DECISÃO DE BLAIRO MAGGI GERA MAL-ESTAR ENTRE AGRICULTURA E ITAMARATY

//DECISÃO DE BLAIRO MAGGI GERA MAL-ESTAR ENTRE AGRICULTURA E ITAMARATY
A decisão do Ministério da Agricultura de suspender por tempo indeterminado as importações de leite em pó do Uruguai gerou um mal-estar entre a Pasta e o Itamaraty, afirmou ao Valor Econômico uma fonte graduada do governo brasileiro. A suspensão das importações foi anunciada ontem pelo ministro da Agricultura, Blairo Maggi. Autoridades do governo uruguaio já demonstraram ao Palácio do Planalto grande insatisfação com a medida e vêm tentando reverter a paralisação desse comércio junto a embaixadores e diplomatas brasileiros do Itamaraty.  A reação de Montevidéu inclusive motivou uma ligação do ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, ao ministro da Agricultura, Blairo Maggi, pedindo explicações sobre a polêmica suspensão, que já está em vigor. O Valor  apurou que Blairo deve conversar em breve com o chanceler Aloysio Nunes para avaliar o impacto diplomático de sua decisão de suspender esse comércio. Neste momento, Nunes se encontra em missão internacional no Marrocos. “A interlocutores, Blairo tem demonstrado que não está disposto a recuar. Uma fonte a par das conversas admite que o assunto pode chegar até a mesa do presidente Michel Temer, por conta do potencial explosivo da medida tomada pelo Ministério da Agricultura. A decisão de Blairo veio depois que o Ministério da Agricultura tentou, em vão, negociar cotas de importação livres de tarifa com os uruguaios, a exemplo do que acontece com o leite em pó importado da Argentina”, destaca o Valor.

Exportação de soja é a única que anima nas vendas para a China

A relação comercial do Brasil com o seu principal parceiro, a China, parece estar bem. O colunista Mauro Zafalon da Folha de S.Paulo enfatiza que as receitas brasileiras vindas do agronegócio atingiram US$ 19,8 bilhões de janeiro a setembro com o país asiático, 24% mais do que em igual período anterior. O Brasil avançou muito nas exportações de soja neste ano, mas perdeu espaço nas vendas de carnes, de açúcar, de cereais, de lácteos e de bebidas. A evolução positiva das receitas neste ano vem praticamente da soja em grãos, cujo volume exportado subiu para 47,7 milhões de toneladas até setembro, 29% mais do que em igual período de 2016. Nesse mesmo período, as receitas com a oleaginosa atingiram US$ 18 bilhões, 30% mais, conforme dados da Secex (Secretaria de Comércio Exterior). A exportação de soja para a China ganha fôlego ano a ano, mas o país asiático vinha abrindo espaço também para outros importantes, como açúcar, carnes e milho. O açúcar, outro produto que ganhava espaço na lista de produto fornecidos para a China, teve queda de 76% nas receitas deste ano. Após atingir US$ 551 milhões de janeiro a setembro de 2016, elas recuaram para US$ 131 milhões neste ano. A aposta brasileira na venda de milho também não está se confirmando. Após vender acima de 100 mil toneladas de janeiro a setembro nos anos de 2015 e de 2016, o volume recuou para menos de 10 mil neste. “A abertura da China para uma gama maior de produtos é importante para a balança comercial brasileira, que é dominada atualmente por exportações de soja e de minério de ferro”, destaca a coluna.

USDA confirma produção recorde de soja nos EUA 

Apesar de representar um novo recorde de soja nos EUA, a colheita prevista no relatório de oferta e demanda divulgado pelo Departamento de Agricultura do país (USDA) ficou um pouco aquém das expectativas dos analistas, o que fez o grão subir em Chicago. De acordo com o Valor Econômico, os papéis com vencimento em janeiro fecharam o dia a US$ 10,025 por bushel, alta de 2,72%. No relatório, o USDA manteve inalterada a projeção para a colheita de soja nos Estados Unidos, em 120,58 milhões de toneladas. No entanto, os analistas consultados pelo “The Wall Street Journal” trabalhavam com uma estimativa maior, de 120,8 milhões de toneladas. No caso do milho, foi a revisão feita pelo USDA na projeção para o consumo global que ditou os preços. Os contratos para março subiram 0,9%, a US$ 3,6275 por bushel. O órgão elevou em 7 milhões de toneladas, a 1,064 bilhão de toneladas a projeção para a demanda global, o que ajudou a reduzir os estoques.

