santos faz uma ressalva: 2018 é ano de eleição e o fator político poderá mexer com as cotações. Assim como se algum novo escândalo estourar até lá. Na lavoura, o produtor rural fará a sua parte, torcendo para que todo o resto saia da melhor maneira possível”, diz o texto.

Estrangeiro mira mercado de orgânicos no Brasil

É crescente o interesse de estrangeiros por empresas de alimentos orgânicos e sustentáveis no Brasil. A mais recente aquisição, na última semana, foi a da Mãe Terra pela Unilever. Também vem sendo assediada a Korin, produtora de carnes, ovos, café e vegetais orgânicos, com faturamento previsto de R$ 154 milhões este ano. “Recebemos consultas tanto de fundos do exterior quanto de empresas nacionais; uma delas bastante amigável”, conta à coluna Broadcast Agro do Estadão, Reginaldo Morikawa, o diretor superintendente. Por enquanto, não há interesse de se sentar à mesa. “Se a venda ocorresse teria de ser bem estudada, a fim de manter as características de sustentabilidade ambiental, social e econômica e principalmente a nossa linha filosófica”, diz. A Korin diz que prefere crescer de forma sustentável, com recursos próprios e financiamentos. “Sempre dentro da nossa capacidade de pagamento”, diz Morikawa. A empresa deve crescer 15% em 2017. Em dez anos, já avançou 570%. Até 2019, a fábrica de ração da Korin em Ipeúna (SP) receberá a maior parte do investimento de R$ 130 milhões que a empresa reservou para o período. “Vamos adaptar as instalações para produzir ração com grãos transgênicos, outra com grãos orgânicos e uma terceira, que será a novidade, com grãos convencionais, cultivados com produtos químicos, mas sem transgenia”, diz Morikawa à coluna.

Plano do setor cacaueiro visa aumentar produção e diminuir dependência do mercado externo

Com maior apoio aos cacauicultores, reestruturação institucional do Departamento da Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac) e investimentos por meio de crédito rural, entre outras medidas de incentivo, o governo trabalha para revitalizar a economia cacaueira, no prazo de cinco anos. A expectativa é de que a produção de amêndoas no Brasil seja ampliada em até 50%, atingindo 300 mil toneladas anuais. A meta faz parte do Plano de Crescimento Sustentável da cadeia produtiva do cacau proposta pelo Grupo de Trabalho (GT) da Ceplac, que discute a nova configuração do departamento no âmbito da Secretaria Executiva do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Conforme o portal do Mapa, a portaria que trata do assunto foi editada pelo ministro da Agricultura em exercício, Eumar Roberto Novacki, no Diário Oficial da União (DOU) no último dia 2. Mantido pela Ceplac nos estados da Bahia, Pará e Rondônia, o maior Banco Ativo de Germoplasma (BAC) de cacau do mundo também foi contemplado pelo relatório com indicação de estudo da situação atual de seu acervo. O banco possui mais de 4.500 acessos com 70 mil plantas, configurando o mais importante do setor. De acordo com o diretor da Ceplac, Juvenal Maynart, o apoio à cacauicultura deverá manter a qualidade dessa produção, principalmente nos biomas amazônico e da Mata Atlântica. “O PIB da cadeia produtiva do cacau e do chocolate gira em torno de R$ 15 bilhões de reais. Em 2017, o país deverá importar 60 mil toneladas de amêndoas e o grande desafio do setor é deixar de ser importador de amêndoas africanas para melhor atender a indústria nacional”, ressalta o portal.

NA IMPRENSA
Mapa – Plano do setor cacaueiro visa aumentar produção e diminuir dependência do mercado externo

MMA – Congresso discute saneamento ambiental

MMA – Ministério prorroga prazo para salvaguardas

Câmara dos Deputados – Permacultura e agroecologia serão discutidas por comissão na terça-feira

Câmara dos Deputados – Exposição em homenagem ao Dia do Aviador terá réplica em tamanho real do 14-Bis

Câmara dos Deputados – CCJ aprova acordo de aviação comercial que favorece voos para Aruba

Câmara dos Deputados – Comissão rejeita preferência para Incra comprar imóvel rural penhorado

Senado Federal – Comissão de Mudanças Climáticas discutirá agricultura de baixo carbono

G1 – Começa o censo agropecuário em todo o Brasil

G1 – Agricultores de MG se preparam para o plantio do milho de verão

G1 – Chuvas regulares de outubro movimentam as lavouras de MT

O Estado de S.Paulo – Roberto Rodrigues – Cambiemos

O Estado de S.Paulo – Broadcoast Agro – Estrangeiro mira mercado de orgânicos no Brasil

Valor Econômico – Fartura de grãos, com oferta bem distribuída, contém ‘agroinflação’

Valor Econômico – Um ano de turbulências para a carne bovina

Valor Econômico – Venda de terminal da CGG em Itaqui está na reta final

Valor Econômico – Commodities Agrícolas

Zero Hora – Édson Bolfe: o poder da agricultura brasileira

Zero Hora – Brasil está entre os 10 países com maior área irrigada do mundo para agricultura

Zero Hora – Será dada a largada oficial para o cultivo da soja no RS

Jornal da Chapada – #Bahia: Operação Safra reforça policiamento na zona rural do estado, diz governo

MS Notícias – PRF apreende agrotóxicos ocultos em mercadorias contrabandeadas

Notícias Agrícolas – Produção total da safra de soja no RS deve ser quase 10% menor, diz Emater

Notícias Agrícolas – Produção de trigo já é uma realidade em Mato Grosso

Portal do Agronegócio – Preços do etanol anidro e hidratado sobem na semana 1,47% e 2,88%, respectivamente

Portal do Agronegócio – Proposta europeia dificulta acordo com Mercosul

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