EMAGRECEDORES LIBERADOS FICARÃO EM LIMBO SEM CONTROLE, DIZ DIRETOR DA ANVISA

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 A lei que libera a produção, venda e uso de três inibidores de apetite até então vetados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) contraria outras leis em vigor, “coloca em dúvida a credibilidade do que é produzido no Brasil” e retira qualquer instrumento de controle desses produtos. Essa é a opinião do diretor-presidente da Anvisa, Jarbas Barbosa, sobre a lei que autoriza o uso dos anorexígenos femproporex, anfepramona e mazindol, vetados pela Anvisa em 2011. Em entrevista à Folha de S.Paulo, ele afirma que, na época, a agência alegou que essas substâncias poderiam trazer mais riscos do que benefícios. “Se passam a ser comercializadas sem isso, entram numa espécie de limbo. Quem vai monitorar os efeitos adversos que por acaso ocorrerem? Do jeito que está a lei, a pessoa pode botar um caldeirão atrás de casa e dizer que aquilo é anfepramona”, ressalta. Quando questionado sobre quais os riscos da liberação dos inibidores, Barbosa respondeu afirmando que anfepramona, femproporex e mazindol nunca comprovaram com estudos científicos que são seguras e eficazes. “Na Europa e nos EUA esses mesmos produtos tiveram problemas. Não foi uma decisão arbitrária da Anvisa. Estudos de acompanhamento [dos pacientes] demonstraram que elas não faziam emagrecer, e, se faziam, era por período curto, sem estabilidade. E que os riscos de doenças cardiovasculares eram muito elevados, acima do aceitável. A lei também acaba gerando uma área de indefinição. Todo nosso sistema de monitoramento de efeitos adversos e o próprio receituário previsto na lei estão atrelados ao registro [na Anvisa]”, completa ele.

Banco Mundial arrecada US$ 500 milhões para combater pandemias

O Banco Mundial (BM) anunciou, na última quarta-feira (28), que arrecadou US$ 500 milhões nos mercados para financiar seu fundo de combate a pandemias, criado após a epidemia de ebola no oeste da África, em 2013. De acordo com o site France Presse, que noticiou o caso, o mecanismo de financiamento consiste da emissão de títulos pelo BM que funcionem como uma apólice de seguros: os investidores têm rendimentos elevados, mas correm o risco de perder todos os investimentos caso haja uma nova pandemia. Se isso acontecer, todo o valor arrecadado integraria o Fundo de Financiamento de Emergência contra Pandemias (PEF, em inglês), que vai financiar sistemas de saúde pública de países em desenvolvimento. O PEF cobre os vírus mais prováveis de causar uma pandemia – influenza A, SARS, MERS, ebola, vírus de Marburg – e outros como Crimean Congo, febre do Vale de Rift e febre de Lassa. O site do G1 destaca que outro objetivo desse fundo é diminuir a lentidão da mobilização de ajuda internacional. Essa demora foi particularmente grave na epidemia do ebola, que deixou 11.300 mortos entre 2013 e 2016. “De acordo com o BM, pela primeira vez o custo do risco de uma pandemia em países pobres será transferido para o mercado financeiro. Os bônus seduziram os investidores e, segundo o BM, a demanda foi duas vezes maior que a oferta”, diz a publicação.

Estudo revela que contágio prévio por dengue não agrava a zika

Uma nova pesquisa afirma que a prévia infecção por dengue não agrava a zika. Coordenada pelo presidente da Sociedade Brasileira de Virologia, Maurício Lacerda Nogueira, a pesquisa mostra que anticorpos para a dengue não pioram a infecção por zika por, em tese, inadvertidamente facilitarem a multiplicação deste último vírus. Esse é o primeiro estudo com seres humanos. A pesquisa foi baseada na análise de 65 pessoas com quadro de síndrome febril — nome guarda-chuva para dengue, zika e outras infecções com sintomas de febre e dores. O jornal O Globo destaca que estudos publicados recentemente, inclusive um de grande repercussão na revista americana “Science”, mostraram que, em animais, os anticorpos contra a dengue poderiam potencializar a infecção pelo vírus da zika. “A pesquisa contou ainda com a colaboração de cientistas do Instituto Butantan, da Universidade de São Paulo (USP), da Universidade Estadual Paulista (Unesp) e outras duas universidades americanas. Ela foi publicada este mês na revista científica Clinical Infectious Diseases”, diz a reportagem.

Federação sugere unir plano de saúde e Previdência

A Federação Nacional de Saúde Suplementar (Fenasaude) vai propor à Comissão Especial da Câmara dos Deputados, criada para reformar a Lei de Planos de Saúde, a criação de um plano com capitalização. É o que informa o jornal O Estado de S.Paulo. Nesse novo formato, pessoas formariam reservas durante sua vida profissional para mais tarde usá-las no pagamento de despesas de planos de saúde, com mensalidades mais elevadas. “É uma proposta antiga, de acoplar o plano de saúde ao da Previdência”, afirmou ao Estadão o diretor executivo da Fenasaude, José Cechin. Na última terça-feira, entidades ligadas ao direito do consumidor e à saúde afirmaram que as discussões em curso na Câmara dos Deputados beneficiam apenas as empresas e podem trazer retrocesso aos direitos de usuários. A nota observa ser crescente a insatisfação dos brasileiros que usam planos de saúde e critica o método de trabalho da comissão. O Estadão destaca que o texto afirma ainda que as mudanças poderiam trazer uma desregulamentação do setor.

SAÚDE NA IMPRENSA
Ministério da Saúde – Mostra apresenta experiências bem-sucedidas no SUS

Ministério da Saúde – Reestruturação dos hospitais federais deve ampliar em 20% o atendimento especializado à população

Ministério da Saúde – Brasil participa da 160ª Sessão do Comitê Executivo da OPAS

ANS – ANS debate Acreditação de Operadoras

ANS – ANS conclui ciclo de oficinas regionais com operadoras

ANS – Transparência e diálogo com a sociedade

CNS – CNS defende PEC pelo reajuste salarial dos agentes comunitários de saúde e de combate às endemias

Fiocruz – Acessibilidade: INCQS disponibiliza vídeo institucional legendado

Fiocruz – Palestra apresenta método alternativo no desenvolvimento de fármacos

Fiocruz – Defesa das conquistas da Saúde Coletiva será tema do Abrascão 2018

O Estado de S.Paulo – ‘Estado’ realiza Summit Saúde em agosto e destaca gestão

O Estado de S.Paulo – Sob críticas, ministério reestrutura hospitais do Rio

O Estado de S.Paulo – Federação sugere unir plano de saúde e Previdência

Correio Braziliense – Cientistas identificam proteína que controla metástase do câncer de pele

Correio Braziliense – Reduzir a poluição evita 14 mil mortes por ano, diz pesquisa

O Globo – Adriana Melo: ‘Não podemos dizer que não vai acontecer de novo’

O Globo – Estudo revela que contágio prévio por dengue não agrava a zika

Folha de S.Paulo – Emagrecedores liberados ficarão em limbo sem controle, diz diretor da Anvisa

G1 – Após mudar gestão, Santa Casa quita dívida e aumenta número de funcionários

G1 – Banco Mundial arrecada US$ 500 milhões para combater pandemias

Valor Econômico – Plano individual continua a ser exceção 

Portal Ternura FM – Hemocentros sofrem no inverno com queda no número de doações

Sedep – Procuradoria mantém desconto no fornecimento de medicamentos à rede pública de saúde

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