‘DESCASAMENTO’ GERA DANOS COM PRODUTO DA MONSANTO NOS ESTADOS UNIDOS

//‘DESCASAMENTO’ GERA DANOS COM PRODUTO DA MONSANTO NOS ESTADOS UNIDOS
No início de 2016, a gigante do agronegócio Monsanto tomou uma decisão fundamental no que posteriormente se tornou uma crise alastrada de herbicidas, com milhões de hectares danificados. A companhia havia concluído o desenvolvimento de uma semente geneticamente modificada. A semente foi criada para receber – e resistir ao poderoso químico dicamba, em uma versão que minimizaria seu grande defeito: a tendência de ser levado pelo vento para áreas vizinhas, matando outras plantas. O Valor Econômico frisa que a Monsanto teria de escolher entre começar imediatamente a venda das sementes ou aguardar que a EPA, a agência ambiental dos EUA, desse aval à segurança do herbicida associado a ela. Apostando na aprovação rápida do herbicida, a Monsanto vendeu as sementes e os produtores americanos plantaram milhares de hectares. Mas as análises da EPA se arrastaram por mais 11 meses. A demora deixou os produtores sem o herbicida e com três alternativas ruins: contratar trabalhadores para retirar as plantas daninhas da lavoura, usar glifosato (menos eficaz) ou pulverizar as plantações com uma versão antiga do dicamba. O resultado foi uma pulverização ilegal em 2016 que danificou quase 16,8 mil hectares em Missouri, assim como áreas de outros nove Estados americanos, de acordo com a EPA. “A Monsanto acusa os agricultores pelo uso ilegal do dicamba antigo e defende que não teria previsto o descasamento nas aprovações. Mas uma revisão do histórico de regulações e entrevistas com cientistas feita pela “Reuters” aponta que a Monsanto foi repetidamente advertida, já em 2011, sobre os riscos de liberar as novas sementes resistentes ao dicamba sem a aprovação da nova versão do herbicida. A companhia admitiu que julgou mal o tempo previsto de aprovação do novo herbicida”, diz parte da reportagem.

Governo dribla norma sanitária para liberar entrada de trigo russo

O Ministério da Agricultura decidiu “flexibilizar” a legislação sanitária vigente no país e permitir importações de trigo da Rússia. É o que informa o Valor. A promessa de permitir as importações de trigo e pescados da Rússia foi feita pelo ministro da Agricultura, Blairo Maggi. Segundo técnicos das áreas internacional e de fiscalização do Ministério Agricultura, o produto importado da Rússia pode trazer pragas inexistentes no Brasil e contaminar não só lavouras de trigo, mas outras grandes culturas. Duas pragas identificadas em lavouras russas, motivam particular preocupação: a “Orobanche spp” e a “Cirsium arvense”. Ambas comprometem a produtividade de plantações. A base legal para a grita dos técnicos é o Decreto 24.114/1934, que proíbe a importação, o comércio, o trânsito e a exportação de vegetais “portadores de doenças ou pragas perigosas”. O decreto estipula que, caso esses vegetais entrem pelas fronteiras brasileiras, o Serviço de Defesa Sanitária Vegetal deve fazer “a apreensão e a destruição imediata dos produtos condenados”. Apesar das críticas, a análise de risco de pragas do trigo russo já foi concluída pelo ministério. Em e-mail, o secretário de Defesa Agropecuária, Luís Eduardo Rangel, comunicou o chefe do serviço sanitário da Rússia (Rosselkhoznadzor), Sergey Dankvert, que “admitirá a internalização de carregamentos de trigo provenientes da Rússia com presença de plantas daninhas quarentenárias, desde que o produto seja destinado e transportado diretamente a moinhos com instalações adequadas e seguras”. “Já foi sinalizada essa flexibilização para os russos. Agora é preciso fazer uma alteração para que adequemos a norma à legislação, e isso deve acontecer nos próximos dias. Tudo dentro do limite da segurança”, disse Rangel ao Valor.

O novo sabor do agro na Índia

Narendra Modi vai se firmando como um dos maiores líderes mundiais da atualidade, ao propor reformas para a Índia equivalentes ao que Deng Xiaoping fez nos anos 1980 na China. Desde 2014 a Índia avançou 42 posições no ranking de “facilidade de fazer negócios” do Banco Mundial, para o 100º lugar. A agroindústria é incipiente e processa menos de 10% do que é produzido no país. Marcos Sawaya Jank da Folha de S.Paulo destaca que na última semana, Modi abriu o maior evento já realizado na Índia na área de alimentos: a World Food India, que atraiu 4.000 participantes de 60 países. O evento visou atrair investimentos para as áreas de processamento e distribuição de alimentos na Índia.  Através do programa “Make in India”, Modi quer desregulamentar e modernizar as cadeias agroalimentares, atraindo empresas globais de processamento e distribuição de alimentos. O comércio Brasil-Índia responde por ínfimo US$ 1,6 bilhão ao ano, liderado por exportações voláteis de açúcar e óleo de soja. O volume de comércio e investimentos entre Brasil e Índia no agro equivale a 1/10 do que temos com a China. As oportunidades são imensas em duas áreas. A primeira são os biocombustíveis. A Índia quer consolidar a mistura de 10% de etanol na gasolina (E-10), sem usar suas matérias-primas para fins alimentares. Hoje, ela tem 80% de dependência por petróleo importado, inclusive do Brasil. A segunda é o imenso mercado de proteínas da Índia. Aqui entram os lácteos, a carne de frango e leguminosas tradicionais como feijões, ervilhas e lentilhas. “Os presidentes-executivos das principais empresas alimentares do mundo manifestaram forte interesse em investir na Índia, que dobrará sua demanda por alimentos nos próximos cinco anos”, afirma a coluna.

