FALTA DE REGRAS DESAFIA INTEGRAÇÃO DOS DADOS DE PRONTUÁRIOS ELETRÔNICOS

//FALTA DE REGRAS DESAFIA INTEGRAÇÃO DOS DADOS DE PRONTUÁRIOS ELETRÔNICOS
Quanto melhor a informação sobre o paciente, mais humanizado e eficiente será o tratamento à saúde. Conforme reportou o jornal Valor Econômico, a afirmação é de Thankam Paul Thyvalikakath, diretora do núcleo de informática aplicada à odontologia da Escola de Odontologia da Universidade de Indiana (EUA). Segundo ela, a adoção de prontuários eletrônicos é necessária para ampliar o acesso à saúde, prevenir doenças e melhorar o sistema como um todo. A possibilidade de reunir informações do paciente, que estão distribuídas em sistemas instalados em consultórios médicos, odontológicos, hospitais e laboratórios, levou a dentista para a área de tecnologia da informação. O objetivo é obter um histórico de saúde único e atualizado, o que os médicos chamam de visão 360 graus. Entre as ambições de um prontuário unificado está a de melhorar a produtividade dos profissionais de saúde, ampliando o tempo destinado ao atendimento. Outro avanço, este para o sistema de saúde, é a possibilidade de utilizar informações consolidadas, a partir de diferentes prontuários, para tratar populações. Mas o uso das informações da saúde ainda esbarra, em todo o mundo, na falta de regras para o compartilhamento das informações. O Valor destaca ainda que segundo Mário Rachid, diretor executivo de soluções digitais da Embratel, a confidencialidade dos dados do paciente é um dos pontos mais sensíveis dos prontuários. O Brasil pode, no entanto, se beneficiar da implantação dos prontuários eletrônicos, relata trecho da reportagem.

Inflação médica supera reajuste dos planos, afirma FenaSaúde

A Variação de Custos Médico-Hospitalares (VCHM), indicador da “inflação médica” utilizado pelo mercado de Saúde Suplementar, aponta que as despesas assistenciais crescem acima da inflação geral de preços. De acordo com a Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde), o índice de variação das despesas da assistência à saúde é que determina o reajuste anual das mensalidades dos planos. Reportagem do jornal O Globo destaca que esse índice é formado pela combinação de dois componentes básicos: a variação dos preços pagos por consultas médicas, exames complementares, atendimento ambulatorial, terapias e internações; e o aumento da quantidade de procedimentos utilizados por beneficiários desses serviços. A incorporação de tecnologia também exerce enorme impacto nas variações anuais de custo, segundo explica a presidente da entidade, Solange Beatriz Palheiro Mendes. Portanto, a “inflação médica”, na avaliação da presidente da FenaSaúde, não guarda relação com a inflação geral de preços porque o custo médico é formado por variáveis relacionadas ao aumento da variação de preços de insumos, mas também pela contínua incorporação de novos procedimentos, de práticas que levam ao desperdício e do aumento da longevidade da população, implicando em maiores demandas por serviços de saúde.

Ministério da Saúde vai cortar recursos para transporte rápido de testes do pezinho

A partir do dia 12 de novembro, os resultados do teste do pezinho em todo o Brasil não serão mais enviados via Sedex, diminuindo a agilidade do diagnóstico dos exames. A Secretaria Estadual de Saúde (SES) do Rio Grande do Sul confirmou que o governo federal não vai mais bancar o transporte rápido. De acordo com o site da Rádio Gaúcha, o governo gaúcho já foi notificado e, até esta data, deverá se adequar e elaborar alternativas ao fim do serviço. O Ministério da Saúde ainda não confirmou a informação. O Hospital Materno Infantil Presidente Vargas, em Porto Alegre, é o único no Estado que faz análise dos testes. Assim, todos os 497 municípios gaúchos enviam o material colhido para a instituição, que devolve com o resultado. “A Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul critica a decisão do governo federal. Conforme a entidade, 110 mil das 140 mil crianças que nascem por ano no Estado dependem do SUS. O temor é de que os resultados cheguem com atraso, prejudicando o diagnóstico das doenças. No total, 60 mil amostras mensais são analisadas no Hospital Materno Infantil Presidente Vargas. O diagnóstico precoce é essencial para o tratamento de, pelo menos, seis doenças: fenilcetonúria, hipotireoidismo congênito, doença falciforme, fibrose cística, deficiência de biotinidase e hiperplasia adrenal congênita”, ressalta a reportagem.

