ESPERADA PARA FEVEREIRO, DROGA CONTRA O CÂNCER DE MAMA NÃO CHEGA A PACIENTES DO SUS

//ESPERADA PARA FEVEREIRO, DROGA CONTRA O CÂNCER DE MAMA NÃO CHEGA A PACIENTES DO SUS
O Ministério da Saúde autorizou, em 1º de fevereiro, que o medicamento trastuzumabe fosse receitado no SUS para combater o câncer de mama metastático, a forma mais avançada da doença. Conforme o Zero Hora, a notícia foi comemorada por pacientes de todo o país, uma vez que a droga é uma das mais eficazes. No entanto, passado um mês e meio, o remédio ainda não chegou de fato aos interessados no Rio Grande do Sul. Enquanto isso, só quem entra na Justiça tem acesso ao tratamento. Maira Caleffi, presidente da Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama (Femama), critica o Estado por “não cumprir com a lei”. Ela sustenta que há um “abismo” no acesso a tratamento entre pacientes de convênio e do SUS. “As pacientes com câncer de mama metastático (do SUS) não estão sendo tratadas por causa da falta do trastuzumabe. Hoje, no SUS, quem tem HER2+ só faz quimioterapia. É a diferença entre a vida e a morte”, enfatiza Maira. Segundo a Secretaria de Saúde do Rio Grande do Sul, “a remessa de trastuzumabe adquirida pelo Ministério da Saúde para pacientes metastáticas não está atrasada” e “deve chegar à rede pública a partir do segundo trimestre”. Ressalta que o protocolo clínico é de fevereiro de 2018 e que somente a partir da publicação dele é que “os hospitais podem estabelecer quais pacientes com câncer de mama metastático se enquadram para recebimento”. O Ministério da Saúde explica que o atraso ocorre por uma “janela” de logística burocrática. “A compra e envio de medicamentos pelo governo federal aos Estados ocorre uma vez por trimestre, após o recebimento do número de pessoas que necessitam do remédio. Só que o último pedido, para câncer de mama inicial e localmente avançado, foi em dezembro, referente ao primeiro trimestre do ano”, destaca trecho da nota enviada ao jornal Zero Hora.

Saúde e Anvisa travam guerra sobre remédio para doenças raras

 

O Ministério da Saúde e Anvisa entraram mais uma vez em rota de colisão. Enquanto não há acordo sobre o fornecimento dos medicamentos usados por pacientes com doenças raras, portadores dessas enfermidades seguem sem tratamento e já há casos de óbito. De acordo com o Valor Econômico, a indústria farmacêutica acompanha o embate com preocupação. O ministro Ricardo Barros recorre ao argumento da busca de preços menores para defender sua posição. Como parte desse esforço, cabe até dispensar a apresentação da Declaração de Detentor de Registro considerado de extrema importância pela Anvisa e pelos laboratórios farmacêuticos. “Contrariados, Anvisa e laboratórios fazem coro quanto à necessidade do documento para garantir a qualidade e eficácia dos medicamentos importados, que nesse caso servirão a pacientes que ganharam na Justiça o direito de tratamento pago pelo governo”, destaca o Valor.

 

Exame de detecção de diabetes em trabalhador poderá ser responsabilidade da empresa

 

Os empregadores deverão arcar com a realização de exames de rastreamento do diabetes em seus funcionários quando houver recomendação médica nesse sentido. É o que estabelece projeto 380/2016 de autoria do senador Ronaldo Caiado (DEM-GO), aprovado nesta quarta-feira (14) pela Comissão de Assuntos Sociais. Segundo a Agência Senado, durante a análise da proposta, Caiado afirmou que o Brasil precisa adotar estratégias mais efetivas de combate ao diabetes. Ele citou um estudo recente da Universidade de São Paulo, segundo o qual cerca de 42% dos óbitos no Brasil apresentam relação com a doença. “Aparece como causa mortis o infarto, o AVC, a insuficiência renal, a trombose, mas a causa determinante foi o diabetes crônico. O mesmo se dá para muitos casos de amputações e de cegueira. O Brasil precisa escancarar o enfrentamento ao diabetes, no poder público e também aumentar a conscientização da sociedade quanto ao problema”, alerta o senador.

 

Trabalhador poderá ausentar-se dois dias por semestre para acompanhar filho menor ao médico

 

A Comissão de Assuntos Sociais aprovou, na quarta-feira (14), o projeto 92/2017 da senadora Rose de Freitas (PMDB-ES) que inclui na CLT a possibilidade do trabalhador ausentar-se até dois dias ao trabalho, a cada seis meses, visando acompanhar filho menor de idade a consultas médicas. É o que informa a Agência Senado. Pelo texto, fica proibido o desconto no salário a partir da apresentação dos atestados da realização das referidas consultas. O projeto também permite a compensação das jornadas, desde que seja respeitado o limite de até duas horas diárias. A proposta segue agora para análise pela Câmara dos Deputados. “O relator, Paulo Paim (PT-RS), considerou a legislação atual ‘muito tímida’, por prever apenas um dia ao ano para que o trabalhador possa acompanhar consultas médicas de seus filhos, e ainda assim se eles tiverem no máximo seis anos de idade”, frisa a nota.

SAÚDE NA IMPRENSA
Folha de S.Paulo – Marco Aurélio Canônico – Apostando a vida alheia
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O Boletim NK, produzido pela NK Consultores Relações Governamentais, é uma compilação das principais notícias publicadas em meios de comunicação do país sobre temas ligados ao setor.

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