DEBATE SOBRE PULVERIZAÇÃO TERRESTRE BUSCA REDUZIR IMPACTOS NO RS

//DEBATE SOBRE PULVERIZAÇÃO TERRESTRE BUSCA REDUZIR IMPACTOS NO RS

Com o objetivo de identificar ações que possam contribuir para minimizar os impactos da pulverização terrestre de defensivos agrícolas, foi realizada na quarta-feira (27) audiência pública sobre o tema. O evento, organizado pelo Ministério Público Federal no Rio Grande do Sul (MPF/RS), em conjunto com o Ministério Público do Trabalho no Rio Grande do Sul (MPT-RS) e com o Ministério Público do Estado (MP/RS), instrui inquérito civil sobre o assunto (Inquérito Civil nº1.29.000.002334/2013-77). De acordo com o portal do MPF, a audiência foi dividida em eixos temáticos, com uma palestra cada. Ao apresentar a primeira palestra do dia, o promotor Daniel Martini defendeu a necessidade de licenciamento das lavouras, referindo-se também ao projeto em trâmite no Congresso Nacional, que pode tornar o licenciamento ambiental algo “cartorial, em alguns casos realizada por adesão, autodeclaratória”, inclusive com lista negativa, que isentaria as lavouras intensivas deste licenciamento. No segundo eixo, certificação de máquinas agrícolas e equipamentos de pulverização de agrotóxicos, palestrou o professor Walter Boller da UPF. Na terceira palestra, Alencar Rugeri, engenheiro agrônomo da EMATER/RS, apresentou um panorama geral do setor no RS e o projeto de capacitação dos produtores para a atividade de pulverização de defensivos agrícolas. “Encerrando as apresentações, Fernando Falcão e Carlos Dias, analistas ambientais do IBAMA, trataram de zonas/faixas de exclusão de pulverização de defensivos agrícolas, e apresentaram dados a respeito da utilização de barreiras naturais”, destaca o portal.

Fiscais agropecuários devem fazer greve

Mobilizados em Brasília desde o início desta semana, a maioria dos fiscais do Ministério da Agricultura lotados em todas as regiões do país tende a optar por uma greve geral por tempo determinado a partir das próximas semanas, apurou o Valor Econômico. No entanto, a contagem dos votos pelo Sindicato Nacional dos Auditores Federais Agropecuários (Anffa Sindical) ainda está em andamento. Se confirmada, a greve será uma reação dos fiscais à contratação de profissionais terceirizados pelo Ministério da Agricultura. Os fiscais agropecuários receberam mal a proposta de um novo modelo de gestão para a área de defesa, resultado de uma consultoria contratada pelo ministério que apontou a necessidade de fortalecer e transformar a Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA) em um órgão com autonomia orçamentária, administrativa e financeira. “O sindicato pede para ser consultado sobre o texto final da proposta de lei que o ministério quer enviar ao Congresso Nacional. Mas o Ministério da Agricultura tem urgência em propor uma reformulação da área. O secretário de Defesa Agropecuária, Luís Eduardo Rangel, já explicou, entretanto, que o “poder de polícia” dos ficais, que lhes garante prerrogativa para multar estabelecimentos, condenar carcaças de animais com doença ou interditar fábricas, por exemplo, não será em hipótese alguma delegado a terceiros”, ressalta a reportagem.

Pesquisas de novas aplicações de produtos agrícolas e intercâmbio maior com outros setores são alguns dos desafios do agronegócio

Para o coordenador de Programas e Projetos de Biotecnologia e Agropecuária do Ministério da Ciência e Tecnologia, Thiago de Mello Moraes, é necessário que o governo incentive as pesquisas para desenvolver e validar tecnologias que otimizem o uso de insumos, a automação de sistemas de produção e a redução de perdas. Também é importante promover iniciativas que diminuam os impactos ambientais e sociais ao longo da cadeia produtiva. Conforme o Zero Hora, viabilizar o intercâmbio entre o agronegócio e outras áreas passa por investimento em ações multidisciplinares nos centros de pesquisa. Um exemplo é o Centro Interdisciplinar de Estudos e Pesquisas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. “O secretário da Agricultura, Ernani Polo, destaca que a Secretaria está incentivando atividades com potencial de expansão no Estado, como a olivicultura e a produção de noz pecã. Nos dois casos, explica Polo, há possibilidade de integração com a ovinocultura, viabilizando a diversificação dos cultivos e da renda. Considerando a produção em pequena escala, o desafio de novos usos é maior. Segundo o diretor técnico da Emater, Lino Moura, a organização dos agricultores familiares é fundamental para garantir a oferta contínua ao mercado. Para o técnico, informação, pesquisa e políticas públicas são imprescindíveis para avançar”, diz a notícia.