Terapia gênica reverte sintomas em animais com distrofia muscular

Segundo o site do G1, pesquisadores usaram edição de genes para reverter os sintomas em cães afetados por Distrofia Muscular de Duchenne (DMD) – uma doença que causa fraqueza muscular e pode encurtar a vida, que afeta um em cada 3 mil bebês do sexo masculino. Os sintomas nos cães permaneceram controlados dois anos depois deles receberem uma única injeção, segundo um estudo publicado na revista científica “Nature Communications”. Conforme a reportagem, o tratamento bem-sucedido de um grande mamífero é um passo crucial para o tratamento em pacientes humanos com DMD. Os resultados estavam “preparando o caminho para ensaios clínicos em humanos”, afirmou a equipe. A Distrofia Muscular de Duchenne é causada por mutações genéticas que interferem na produção de distrofina, uma proteína necessária para músculos saudáveis. O G1 enfatiza que a equipe internacional desenvolveu um novo tipo de terapia de transferência de genes para restaurar a expressão da distrofina em cães afetados pela doença. Eles injetaram nos cães “microdistrofina” – uma versão comprimida do gene da distrofina. Os cães que receberam o tratamento mostraram “restauração significativa da função muscular com uma estabilização dos sintomas clínicos por mais de dois anos após a injeção”, disseram os pesquisadores em comunicado.

SAÚDE NA IMPRENSA
Ministério da Saúde – Ministério da Saúde inaugura serviço de radioterapia em Maceió (AL)

Ministério da Saúde – Instituto Nacional de Cardiologia expande tratamento para casa das crianças

Ministério da Saúde – Ministros recebem medalha da Ordem do Mérito em Goiás

Anvisa – Publicado o Anuário Estatístico do mercado farmacêutico

Anvisa – Maconha: Anvisa não é contra uso para fins medicinais

Anvisa – Agenda Regulatória: análise de multicritério selecionará prioridades

ANS – Parto Adequado: ANS, Einstein e IHI dão início aos encontros regionais

Inca – Cigarro volta a ‘protagonizar’ cenas de filmes

Tecpar – Conferência internacional sobre energia inteligente já recebe inscrições

Conitec – Lançada enquete sobre Protocolo da Atenção Básica em Dor Crônica

Fiocruz – Estudo atesta eficácia de vacina diluída contra a febre amarela

Fiocruz – HIV: pesquisa da Fiocruz analisa adesão à profilaxia pré-exposição

Correio Braziliense – A circuncisão tradicional, um perigoso rito de passagem

Correio Braziliense – Em 50 anos, espermatozoides de homens ocidentais caíram pela metade

Folha de S.Paulo – Fiocruz desenvolve técnica que enxerga zika dentro de célula humana

Folha de S.Paulo – Vacina experimental contra HIV tem resultados ‘encorajadores’

O Estado de S.Paulo – Chineses desenvolvem molécula que bloqueia entrada do zika nas células

O Estado de S.Paulo – Estudo aponta que fumar pode aumentar sensibilidade ao estresse

O Globo – Anel vaginal com antirretroviral pode proteger mulheres do HIV

O Globo – Nova classe de antibióticos se mostra capaz de combater superbactérias

O Globo – FenaSaúde: inflação médica supera reajuste dos planos

G1 – Terapia gênica reverte sintomas em cães com distrofia muscular

G1 – Laboratório Síncrotron: a luz mais brilhante da ciência brasileira começa a se apagar

G1 – Pessoas com transtorno bipolar ‘envelhecem’ mais rápido, afirma estudo

Valor Econômico – Integração ainda desafia prontuários eletrônicos

VEJA – Atendimento gratuito ajuda a prevenir suicídio entre jovens

Época – Ricardo Barros

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