Divisão agrícola da CHS tem prejuízo de US$ 230,8 milhões

A divisão agrícola da CHS, maior cooperativa do setor dos Estados Unidos, registrou prejuízo de US$ 230,8 milhões no ano fiscal 2017, encerrado em 31 de agosto. No exercício passado, houve lucro líquido de US$ 30,9 milhões. De acordo com o Valor Econômico, segundo relatório divulgado pela empresa, o resultado é responsabilidade das perdas associadas a Seara Agroindustrial no Brasil. A trading brasileira, que não tem relação com a marca da JBS, deve US$ 218 milhões a CHS. Essa questão, diz a CHS, foi parcialmente compensada pelas maiores vendas e aumento de margens na divisão de grãos. A área agrícola da CHS inclui negócios nacionais e globais de comercialização de grãos e nutrientes, combustíveis renováveis, operações locais de varejo e processamento. Unidas todas as áreas de atuação, a cooperativa americana registrou lucro líquido de US$ 127,9 milhões ante US$ 424,2 milhões um ano antes.

NA IMPRENSA

Mapa – Em visita a produtores de café, Maggi diz que futuro de Rondônia é gigante

Mapa – Ministério da Agricultura cria Programa de Prevenção e Controle de Antimicrobianos

Mapa – Nomeados seis novos adidos agrícolas

MMA – Inscrições para o edital DGM Brasil terminam dia 30

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Embrapa – Com ILPF, Brasil mostra tecnologia de baixa emissão de carbono na COP 23

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Embrapa – Comitiva do Mapa conhece trabalho da pesquisa com café robusta em Rondônia

Folha de S.Paulo – Marcos Sawaya Jank – O novo sabor do agro na Índia

Folha de S.Paulo – De grão em grão – Eles rendem mais do que prometem

G1 – Safra 2018 deve ser boa apesar de estimativa do IBGE prever queda

G1 – Agricultores sofrem com a redução do Programa de Aquisição de Alimentos

G1 – Criação de búfalos no semiárido dá certo mesmo em cenário adverso

O Estado de S.Paulo – Confira como foi o debate sobre a legalização dos produtos artesanais

O Estado de S.Paulo – Uma potência negligenciada

O Estado de S.Paulo – Governo Temer acelera regularização de terras

O Estado de S.Paulo – Moscou contra o mundo – Agronegócio renasce na Rússia graças a sanções

O Estado de S.Paulo – Radar Global: Entenda o impacto das sanções impostas por EUA e UE à Rússia após anexação da Crimeia

O Estado de S.Paulo – Roberto Rodrgues – Inaceitável

O Estado de S.Paulo – Um caminho de alto custo

O Estado de S.Paulo – Fatia exportada pelo Arco Norte já chega a 24%

O Estado de S.Paulo – Broadcast Agro – Turquia reforça compras de gado vivo do Brasil

O Estado de S.Paulo – Iniciativa privada é apontada como saída a gargalos logísticos

O Estado de S.Paulo – Herton Escobar – ‘Mistura tóxica’ de desmatamento, fogo e aquecimento global pode destruir a Amazônia, alerta pesquisador

Valor Econômico – Em meio a divergências na BRF, Abilio faz críticas a fundos de pensão

Valor Econômico – JBS USA tem novo executivo para área de bovinos

Valor Econômico – Divisão agrícola da CHS tem prejuízo de US$ 230,8 milhões

Valor Econômico – Adesão ao Refis garantiu lucro líquido da BRF no 3º trimestre

Valor Econômico – MT tenta atrair mais investimentos chineses

Valor Econômico – Lucro da Raízen Energia sobe 29% no 2º trimestre da safra 2017/18

Valor Econômico – São Martinho venderá etanol de forma paulatina e com preços maiores

Valor Econômico – ‘Descasamento’ gera danos com produto da Monsanto nos EUA

Valor Econômico – Americanos querem Brasil fora do SGP

Valor Econômico – Indiana UPL amplia portfólio no Brasil

Valor Econômico – ‘Aqui ninguém dá ordem’

Valor Econômico – Governo dribla norma sanitária para liberar entrada de trigo russo

Valor Econômico – Por Itambé, CCPR recorre ao governo mineiro

Valor Econômico – Commodities Agrícolas

Zero Hora – Arrozeiros buscam proteção contra danos causados por aumento de importações

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