Fora da Renca, soja ilegal avança em áreas protegidas do Amapá

Fora da Reserva Nacional do Cobre (Renca), na Amazônia, que teve sua extinção revogada pelo governo Michel Temer, grandes áreas do Cerrado no Amapá têm sido desmatadas irregularmente. Esses territórios vêm perdendo espaço para plantações de soja. Só entre junho e julho, o Ibama embargou 36 áreas no Amapá, na Operação Nova Fronteira, por plantio irregular de soja em áreas de proteção permanente ou reserva legal. Ao todo, foram bloqueados 10.234 hectares de terras. As multas aplicadas pelo órgão federal contra os responsáveis pelo desmatamento e plantações ilegais somam R$ 57,655 milhões. O balanço parte de levantamento obtido pelo Estadão, feito pela organização Greenpeace com base em dados públicos do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais (Ibama). Os números foram confirmados pelo Ibama. O Amapá tem sido visto como nova fronteira do agronegócio, por fatores como o baixo preço das terras; a proximidade com o Canal do Panamá e com rodovias pavimentadas, além do acesso facilitado a linhas de crédito do governo federal. Todos os embargos e multas aplicadas pelo órgão federal no Amapá foram motivados pela falta de autorização de empresas e fazendeiros que não tinham autorização estadual para aquele desmatamento, além de terem feito o corte em áreas de proteção. A Associação dos Produtores de Soja do Amapá culpou o processo de licenciamento ambiental aplicado pelo Instituto do Meio Ambiente e de Ordenamento Territorial do Estado do Amapá (Imap) pelas falhas. A reportagem procurou o Imap por telefone e e-mail, mas não teve retorno.

NA IMPRENSA

Mapa – Maggi quer intensificar comércio agrícola com o Peru

MMA – Clima: sociedade contribui para salvaguardas

MMA – Seminário discute uso de agrotóxicos

MMA – Governo reforça ações para proteção marinha

Embrapa – Parceria Embrapa e governo da Nova Zelândia fortalece agricultura familiar no Maranhão

Embrapa – Embrapa e Sebrae lançam maratona de programação para criar aplicativo de gestão em aquicultura

Senado Federal – Aprovada medida que facilita pagamento de outorgas para aeroportos

Câmara dos Deputados – Agricultura aprova subvenção para milho usado em ração de suínos e aves produzidos de forma independente

Câmara dos Deputados – Agricultura rejeita CPF de proprietário no Cadastro Ambiental Rural

Câmara dos Deputados – Agricultura aprova proposta que revoga possibilidade de titulação coletiva para reforma agrária

Folha de S.Paulo – CARLOS NOBRE E RACHEL BIDERMAN: Agro pode mudar imagem com produção carbono neutro

G1 – França acirra briga para proibir agrotóxico mais usado no mundo

O Estado de S.Paulo – Fora da Renca, soja ilegal avança em áreas protegidas do Amapá

Valor Econômico – Fiscais agropecuários devem fazer greve

Valor Econômico – Empresa mineira recebe aporte da Monsanto

Valor Econômico – Trading Seara tenta destravar recuperação

Valor Econômico – 3corações está perto de concluir compra da Toko, de Minas

Valor Econômico – Commodities Agrícolas

Zero Hora – Infográfico: as inovações que o agronegócio terá à disposição no futuro

Zero Hora – Pesquisas de novas aplicações de produtos agrícolas e intercâmbio maior com outros setores são alguns dos desafios do agronegócio

Paine Florestal – SIF promove Seminário Internacional sobre incêndios florestais

MPF – Debate sobre pulverização terrestre busca reduzir impactos no RS

Folha do Progresso – Santarém tem prazo para cuidar de embalagens de agrotóxico

Digoreste Notícias – Plano do Mapa promoverá sustentabilidade do agro brasileiro no mercado global

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