Simpósio discutirá a perda de abelhas

O universo das abelhas, em quase todos os aspectos, será discutido de 16 a 18 deste mês, em Teresina, no Simpósio sobre Perdas de Abelhas no Brasil. O evento, o primeiro do gênero no País, vai acontecer no auditório do Bristol Gran Hotel Arrey, no bairro São Cristovão, reunindo cientistas brasileiros, norte-americanos, franceses e australianos. A abertura será às 8:30 horas da segunda-feira 16. O simpósio é uma realização da Embrapa Meio-Norte, Sebrae e Ministério do Meio-Ambiente, com o apoio do Governo do Piauí e do Banco do Brasil. Conforme o portal da Embrapa, a programação prevê 22 palestras durante os três dias de simpósio. A primeira, abrindo o evento, será feita pela bióloga Ceres Belchior, analista do Ministério do Meio Ambiente. O tema é Projeto Polinizadores do Brasil: apresentação dos resultados. Ao longo da segunda-feira estão previstas ainda mais sete palestras de pesquisadores do Brasil e da França, com temas que vão dos impactos ambiental, social e econômico aos efeitos das culturas transgênicas para abelhas. Fundamentais à manutenção da biodiversidade ambiental e à produção de alimentos, pois exercem função de agentes polinizadores de plantas nativas ou cultivadas, as abelhas estão desaparecendo num ritmo acelerado. O pesquisador Bruno Souza lembra que o desaparecimento das abelhas vem preocupando especialistas, organizações governamentais e não governamentais em todo o mundo. Segundo ele, problemas como a perda de enxames têm sido relatados por produtores de mel em todo o País. As causas mais citadas são: ataque de inimigos naturais; uso indiscriminado de agrotóxicos; mudanças climáticas; desmatamento e fragmentação das matas e florestas.

NA IMPRENSA
Mapa – Mapa solicita ao Banco do Brasil apoio em transações comerciais om o Irã

Mapa – Mapa fará auditoria no serviço veterinário oficial do RS entre 23 e 27 deste mês

Mapa – Maggi orienta maior rigor na fiscalização do comércio de leite hidratado

Embrapa – Simpósio discutirá a perda de abelhas

Embrapa – Cafeicultura tem faturamento bruto estimado em R$ 22 bilhões para 2017

Ibama – Ibama combate nova frente de desmatamento no entorno de Mojuí dos Campos, no PA

Câmara dos Deputados – Especialistas apontam efeitos positivos de ações em agricultura de baixo carbono

Câmara dos Deputados – Comissão aprova nova altura para caminhões que transportam animais vivos

Folha de S.Paulo – Vilas surgem em meio ao campo com expansão do agronegócio

Folha de S.Paulo – Loteamento de fazendas comanda expansão urbana

Folha de S.Paulo – Vaivém das Commodities – Exportação de soja é a única que anima nas vendas para a China

Folha de S.Paulo – Políticos brasileiros ignoram cientistas e pesquisas, diz estudo

G1 – Uruguai nega que país importe leite para depois revender ao Brasil

G1 – Índice de preços de alimentos em SP ficou estável em setembro, diz IEA

G1 – Basf compra unidade de sementes e herbicidas da Bayer

Valor Econômico – Decisão de Blairo gera mal-estar entre Agricultura e Itamaraty

Valor Econômico – USDA confirma produção recorde de soja nos EUA

Valor Econômico – Receita com exportações de carne suína aumentou 17,6% em 2017

Valor Econômico – País quer apresentar RenovaBio na COP 23

Valor Econômico – Compra do Mataboi pela JBJ deve ser rejeitada pelo Cade

Valor Econômico – BB recupera mercado no crédito rural

Valor Econômico – Bayer vende parte da unidade de agronegócio à Basf por 5,9 bi de euros

Valor Econômico – Aquisição da Bayer CropScience reforça negócio de sementes da Basf

No comments yet.

Leave a comment

Your email address will not be published.